Outras Notícias

CMP

  • reuniao das organizacoes membro do conselho mundial da paz cmp da regiao europa 1 20180704 1296257555

    Divulgamos texto aprovado pela reunião de organizações membro do Conselho Mundial da Paz realizada, em Londres, no passado dia 26 de Maio.

    Apelo
    Sim à Paz! Não à NATO!
    Não à Cimeira 2018 da NATO em Bruxelas

    Apelamos a todas as organizações e activistas na Europa que defendem a causa da Paz, que promovam acções contra a NATO e a sua cimeira em Bruxelas, pela dissolução deste bloco político-militar e pela luta de cada povo dentro de cada estado membro da NATO para a retirada desta organização militar.
    Sabemos que a NATO já existe há quase 70 anos, e que durante todo este período a NATO continuou a aumentar os seus membros, alargando a sua esfera de influência, a sua agressão e imposições aos povos.

  • O CPPC participa neste momento na reunião do Comité Executivo do Conselho Mundial da Paz, que decorre de 20 a 21 de Novembro, em Guantanamo, Cuba e onde participam 14 organizações de diversas partes do mundo, entre outros assuntos deverá ser tomada a decisão sobre a data e o local da realização da próxima Assembleia Mundial da Paz, a realizar em 2016.

    A reunião do executivo será seguida do IV Seminário Internacional pela Paz e pela Abolição das Bases Militares Estrangeiras, de 22 a 25 de Novembro, organizado em conjunto pelo CMP e pelo Movimento Cubano pela Paz e a Soberania dos Povos e que reunirá centenas de delegados de todo o mundo, na cidade que tem parte do seu território ocupado pela Base Naval dos EUA na baía de Guantanamo.

    Na abertura da reunião do comité executivo foi inaugurada uma exposição de cartazes pela Paz.


  • O Conselho Mundial da Paz (CMP) condena as atrocidades israelitas contra o povo palestino

    A chacina em curso do povo palestino pelo exército israelita não tem fim. Mais de 570 palestinos foram assassinados, milhares feridos e muitos outros milhares deslocados. A maioria das vítimas são civis, entre elas dezenas de mulheres e crianças. A Faixa de Gaza da Palestina está transformada num teatro de guerra unilateral pelas forças de ocupação de Israel, contra um povo que está sendo privado da sua independência, liberdade e do direito a um Estado.

    O CMP condena as atrocidades do governo de Israel e do seu exército contra o povo palestino e apela a todas as forças amantes da paz em todo o mundo para protestar e denunciar estas acções bárbaras.

    Nenhum outro Estado se atreve a exercer esse "direito" autoproclamado de atacar civis desprotegidos com forças aéreas e terrestres, apenas Israel reivindica para si este "privilégio" cínico.

    A hipocrisia demonstrada pelos EUA, que apoia totalmente o regime israelita nas suas acções, bem como a cumplicidade da UE, que equipara as vítimas ao agressor, atingiu novos máximos. Até o Conselho de Segurança da ONU, que manifesta a sua "profunda preocupação" e apela a um "cessar-fogo", não toma qualquer decisão para pressionar o agressor Israel, que está a cometer crimes de guerra contra todo um povo.

    O regime israelita está a cometer um genocídio sob a forma de uma punição colectiva do povo palestino, e os pretextos da sua própria defesa são infundados, quando se olha para os factos e para a sua invasão da Faixa de Gaza.

    A única maneira de alcançar a paz e a estabilidade na região é a criação e o reconhecimento de um Estado independente da Palestina dentro das fronteiras de 4 de Julho de 1967, com Jerusalém Oriental como sua capital.

    Manifestamos a nossa sentida solidariedade com o povo palestino, na Faixa de Gaza, na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, bem como o nosso apoio às forças amantes da paz dentro de Israel, que lutam lado a lado com o povo palestino por uma solução justa e viável, pelo fim da ocupação.

    O Secretariado do CMP
    22 de Julho de 2014

     

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    O Comitê Executivo do CMP reuniu-se na cidade indiana de Goa, entre 26 e 28 de novembro de 2014. A reunião, cujo anfitrião foi a Organização Toda-Índia de Paz e Solidariedade (AIPSO), emitiu, depois das discussões sobre as ameaças à paz em diferentes partes do mundo, a seguinte declaração:

    O Conselho Mundial da Paz, em seu 65º ano de luta, saúda as forças amantes da paz no mundo e as insta a lutar junto com o CMP e suas organizações membros, contra o imperialismo e suas guerras brutais e pela paz.

  • O Comité Executivo (CE) do Conselho Mundial da Paz realizou com sucesso nos dias 23 a 25 de Novembro de 2013, em Caracas, na Venezuela, o seu primeiro encontro após a Assembleia de Katmandu (Julho de 2012). Foram proporcionadas ao encontro excelentes condições pelo Comité Internacional de Solidariedade (COSI), membro do Conselho Mundial da PAZ.

