Outras Notícias

militarismo e guerra

  • Dezenas de organizações portuguesas associaram-se em torno da campanha que o Conselho Português para a Paz e Cooperação lançou a 26 de Setembro de 2017 visando a adesão de Portugal ao Tratado de Proibição de Armas Nucleares. Este tratado foi aprovado em Julho de 2017 por 122 países participantes numa conferência das Nações Unidas realizada especificamente para o efeito. O lançamento da campanha foi, simbolicamente, no dia em que a ONU assinala o Dia Internacional para a Eliminação Total das Armas Nucleares e apenas seis dias após o Tratado ter sido colocado à subscrição e ratificação por parte dos Estados.

  • Em Lisboa, o Conselho Português para a Paz e Cooperação em conjunto com mais de duas dezenas de organizações, assinalaram os 65 anos da criação da NATO com uma iniciativa pública em que participaram várias dezenas de pessoas, incluíndo cerca de duas dezenas de jovens representantes de organizações membro da Federação Mundial da Juventude Democrática, provenientes de vários países.


    A iniciativa em defesa da Paz e contra a NATO iniciou-se com a concentração, junto aos Armazéns do Chiado, dos participantes que em seguida se deslocaram até ao Largo Camões, onde intervieram representantes da CGTP-IN, do CPPC, o presidente da FMJD. Maria do Céu Guerra encerrou a iniciativa com a leitura do poema Datas de Vasco Cabral.
    Ao longo do percurso e nos discursos proferidos a NATO foi denunciada pela sua natureza agressiva e criminosa como principal inimiga da Paz e dos povos do mundo.



    O poema lido por Maria do Céu Guerra

    Datas

    Há datas que não são um número, um mês e um ano.
    Há datas que vivem dentro de nós
    Vivem com a nossa intimidade, o nosso calor.
    São como que a linfa do nosso sangue.
    (A minha infância, o despertar!)

    Há datas que falam como se tivessem boca
    e deixam um traço cá dentro, na alma,
    como uma cicatriz num rosto.
    (A tristeza e a dor dos horrores da guerra!)

    Um dia de chuva toda gente esquece.
    Mas um dia de cheia vive no coração dos pobres
    como a melancolia das árvores desfolhadas no coração do poeta.
    Como um grito sem destino que furasse o céu
    Viveria no coração dos homens!

    Um dia de Paz parece um dia vulgar
    Mas é como um canto de glória na voz da Primavera
    Um dia de Paz não é nunca um dia vulgar!

    In A luta é a minha primavera de Vasco Cabral

     

  • Decorreu hoje, no Porto, um acto público de protesto contra a NATO, para assinalar os 65 anos da sua criação.

    Na iniciativa, com o lema “PELA PAZ, NÃO À NATO”, dezenas de participantes reafirmaram as justas e legítimas reivindicações e aspirações em prol da paz, designadamente:

    - Oposição à NATO e a todos os blocos militaristas e seus objectivos belicistas;
    - Retirada das forças portuguesas envolvidas em missões militares da NATO;
    - Encerramento das bases militares estrangeiras, nomeadamente em território nacional;
    - Dissolução da NATO;
    - Desarmamento e fim das armas nucleares e de destruição massiva;
    - Exigência do respeito e cumprimento da Constituição da República Portuguesa e das determinações da Carta das Nações Unidas, em defesa do direito internacional e pela soberania e igualdade dos povos.

     

    Pela Paz! Não à NATO - Porto

  • O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) manifesta a sua profunda preocupação pela revisão da política nuclear dos EUA, tornada pública pelo Pentágono no passado dia 2 de Fevereiro.

    O CPPC considera que a denominada revisão da política nuclear dos EUA (Nuclear Posture Review – NPR) representa um passo particularmente perigoso na escalada militarista que marca o nosso tempo, que poderá ter catastróficas consequências para a Humanidade, a não ser contrariada através de fortes iniciativas a favor da Paz mundial.

    Com a NPR, a Administração norte-americana assume a intenção de expandir, desenvolver e modernizar o seu arsenal de armas nucleares e diversos componentes da chamada tríade nuclear – composta por: mísseis balísticos intercontinentais terrestres, bombardeiros estratégicos e mísseis balísticos lançados por submarinos –, e que é acompanhada da possibilidade da utilização de armas nucleares por outro tipo de vectores e da instalação de um sistema anti-míssil de âmbito global, particularmente visando a Rússia e a China – rompendo com acordos de desarmamento, como o «Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário», de 1987.

  • O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) promove no dia 27 de Janeiro às 15 horas no Cineteatro da Academia Almadense (Rua Capitão Leitão, Almada) uma sessão cultural pela paz e o desarmamento.

