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armas nucleares

  • Por Frederico Carvalho, Vice-presidente do Conselho Executivo da Federação Mundial de Trabalhadores Científicos e membro da Presidência do CPPC

    Olhando para trás, para um tempo histórico recente, pode dizer-se que o despertar de uma consciência colectiva da responsabilidade social associada ao conhecimento científico, radicou em larga medida na perspectiva da utilização militar do “fogo atómico” ― chamemos-lhe assim ― que se tornou real num curto espaço de tempo, com o homicídio em massa da população civil de Hiroshima e Nagasaki, dificilmente justificável no plano militar mas de grande interesse para os seus mentores, como ensaio real, “no terreno”, da operacionalidade, capacidade destrutiva e efeitos colaterais dos explosivos nucleares.

    Foi na alvorada desse processo histórico de domínio do referido “fogo atómico” pelo homem, que se levantaram as vozes de alguns dos mais eminentes homens de ciência de então, alertando para os riscos para a própria sobrevivência da espécie que a utilização da energia nuclear para fins militares trazia consigo. Um desses homens foi Frédéric Joliot-Curie, herói da resistência francesa ao invasor nazi e pacifista convicto, primeiro presidente do Conselho Mundial da Paz, co-fundador, em 1946, da Federação Mundial dos Trabalhadores Científicos que prossegue hoje, passadas quase sete décadas, o mesmo combate pala Paz. Em certa altura da sua vida, Albert Einstein exprimiu o sentimento de que “a libertação da energia do átomo tudo mudou excepto a nossa forma de pensar (…)”. Em 1955, em plena “guerra fria”, poucos meses antes de morrer afirmou: “Cometi na minha vida um grande erro (…) quando assinei a carta para o Presidente Roosevelt recomendando que se fizesse a bomba atómica (…) ”.

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    Importante iniciativa sobre “ A Actualidade do Apelo de Estocolmo. A Ameaça Nuclear 65 Anos Depois" na Casa da Paz

    Em vésperas de abertura da conferência da ONU, em Nova York, sobre o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, o Conselho Português para a Paz e Cooperação realizou, em 21/4/2015, uma sessão na Casa da Paz, em Lisboa, onde se assinalou a comemoração do 65º aniversário do Apelo de Estocolmo.

    Na abertura da iniciativa intervieram: Ilda Figueiredo - Presidente da direcção do CPPC; Frederico Carvalho – Investigador; Manuel Simões - Liga Operária Católica; Rui Namorado Rosa - Vice-presidente da direcção do CPPC e Sérgio Ribeiro – Economista.

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  • O movimento pela paz português teve na exigência da abolição das armas nucleares e do desarmamento geral, simultâneo e controlado, uma das suas causas fundadoras e um constante factor de mobilização. Recordemos de entre as múltiplas e diversificadas acções realizadas, a recolha de assinaturas para o Apelo de Estocolmo, no início dos anos 50; a participação empenhada na Conferência sobre a Segurança e Cooperação na Europa, em Helsínquia, na década de 70; ou as grandes marchas da paz, nos anos 80. O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) e os movimentos em prol da paz que o antecederam estiveram na primeira linha desta causa fundamental para a paz e a segurança internacionais, para a sobrevivência da Humanidade.

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    Na sequência das actividades decididas na reunião das organizações membro do Conselho Mundial da Paz da região Europa, realizada em Londres a 26 de Maio, e da posterior consulta dessas organizações divulgamos o texto “Abolir as Armas Nucleares – Hiroxima e Nagasáqui Nunca Mais!”, para assinalar os 73 anos dos bombardeamentos dos EUA contra estas duas cidades japonesas.

    Abolição das Armas Nucleares
    Hiroxima e Nagasáqui Nunca Mais!

    Os dias 6 e 9 de Agosto de 1945, são datas que os amantes da paz de todo o mundo assinalam, para manter viva a memória do terrível crime em que consistiu o lançamento, pelos EUA, de bombas atómicas contra as cidade japonesas de Hiroxima e Nagasáqui, e para concluir, desta tragédia que causou milhares de mortos e sofrimento que continua ainda hoje, a necessidade de continuar e fortalecer a luta contra o militarismo e a guerra, pela paz e o desarmamento, nomeadamente o desarmamento nuclear.

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  • cores da paz pelo futuro que queremos 1 20200810 1929529209

  • O CPPC participou, no dia 19, num debate na Escola Secundária Camões, em Lisboa, inserido na campanha pela adesão de Portugal ao Tratado de Proibição de Armas Nucleares. A iniciativa nasceu dos próprios estudantes, que, em Reunião Geral de Alunos, mandataram a direcção da Associação de Estudantes para que promovesse acções pela Paz. Daí partiu o convite ao CPPC.