    Lembramo-nos bem da realização da Assembleia da Paz, em 2008, onde se anunciou Caracas como a “Capital Mundial da Paz e da luta Anti-imperialista”. A nossa Assembleia foi realizada sob os auspícios do falecido Presidente, Comandante Hugo Chavez, a quem prestamos o nosso mais profundo respeito pela sua contribuição e liderança de sucesso na revolução bolivariana, como o líder genuino do seu povo, amplamente reconhecido mundialmente.

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    O Conselho Mundial da Paz (CMP) expressa sua condenação veemente sobre os pesados exercícios militares recentes e em curso dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, denominados “Key Resolve” e “Eagle 16” em torno da Península Coreana, que colocam novos perigos à paz e à estabilidade na região, com o objetivo de aumentar a tensão através da pressão sobre a República Popular Democrática da Coreia (RPDC).

    Os exercícios militares mencionados, com mais de 300 mil soldados da Coreia do Sul e 27 mil soldados do norte-americanos, um porta-aviões e navios de guerra com armamentos pesados, são dos exercícios militares de maior envergadura da história da região e acontecem no mesmo momento em que sanções são impostas pelo Conselho de Segurança da ONU (Resolução 2270) contra a RPD da Coreia.

  • os cinco 1 20140228 1517325565

    Socorro Gomes, presidente do Conselho Mundial da Paz, enviou uma carta ao presidente dos EUA, onde é exigida a libertação imediata dos três cubanos injustamente presos naquele país.  

    O texto da carta:

    "São Paulo, 4 de Junho de 2014
    SR. BARACK OBAMA
    PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS
     
    Senhor presidente,
     
    Da mesma forma que muitos movimentos sociais, personalidades do meio acadêmico, científico e artístico, e especialmente renomados juristas estrangeiros, venho, na condição de presidente  do Conselho Mundial da Paz,interceder em favor da imediata liberação dos 3 cidadãos cubanos, injustamente presos  nos Estados Unidos por protegerem seu país de atentados terroristas.

  • O Secretariado do Conselho Mundial da Paz (CMP) divulgou neste domingo (7) uma nota de solidariedade aos prisioneiros políticos palestinos em greve de fome desde 17 de abril. Já são mais de 1.500 palestinos e palestinas aderindo ao protesto desde as prisões israelitas e a manifestação tem mobilizado o apoio internacional.

    Declaração do Conselho Mundial da Paz exigindo a libertação de todos os prisioneiros políticos palestinos das prisões israelitass

    O CMP expressa sua séria preocupação sobre a ofensiva acelerada do regime de ocupação israelita na Palestina, com a continuação da colonização na Cisjordânia, as prisões e perseguição dos palestinos, até mesmo crianças, e a retórica e esforços pela judaização de Israel, assim como o impasse das negociações pela solução do problema palestino por causa do lado israelita, que recebe apoio completo dos EUA e da União Europeia.

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    No passado dia 11 de Janeiro realizou-se em Berlim a 19ª Conferência Rosa Luxemburgo, promovida por organizações do movimento da paz e movimentos sociais alemães.
    A presidente do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes, participou na conferência.

    Transcrevemos abaixo a sua intervenção.

    socorro gomes 1 20140115 1015790273
    “Companheiras e companheiros, senhoras e senhores,

    O ano que se inicia assinala o centenário de um dos mais cruentos conflitos militares da História, que cobrou altíssimo preço à Humanidade. Há cem anos, no dia 31 de julho de 1914, era declarada a Primeira Guerra Mundial, uma carnificina que provocou a morte de aproximadamente 10 milhões de pessoas, o triplo de feridos, além de gerar grandes prejuízos econômicos, com a devastação de campos agrícolas e a destruição de indústrias. Na Alemanha, dois grandes revolucionários ousaram denunciar essa guerra e se recusaram a apoiá-la. Eram eles Karl Liebknecht e Rosa Luxemburgo.

    Para Rosa, a Primeira Guerra Mundial era fruto da disputa interimperialista, que poderia levar a dois desfechos distintos: ao fim do capitalismo ou à regressão civilizatória da humanidade, o que ficou célebre em sua frase: “socialismo ou barbárie”.

    Aquela guerra foi o corolário dos gravíssimos problemas econômicos, sociais e geopolíticos nas principais nações europeias, numa época em que o capitalismo atingia uma nova etapa, a do imperialismo, caracterizado como capitalismo monopolista, domínio do capital financeiro, exportação de capitais, saque das matérias-primas, açambarcamento de mercados, intensa concorrência comercial e luta feroz entre as potências políticas e militares pela partilha do mundo.

    As classes dominantes da época, à frente de diferentes nacionalismos, disputavam a dominação sobre os recursos, mares, continentes e povos do planeta.

    Quanto mais os países europeus se industrializavam, maior era a disputa entre eles, que queriam dominar não apenas a Europa, mas modernizar sua economia sobrepondo-se às outras nações.

    A disputa acirrada pelas fontes de matérias-primas e o mercado mundial levou os países imperialistas a investirem colossais recursos em tecnologia de guerra e fabricação de armamentos, construindo assim poderosas forças armadas. Essas potências desenvolveram as chamadas políticas de alianças, a diplomacia secreta e assinaram tratados políticos e militares que dividiram os países em blocos. A divisão colocava de um lado a Alemanha, a Itália e o Império Austro-Húngaro, que formavam um dos blocos, e do outro a Inglaterra, a França e a Rússia, que compunham a Tríplice Entente.

    "O combate pela paz é o mais sagrado dos combates", dizia Jean Jaurés, um dos mais vibrantes líderes do movimento pela paz no início do século 20, assassinado no exato dia em que a Primeira Guerra Mundial foi declarada. Ao invocar sua ação pacifista e seu martírio durante o prelúdio da deflagração da Primeira Guerra Mundial, reafirmamos o nosso compromisso e a nossa concepção quanto à prioridade desta luta para os destinos da Humanidade.

    Diuturnamente, o conselho mundial da paz e organizações afiliadas, somamos os nossos esforços – e devemos fazê-lo sempre mais – aos de todos os homens e mulheres progressistas, ativistas sociais e políticos na condenação aos atos de guerra, ao intervencionismo, às agressões, ao uso da força, ao militarismo, às políticas de alianças dos países imperialistas contra as nações mais débeis. Somos solidários com os povos e nações agredidos, defendemos a cooperação internacional, a autodeterminação dos povos, o princípio da soberania nacional e da não intervenção, a solução pacífica dos conflitos e diferenças entre os Estados e o exercício de um papel proativo nessa direção por instituições internacionais credíveis, democráticas, verdadeiramente multilaterais e apegadas ao direito internacional.

    Não nos iludimos, porém. A verdadeira paz não será alcançada enquanto perdurarem relações de dominação e opressão, de classes e de nações, enquanto vigorar e se agigantar o sistema imperialista, o qual impõe relações econômicas e sociais injustas, como políticas de força e agressão. A paz só pode tomar corpo com a vitória da luta dos povos de todo o mundo por um novo ordenamento político, econômico e social com traços essencialmente distintos dos atualmente vigentes, com a edificação de uma nova sociedade.

    A experiência histórica, não só da Primeira Guerra Mundial aqui mencionada, mas também da Segunda Guerra Mundial, deflagrada também num quadro de disputas interimperialistas e de tentativa de destruir o socialismo na antiga União Soviética, demonstra que as guerras não são fruto de casualidades, nem da decisão pessoal de presidentes, generais, monarcas ou ditadores.

    As guerras resultam do desenvolvimento de leis econômicas e sociais objetivas, constituem um fenômeno inerente ao imperialismo. A despeito disso, não somos fatalistas. A guerra não é inevitável, malgrado as tendências agressivas das potências imperialistas. É possível inverter o curso dos acontecimentos e impedir novas tragédias se os trabalhadores e os povos lutarem por seus direitos, pela autodeterminação, pela paz e assim impedir a concretização dos planos imperialistas.

    A dominação imperialista, voltada para a obtenção do lucro máximo em favor dos monopólios e da oligarquia financeira, conduz necessariamente ao emprego da força bruta, à conquista de novos territórios, fontes de matérias-primas e mercados para a exportação dos capitais e dos produtos fabricados. Na época do imperialismo, quando as principais potências capitalistas já dividiram entre si a dominação do mundo, toda modificação da correlação de forças entre elas conduz à luta por uma nova divisão do mundo, o que em geral fazem por meio da guerra.

    Companheiras e companheiros, senhoras e senhores,

    O mundo hoje vive uma situação política inteiramente diferente dos períodos das primeira e segunda guerras mundiais, mas a essência do imperialismo não muda.

    A presente conjuntura internacional é fortemente marcada por uma profunda crise econômica, que evidencia a natureza espoliadora e opressora do sistema capitalista-imperialista.

    A grande burguesia monopolista-financeira e os governos a seu serviço movem uma brutal ofensiva contra os direitos dos trabalhadores e dos povos e empenham-se em desenfreado saque das riquezas dos países.

    A crise cobra impagável preço às massas populares, cujo padrão de vida e direitos são atacados. O desemprego, a fome e a miséria formam um cenário dantesco nos países capitalistas, desenvolvidos ou não.

    A crise torna mais agudas as contradições e a luta entre as potências imperialistas por mercados, fontes de matérias primas, controle dos mares e oceanos e regiões estratégicas, o que só pode ser feito com o aumento do militarismo, da multiplicação de bases militares, de intervenções e atos agressivos contra países e povos soberanos. Neste quadro, é imperioso constatar que a crise do sistema capitalista-imperialista aumenta o perigo de guerra, seja de guerras localizadas, como de confrontos de maior envergadura.

    Companheiras e companheiros, senhoras e senhores,

    As ameaças à paz mundial e a autodeterminação dos povos provêm de uma brutal ofensiva imperialista, militarista e antidemocrática levada a efeito pelo imperialismo estadunidense e outras potências, sobretudo as que hegemonizam a União Europeia e integram a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

    São muitos os componentes desta ofensiva, assim como são variados os focos de guerra.