  • Ilda Figueiredo representou o CPPC numa conferência realizada no dia 10 em Bruxelas sobre o Tratado de Proibição de Armas Nucleares, promovida pelo Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/ Esquerda Verde Nórdica do Parlamento Europeu (GUE/NGL). Na sua intervenção, a presidente da direcção do CPPC considerou as armas nucleares como a «mais grave ameaça que pende sobre a Humanidade» e valorizou a adopção do Tratado de Proibição de Armas Nucleares como «uma das mais significativas vitórias das forças da paz» alcançada nos últimos anos.
    Este tratado, adoptado por 122 países participantes na conferência das Nações Unidas realizada com esse objectivo, foi caracterizado por Ilda Figueiredo como «um passo muito importante, dando expressão à aspiração dos povos de um mundo livre de armas nucleares». Em Portugal, informou, o CPPC lançou uma campanha visando a adesão de Portugal ao Tratado, na qual se integra uma petição que já recolheu milhares de assinaturas e que será entregue na Assembleia da República para que aí se discuta esta questão.

  • Ilda Figueiredo representou o CPPC numa conferência realizada no dia 10 de Janeiro, em Bruxelas sobre o Tratado de Proibição de Armas Nucleares, promovida pelo Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/ Esquerda Verde Nórdica do Parlamento Europeu (GUE/NGL).

    Leia aqui a intervenção de Ilda Figueiredo:

  • Nos dias 27 de Fevereiro e 14 de Março, o CPPC - Conselho Português para a Paz e Cooperação, em parceria com a Universidade do Algarve, Associação Académica da UALg, o SPZS - Sindicato dos Professores da Zona Sul e o Cineclube de Faro levaram a cabo duas iniciativas inseridas na campanha, que está a decorrer por todo o país, Pelo Fim das Armas Nucleares, pela ratificação do acordo por parte do governo português.

    No dia 27 de Fevereiro no Campus das Gambelas procedeu-se a uma sessão de esclarecimento seguida de debate que contou com a presença de Frederico Carvalho, físico e presidente da Associação dos Trabalhadores Científicos, Saúl de Jesus, professor doutor e Vice-reitor da UALg, Isa Martins do SPZS e Sofia Magalhães Costa membro do CPPC.

  • A convite do Movimento da Paz francês, Ilda Figueiredo, representando o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), participou em foruns que se realizaram no quadro do Congresso deste Movimento da Paz, que teve lugar nos dias 3 e 4 de Novembro, em Gennevilliers, Paris.
    Recorde-se que o Movimento da Paz francês é uma organização membro do Conselho Mundial da Paz.
    Os debates e mesas redondas que precederam este Congresso contaram com a presença de cerca de 280 pessoas, incluindo representantes de movimentos da paz de vários países, tendo o CPPC sido convidado a participar:

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    Na passada segunda-feira, dia 14 de Maio, o Núcleo de Aveiro do Conselho Português para a Paz e Cooperação(CPPC) em parceria com o Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território(DCSPT) da Universidade de Aveiro(UA) realizou um debate sobre "A Paz, a agressão à Síria e a luta pelo Fim das Armas Nucleares".

    O debate, moderado por Teresa Forte, investigadora na Universidade de Aveiro(UA), contou com a intervenção de Carlos Jalali(Professor da UA) bem como de Ilda Figueiredo(Presidente da direcção nacional do CPPC).

  • No quadro dos 70 anos dos bombardeamentos nucleares contra Hiroxima e Nagasáqui o CPPC recorda a comemoração dos 65 anos do Apelo de Estocolmo contra as armas nucleares.

    https://www.cppc.pt/dossiers/temas/paz-e-desenvolvimento/910-65-anos-do-apelo-de-estocolmo-pela-abolicao-das-armas-nucleares

     

     

  • No quadro dos 70 anos dos bombardeamentos nucleares contra Hiroxima e Nagasáqui o CPPC recorda o artigo do Investigador Frederico Carvalho "SOBRE A CONFERÊNCIA DE 2015 PARA A REVISÃO DO TRATADO DE NÃO-PROLIFERAÇÃO DAS ARMAS NUCLEARES"

    https://www.cppc.pt/opiniao/919-a-actualidade-do-apelo-de-estocolmo-a-ameaca-nuclear-65-anos-depois

     

     

  • O núcleo de Coimbra do Conselho Português para a Paz e Cooperação realizou, no café Sta. Cruz, em Coimbra, um animado debate em que participou a presidente da direção do CPPC.

    O tema central foi a Paz e o desarmamento, pela assinatura e ratificação por Portugal do Tratado de Proibição de Armas Nucleares, mas também estiveram presentes aspectos preocupantes da situação actual e das ameaças contra Venezuela, Cuba, Brasil e no Médio Oriente, nomeadamente contra Síria e Palestina.

    As dezenas presentes assinaram a petição a exigir a assinatura e ratificação pelas autoridades portuguesas do Tratado de Proibição de Armas Nucleares e manifestaram a sua determinação em prosseguir a luta pela paz.

  • Debate em Almada leva mais longe a campanha pela adesão de Portugal ao Tratado de Proibição de Armas Nucleares

    A campanha do CPPC pela adesão de Portugal ao Tratado de Proibição de Armas Nucleares teve expressão pública no dia 1 de Novembro, num debate realizado em Almada, antecedido de uma recolha pública de assinaturas para a petição, que resultou em largas dezenas de subscrições. Realizada num bar de uma concorrida zona da cidade, a sessão contou com as intervenções iniciais de Gustavo Carneiro, da direcção do CPPC, e Cláudia Dias, bailarina e coreógrafa almadense.