    Há exatos três anos, uma coalizão de potências imperialistas atacou a Líbia, sob o pretexto de democratizar o país. Novos conflitos sobrevieram na região a partir da desagregação provocada pela intervenção na Líbia, o que, por sua vez, utiliza-se como pretexto para novas intervenções no noroeste da África. No contexto da abertura dessas novas frentes de guerra no continente africano, os países imperialistas empenham-se na criação do Africom, o comando africano, para coordenar ações de ingerência e agressão militar.

    A situação no Oriente Médio continua concentrando a principal atenção da estratégia militarista e intervencionista dos Estados Unidos. Um balanço dos principais temas no Oriente Médio inclui, inevitavelmente, o papel dessa potência como responsável pelas turbulências e instabilidade na região.

    Prossegue o genocídio perpetrado pelos sionistas israelenses contra o povo mártir da Palestina, vítima de prolongada ocupação. Persiste a agressão imperialista contra a Síria, desestabilizando e alimentando o perigo de um conflito em toda esta região; a manutenção de fato da ocupação do Iraque, hoje dilacerado sob um terrível conflito sectário; o Afeganistão e o Irã seguem no foco das atenções do imperialismo.

    No conflito entre Israel e os palestinos, no acordo nuclear com o Irã, no conflito na Síria e no uso de drones para ataques na Ásia Central, os EUA estão ativamente envolvidos nas questões de maior relevância na região, desempenhando sempre um papel intervencionista e posicionando-se contra os interesses dos povos.

    A instabilidade que domina a região é comprovadamente determinada pelas articulações estadunidenses, através da sua aliança inabalável com o sionismo e o Estado agressivo de Israel, assim como com as monarquias autocráticas da região, como a Arábia Saudita, entre outras.

    No Afeganistão, mais de uma década se passou desde a invasão criminosa liderada pelo governo do ex-presidente George W. Bush.

    A desmilitarização e a independência afegã são exigências fundamentais para o desenvolvimento desse país centro-asiático. O país vive situação de extrema pobreza e vulnerabilidade. Ainda assim, os EUA pressionam o governo afegão, para manter as suas tropas no país além de 2014, prazo estipulado para a retirada total, a tal ponto que o presidente do país, Hamid Karzai, insuspeito de ser anti-imperialista, ter chegado a dizer que os EUA têm postura colonialista.

    No Egito, as Forças Armadas voltaram a empalmar o poder. A relação das classes dominantes egípcias com os EUA, malgrado as contradições, é uma herança dos acordos de Camp David, da década de 1970, com Israel, que garantiram ao Egito o financiamento militar anual bilionário norte-americano. Nas próximas semanas, a realização de um referendo para aprovar a Constituição – elaborada por uma comissão do governo interino, respaldado pelo Exército – ainda tem muitos obstáculos a saltar.

    O domínio e a divisão colonialista de toda a região deixaram marcas profundas e determinaram que prevalecessem as divisões sectárias, politicamente manipuladas e instrumentalizadas pelas potências. O governo do presidente Barack Obama segue a tradição, num rastro longo de ingerência política, "sutil" ou agressiva, intensificado antes pelo governo de George W. Bush em sua criminosa “guerra contra o terrorismo”.

    Obama esteve ativamente engajado nas sanções contra o Irã - política iniciada ainda em 1979, quando a Revolução Islâmica derrubou uma monarquia autocrática apoiada pelos EUA - e na promoção da intervenção militar contra a Síria, ambas as empreitadas extremamente malsucedidas, mas que marcaram um período importante do ano passado. Obama ficou isolado enquanto bradava pela intervenção militar na Síria, já que seus apoiantes, o Reino Unido e a França, foram impedidos por seus Legislativos e por protestos civis de tomarem parte ativa no processo e potências como a Rússia e a China exerceram pressão política e diplomática em sentido contrário.

    Foi nesse quadro que tanto na questão do conflito sírio quanto na do programa nuclear iraniano, o presidente dos Estados Unidos foi obrigado a sentar-se à mesa de negociações.

    Na Síria, assim como no Líbano, as tensões sectárias têm se intensificado. O conflito armado no primeiro fica cada vez mais evidenciado como algo construído desde o exterior, por muitos atores: Estados Unidos, Reino Unido, Arábia Saudita, Catar, Turquia e Israel. A ingerência externa nesse país é evidente em diversas frentes: política, militar, financeira e midiática.

    A manipulação da informação, o envio de mercenários, de armas e de extremistas religiosos são estratégias já comprovadas, mas ficam ainda mais evidentes com a agressividade dos discursos de Obama, dos chefes de Estado do Reino Unido, da França, de representantes da monarquia saudita e do sionismo.

    O evento ainda não esclarecido do ataque químico à região de Ghutta, próxima a Damasco, que matou inúmeros civis, parecia a desculpa perfeita para as potências intervirem, com discursos inflamados e encenados sobre uma "linha vermelha" cruzada, com o uso de armas químicas, num ataque cuja autoria ainda hoje não foi estabelecida oficialmente, nem mesmo pelos inspetores internacionais, que investigam no país a convite do governo.

    Num gesto diplomático, a Síria ratificou a Convenção para a proibição das Armas Químicas, convidou inspetores internacionais para investigarem e para conduzirem a destruição do seu arsenal e da capacidade de produção de armas químicas e continuou instando a oposição a sentar-se à mesa de negociações, definindo, com a participação crucial da Rússia, uma data para a Conferência Internacional de Genebra 2. Enquanto isso, os grupos armados sofrem sucessivas derrotas militares.

    Entretanto, Israel mantém um estoque não declarado de ogivas nucleares, recusa-se a adotar a Convenção para a Proibição de Armas Químicas e o Tratado de Não Proliferação Nuclear e segue impedindo a visita dos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

    Está aí mais um exemplo do que praticamente só a aliança com os Estados Unidos pode garantir ao Estado sionista: empreender discursos e ações agressivos, possuir armas nucleares e químicas – e no caso destas, empregá-las sem consequências, como ocorreu no Líbano e na Faixa de Gaza, em guerras recentes – e continuar incólume.

    O transbordamento do conflito na Síria também se evidencia no Líbano. O país tenta renovar um governo de contornos complexos, distribuído pela Constituição entre as diferentes linhas religiosas, mas as tensões internas e a instabilidade regional tornam este um objetivo desafiador. As investidas desestabilizadoras, segundo a esquerda libanesa, têm empenhado esforços decisivos para fragmentar o país, aprofundando disputas políticas internas fundamentais.

    O militarismo é inseparável da estratégia política do imperialismo. Os principais países membros da Otan aumentam as suas despesas militares. A Otan, desde as guerras que destruíram a antiga Iugoslávia, superdimensionou seu papel e reforçou seu caráter de braço armado do imperialismo estadunidense e da União Europeia para viabilizar as intervenções armadas no continente europeu e fora dele, reforçando também a militarização de blocos políticos e econômicos.

    A estratégia militar do governo de Barack Obama mantém o objetivo de instalar um sistema de defesa antimísseis e fortalecer o pacto militar agressivo da Otan. Esta estratégia prevê a perseguição e o assassinato de pessoas “suspeitas de praticar ou planejar atos terroristas”. Ultimamente, o Pentágono acrescentou às motivações invocadas anteriormente para intensificar suas ações militares o pretexto das "ameaças cibernéticas".

    A "Doutrina Obama" mantém os planos de ataques preventivos ou represálias militares contra as ameaças à "segurança nacional", os "direitos humanos" e a "democracia".

    Para além disso, o imperialismo estadunidense instalou bases militares em todos os continentes. Domina os mares, continentes e o espaço aéreo, além de ser a maior potência nuclear.

    A militarização é uma das principais características da situação internacional e o aspecto essencial da política imperialista para oprimir os povos e garantir seus interesses. A Otan aumentou o número de seus membros e ampliou sua área de operações, aumenta constantemente seu gasto militar e realiza investimentos na criação de novas armas. Participa em numerosas operações militares em várias regiões. Pretextos como a “luta contra o terrorismo” e o estabelecimento da “democracia”, têm sido utilizados na tentativa de legitimar a ampliação das operações militares da Otan a novas áreas geográficas.

    A América Latina e o Caribe estão incluídos nestas concepções e ações militaristas da Doutrina Obama e no alvo de sua ofensiva desestabilizadora. A Quarta Frota da Marinha de Guerra dos Estados Unidos, as 76 bases militares, o desenvolvimento das forças e meios militares dos Estados Unidos para intervir em qualquer parte da região, a sabotagem sistemática aos governos progressistas, o bloqueio a Cuba e os intentos de derrotar a Revolução Bolivariana, tudo isto se inclui na Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos.

    As provocações à República Popular Democrática da Coreia; as crescentes tensões em territórios da ex-URSS mirando a Federação Russa, a militarização do Pacífico Sul e as crescentes provocações visando a República Popular da China – são também elementos da estratégia agressiva e expansionista do imperialismo.

    Companheiras e companheiros, senhoras e senhores,

    Há 65 anos, quando a Humanidade saía das trevas do fascismo e conquistava a democracia, com a vitória dos povos e das forças antifascistas na Segunda Guerra Mundial, o Conselho Mundial da Paz surgia para organizar a luta contra as ameaças de uma nova guerra e a ameaça de hecatombe nuclear.

    Naquele momento, quando as forças obscurantistas do imperialismo demonstravam seus apetites hegemonistas e revelavam-se dispostas a ir às últimas consequências para assegurar seus objetivos, intelectuais e operários progressistas de todo o mundo reuniam-se para conjurar os novos perigos com que se defrontava a Humanidade.

    Menos de cinco anos antes, surgia a Organização das Nações Unidas, cujo objetivo principal era criar e colocar em prática mecanismos que possibilitassem a segurança internacional, o desenvolvimento econômico, a definição de leis internacionais, o respeito aos direitos humanos e o progresso social. Garantir a paz mundial, opor-se a qualquer tipo de conflito armado, dirimir pacificamente os conflitos entre os estados nacionais e assegurar a plena soberania nacional e autodeterminação dos povos, eram e continuam sendo nobres princípios, ideais e objetivos, aos quais aderem todos os amantes da paz no mundo.

    Ao longo de sua história, o Conselho Mundial da Paz tem defendido estes princípios e se opõe por palavras e atos às guerras imperialistas, às violações ao direito internacional, ao intervencionismo que adultera e derroga a autodeterminação dos povos.

    O Conselho Mundial da Paz, com mais razão nos dias de hoje e tendo em vista a complexa situação internacional aqui exposta, expressa a sua profunda e frontal oposição à crescente agressividade do imperialismo, sistema que causa guerras, miséria e destruição enquanto garante lucros ao grande capital e aos monopólios transnacionais.

    É nosso princípio inalienável a plena solidariedade com os povos em luta contra todo o tipo de ameaças e intervenções imperialistas, aos povos sob ocupação e a todos os povos que lutam pelo direito de livre e democraticamente determinarem o seu futuro.

    O Conselho Mundial da Paz defende por princípio a abolição de todas as armas nucleares e denuncia aqueles que admitem a sua utilização num primeiro ataque. Tornamos nossa a divisa de nossos fundadores de que em qualquer circunstância o ataque nuclear deve ser evitado e que o uso das armas nucleares é crime de lesa-humanidade.

    Defendemos a paz mundial, com justiça social, distribuição de renda e de riqueza, democracia, soberania nacional e desenvolvimento.

    Lutamos pela paz mundial, contra as guerras de ocupação, em defesa da soberania de todos os povos e nações.

    Denunciamos os crimes de guerra, os massacres de populações civis, a abominável prática da tortura e defendemos os Direitos Humanos;

    Prestamos solidariedade a todos os povos que lutam por seus direitos sociais e políticos e pela autodeterminação.

    Em nome destes princípios e compromissos, o Conselho Mundial da Paz convida todos a unirem os seus esforços pela paz como condição de liberdade, de combate à miséria, de proteção à natureza, de desenvolvimento nacional, de democracia e independência, no reforço ao espírito de solidariedade com toda a humanidade .

    A humanidade toma consciência da necessidade urgente da paz mundial para que possa organizar a vida dos povos e usufruir as conquistas científicas que enriqueceram o conhecimento humano.

    Em todo o mundo os povos manifestam-se contra as guerras, a violência e as injustiças que têm sido promovidas por elites que exercem o poder absoluto no planeta através da concentração dos recursos econômicos, políticos e bélicos. Em defesa da democracia, os povos condenam a escalada do autoritarismo que os transformam em escravos dos desígnios imperialistas.

    A luta pela paz é uma luta de todos os povos, um combate dos trabalhadores, da juventude, das mulheres, dos intelectuais, independentemente de ideologias, organizações partidárias, filosofias e credos religiosos. O Conselho Mundial da Paz considera-se um dos instrumentos dessa luta e está disposto a unir-se com todos os que se mobilizem e organizem na luta contra a guerra e seus fautores.

    A luta popular da atualidade é complexa, refletindo a própria complexidade do mundo contemporâneo, as modificações de correlações de forças políticas engendradas por mudanças de natureza geopolítica nas últimas duas décadas. Reflete também as mudanças econômicas e sociais, o desenvolvimento das forças produtivas e os novos fenômenos da sociedade contemporânea.

    A luta pela paz desenvolve-se nesse contexto e é transversal às demais lutas políticas, econômicas e sociais. Seu êxito depende da mobilização e da união das forças progressistas e de todos os setores sociais suscetíveis de se unir e mobilizar, pois o inimigo é poderoso.

    É para esta união que nos disponibilizamos e convocamos todos, na certeza de que, apesar de sua brutalidade e força o imperialismo não é invencível e será derrotado pela união e luta dos povos.”

  •  fim as operacoes de ingerencia externa na ucrania 1 20140219 1524969842

    Em nome da presidência do Conselho Mundial da Paz, repudiamos com todas as nossas forças a escalada das ações militares do governo golpista da Ucrânia contra os movimentos federalistas do Sul e Leste do país, assim como o apoio explícito que este governo vem dando às ações criminosas cometidas por neonazistas.

    É uma gravíssima violação dos direitos humanos o massacre ocorrido no dia 2 de maio em Odessa, na Casa dos Sindicatos, onde manifestantes foram presos no prédio em chamas enquanto grupos neonazistas bloqueavam suas saídas. Com profunda dor, prestamos nossas condolências e solidariedade às famílias das vítimas.

    O atual governo ucraniano não possui legitimidade, assumiu o poder por meio de um golpe de Estado orquestrado pelo imperialismo estadunidense e europeu. Por trás deste golpe está o objetivo de desestabilizar o país e instalar um regime fantoche que aceite alargar a OTAN até as fronteiras com a Rússia. A presença de organizações ultranacionalistas de inspiração fascista e nazista no governo de Kíev merece o repúdio de todos os amantes da paz no mundo.

    Quando o mundo rememora o centenário da Primeira Guerra Mundial e transcorre o 75º aniversário da Segunda, episódios de que os povos tiram ensinamentos para impulsionar a construção da paz, é inaceitável que os Estados Unidos e a União Europeia continuem a fomentar conflitos que podem resultar em tragédias de graves proporções.

    Expressamos nossa solidariedade com as populações da Ucrânia na luta por seus legítimos direitos.

    Socorro Gomes
    Presidente do Conselho Mundial da Paz

     

    Original em http://cebrapaz.org.br/site/todas-as-noticias/1019-conselho-mundial-da-paz-repudia-violencia-fascista-na-ucrania.html

  • O Conselho Mundial da Paz submeteu uma comunicação escrita elaborada por um grupo de organizações saaráuis para a 36ª sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, a realizar-se entre 11 e 29 de Setembro. No texto, o foco das denúncias é a situação das crianças saaráuis, desprotegidas e vítimas de diversos tipos de abuso e violações dos seus direitos, sob a ocupação militar marroquina. O apelo sublinha a responsabilidade das Nações Unidas na protecção dos direitos humanos dos saráuis. Leia o documento a seguir.

    Comunicação escrita submetida pelo Conselho Mundial da Paz para a 36ª sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (11 a 29 de Setembro de 2017), a pedido de um grupo de organizações saaráuis.
    Tradução: Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz)

  • cppc participa em reuniao do conselho mundial da paz e missao de solidariedade na republica arabe da siria 1 20181026 1648068446

    O Conselho Português para a Paz e Cooperação participa na reunião do Comité Executivo do Conselho Mundial da Paz (CMP) que se realiza nos dias 27 e 28 de Outubro em Damasco, capital da República Árabe da Síria.

    Em debate estará a avaliação das actuais ameaças à paz e à segurança internacionais, a luta dos povos pelo progresso social e a soberania nacional e as iniciativas e campanhas a levar a cabo pelo Conselho Mundial da Paz. A reunião será acolhida pelo Conselho Nacional da Paz Sírio, que integra não só o Comité Executivo como também o Secretariado do Conselho Mundial da Paz.

    Em seguida, entre 29 e 31 de Outubro tem lugar uma Missão Internacional de Solidariedade organizada conjuntamente pelo CMP e pela Federação Mundial da Juventude Democrática (FMJD). No âmbito desta missão, os participantes visitarão localidades, monumentos e instalações afectadas pela guerra, terão reuniões com organizações e instituições políticas e sociais e participarão na Conferência Internacional de Solidariedade com o povo e a juventude da Síria, no dia 30 de Outubro.

  • O Conselho Português para a Paz e Cooperação participou na reunião do Secretariado do Conselho Mundial da Paz que se reuniu na capital grega, Atenas, em 27 e 28 de maio, para discutir a situação política internacional e a agenda do CMP, as suas campanhas e acções, em particular as actividades da campanha " Paz sim! Nato Não! contra a Cimeira da Nato, em Varsóvia, nos dias 8 e 9 de julho, a preparação da Assembleia Mundial da Paz , em Novembro, no Brasil, e o reforço do movimento da Paz mundial. Participaram 15 organizações, sendo 12 do Secretariado e três convidadas.

    Como membros do Secretariado participou o Conselho Português para a Paz e Cooperação, o Comité Grego pela Distensão e a Paz Internacional (anfitrião da reunião), Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), Movimento Cubano pela Paz e a Soberania dos Povos (MovPaz), Comité Palestino para a Paz e a Solidariedade, Conselho da Paz dos EUA, Iniciativa Sul-Africana pela Paz, Organização Toda-Índia de Paz e Solidariedade (Aipso), Conselho do Nepal pela Paz e Solidariedade, Conselho Nacional Sírio pela Paz, Conselho da Paz do Chipre e Comité da Paz do Congo (República Democrática). Como convidados, participaram também representantes dos movimentos da paz da Polónia, de Israel e da Turquia.

    A reunião aconteceu na sede da Confederação Geral dos Trabalhadores Gregos, com a introdução feita pelos representantes da Confederação e do Comitê Grego pela Distensão e a Paz Internacional, que trataram da situação dos trabalhadores e do povo grego diante da crise internacional, com reflexos globais.

    O Comité Grego pela Distensão e a Paz Internacional realizou também uma iniciativa de solidariedade internacional, onde Ilda Figueiredo interveio em nome do Conselho Português para a Paz e Cooperação.

  • logo cmp 1 20131202 1279315088Em nome da Presidência do Conselho Mundial da Paz (CMP), expressamos preocupação sobre a crise envolvendo a China e o Vietname. Estes países têm uma história comum de luta contra o colonialismo e o imperialismo e têm um projecto socialista, com o objectivo de superar o capitalismo. Somos solidários com as exigências do povo vietnamita e reconhecemos que a China é um país com plenas condições de estar aberto para um acordo, para um diálogo construtivo. Entendemos que o imperialismo dos EUA é hoje a maior ameaça aos povos da China e do Vietname, que com o sangue de seus heróis revolucionários foram capazes de derrotar maiores inimigos no passado, tem hoje plenas condições de chegar a diálogos visando a paz e a compreensão mútua.

    Socorro Gomes
    Presidente do CMP

    17 de Maio de 2014

  • logo cmp 1 20131202 1279315088O Conselho Mundial da Paz (CMP) manifesta sérias preocupações sobre a situação na região do Mar do Sul da China (Mar do Leste) em relação à disputa sobre as águas na área entre a República Socialista do Vietname e a República Popular da China, dois países amigos há décadas.

    O CMP apoia os princípios da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS) de 1982 e exorta todas as partes envolvidas para que se abstenham de acções unilaterais que minam este princípio. Ao mesmo tempo apelamos para acções de desescalada do conflito, a retirada do exército e da

  • O Conselho Mundial da Paz (CMP) expressa a sua condenação da decisão das autoridades turcas em ordenar a suspensão da atividade de centenas de organizações e movimentos sociais por um período de 3 meses sob o pretexto de ligações com “atos terroristas”. Entre as organizações suspensas está a Associação de Paz da Turquia (Bariş Derneği), que é um membro histórico do CMP e do seu Comité Executivo.

    Denunciamos o encerramento dos escritórios da Associação de Paz da Turquia (APT) em Istambul pelas forças policiais e expressamos a séria preocupação sobre os reais motivos e objetivos por detrás desta ação autoritária e anti-democrática.

    O CMP expressa a sua solidariedade com o povo da Turquia, com as forças amantes da Paz e com os nossos amigos da Associação de Paz da Turquia (Bariş Derneği) com quem partilhamos a luta pela paz na região. Exigimos o levantamento da suspensão de atividade da APT e das outras organizações.

    12 de Novembro de 2016

    O Secretariado do CMP

  • Declaração do Conselho Mundial da Paz acerca da recente resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a RPD da Coreia

    O Conselho Mundial da Paz (CMP) expressão a sua séria preocupação com a recente resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, de 5 de Agosto (2371/2017) de impor sanções contra a República Popular Democrática (RPD) da Coreia e o seu povo.

    O CMP reafirma a sua firme solidariedade com o povo coreano e o seu direito a decidir sem ingerências o seu futuro, ao mesmo tempo que rejeitamos e denunciamos as ameaças efectuadas pela Administração norte-americana e seus aliados na região contra a soberania da RPD da Coreia. Condenamos os exercícios militares dos EUA, Coreia do Sul e Japão na região e também a presença de 28 000 militares norte-americanos no Sul da Península Coreana. A instalação do sistema anti-míssil (THAAD) dos EUA na Coreia do Sul constitui mais um passo na estratégia de escalada das ameaças, pretendendo permitir aos EUA a hipótese de um primeiro ataque impedindo uma retaliação.

  • "Rejeitamos a persistência do paramilitarismo na Colômbia e exigimos justiça

    Com consternação e revolta, denunciamos nos termos mais firmes os assassinatos de ao menos seis ex-combatentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Exército Popular (FARC-EP), relatados em 20 de outubro por René Hertz, porta-voz da Zona Veredal Padronização transitória de La Paloma.

    Os ex-combatentes foram encontrados amarrados e mortos no município de Charco. Seu assassinato soma às constantes denúncias de ex-combatentes e membros do novo partido político FARC (Força Alternativa Revolucionária do Comum) sobre a continuidade da violência. A transição para a luta pela justiça social e a transformação na legalidade demonstrara o compromisso com a paz e a construção de uma sociedade melhor para todos.

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    Divulgamos entrevista com Socorro Gomes, presidente do Conselho Mundial da Paz que participou, no Panamá, da Cimeira dos Povos e na Cimeira das Américas.

    "Cúpula das Américas fortalece luta por soberania dos países da região

    A Cúpula das Américas, realizada entre os dias 9 e 11 de abril, no Panamá, entrou para a história como o primeiro fórum dos últimos 50 anos a contar com todos os países do continente, incluindo Cuba.

    A ilha desenvolve negociações para uma aproximação diplomática com os EUA e esteve no centro das discussões durante o encontro e também ao longo da Cúpula dos Povos, reunião que ocorreu paralelamente, na capital panamenha.

    A presidenta do Conselho Mundial da Paz e do Centro Brasileiros de Solidariedade aos Povos e e Luta pela Paz (Cebrapaz), Socorro Gomes, esteve nas duas cúpulas e conta como foi a interação cubana com as outras nações.

    Segundo ela, outros temas importantes como as sanções contra a Venezuela, o problema de ingerências estrangeiras em assuntos internos e o apoio à luta contra o colonialismo, no caso de Porto Rico, também tiveram muito destaque.

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    O Conselho Mundial da Paz (CMP) reuniu-se em Belgrado, Sérvia, nesta sexta-feira (21), para discutir o atual contexto europeu, o fortalecimento da luta pela paz e contra o imperialismo, além do aprofundamento da cooperação no continente.

    Já neste sábado (22) e domingo (23), tem lugar o Fórum Belgrado “Pelo Mundo de Iguais”, marcando os 15 anos desde a agressão da Organização para o Tratado do Atlântico Norte (Otan) contra a antiga Iugoslávia.