    Nesta sessão, inserida na campanha que tem em curso pela assinatura por parte de Portugal do Tratado de Proibição de Armas Nucleares, participam o cantautor Samuel, a Companhia de Dança de Almada, os Rumores d' Além Tejo, Almada Street Band e o grupo de dança The Future Iz Us. A sessão, que será apresentada pela atriz Luzia Paramés, conta ainda com depoimentos do presidente da Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto, Augusto Flor, do diretor da Companhia de Teatro de Almada, Rodrigo Francisco, da diretora da Escola Secundária Fernão Mendes Pinto, professora Ana Pina, e de Hernâni Magalhães do CPPC.

    Desta campanha consta uma petição que reclama das autoridades portuguesas a adesão ao Tratado de Proibição de Armas Nucleares, aprovado em Julho do ano passado por 122 países das Nações Unidas.

    A petição decorre com recolha presencial em papel e na Internet, podendo ser assinada aqui: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=nao-armas-nucleares.

     

  • sessao evocativa 73 aniversario dos bombardeamentos de hiroxima e nagasaqui 1 20180817 1514593963

    Nos dias 6 e 9 de agosto assinala-se o 73.º aniversário dos bombardeamentos de Hiroxima e Nagasáqui, duas das maiores atrocidades cometidas pela mão do ser humano, de forma consciente e calculista, contra a Humanidade, revelando os efeitos nefastos e devastadores da utilização de armamento nuclear.

    No âmbito dos compromissos assumidos pelo Movimento dos Municípios pela Paz, a Câmara Municipal do Seixal e o Conselho Português para a Paz e Cooperação, conscientes da importância de combater a corrida aos armamentos nucleares e a outras armas de destruição maciça, assinalam esta efeméride, relembrando os valores da paz e do respeito pelos direitos humanos.

    No dia 11 de agosto, sábado, às 21 horas, decorre no stand da Câmara Municipal do Seixal nas Festas Populares de Amora uma sessão evocativa do 73.º aniversário dos bombardeamentos de Hiroxima e Nagasáqui, de forma a impedir que os danos provocados pela utilização deliberada de armas nucleares caiam no esquecimento. Desta sessão fazem parte intervenções de Joaquim Santos, presidente da Câmara Municipal do Seixal, e de Filipe Ferreira, do Conselho Português para a Paz e Cooperação, e ainda a apresentação do vídeo «Pela Paz, pela Segurança, pelo Futuro da Humanidade» e a visita à exposição com o mesmo nome.

  • Em defesa da paz e da segurança no mundo! Não aos objectivos belicistas da Cimeira da NATO de Bruxelas!

     

  • sim a paz nao a nato 1 20180704 1593137836

    Realizou-se no dia 28, na baixa lisboeta, uma conferência de imprensa das organizações e movimentos que integram a campanha «Sim à Paz! Não à NATO!», que deram nota das iniciativas previstas e explicitaram os seus objectivos. Em seguida, o texto da Conferência de Imprensa e as organizações promotoras.

    ......

  • sim a paz nao a nato 2 20180704 1807815146

    Os principais tópicos da Cimeira da NATO foram apresentados dia 28 de Maio pelo seu Secretário-geral, Jens Stoltenberg, na assembleia parlamentar daquela organização militar.
    Por mais que os tenha procurado dissimular, sob 'pacíficas' palavras, os objectivos belicistas são evidentes.

    Nesta Cimeira os líderes da NATO vão debater, entre outros aspectos:

    - o gradual aumento das despesas militares dos membros europeus da NATO para dois por cento do seu Produto Interno Bruto, até 2024;
    - a presença militar da NATO no Afeganistão, no Iraque e na Líbia, países destruídos por guerras de agressão da responsabilidade da NATO e de seus membros;
    - o reforço do estacionamento de forças militares da NATO, incluindo dos EUA, no Leste da Europa, visando a Federação Russa;
    - o reforço da União Europeia como «pilar europeu» da NATO, sendo que a militarização da UE – que avançou consideravelmente nos últimos meses – é apontada como complementar à NATO, que se mantém como 'tutora' e principal organização de cariz militar.

    Stoltenberg aponta como objectivo no quadro da NATO, e de forma propagandista, a existência de 30 batalhões mecanizados, de 30 esquadrões aéreos e de 30 navios de combate, que possam estar em 30 dias prontos para combate.

  • sim a paz nao a nato 6 20180704 1861863140

    O processo de militarização da União Europeia deu, no final do ano passado, um significativo salto em frente, com o lançamento da chamada 'Cooperação Estruturada e Permanente' ('PESCO', na sigla inglesa) em matérias ditas de 'defesa' e 'segurança'.

    Este processo, no qual o Governo português decidiu envolver o País, realiza-se em 'coordenação' e 'complementaridade' com a NATO e tem como propósitos o incremento das despesas militares dos países participantes, o desenvolvimento e articulação da indústria armamentista e o aumento da capacidade operacional militar da UE.

  • sim a paz nao a nato 5 20180704 1387294813

    A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) constitui uma extensão do poderio militar dos Estados Unidos da América (EUA), actuando em função dos seus interesses.

    Assim foi aquando da sua criação em 1949, quatro anos após o final da Segunda Guerra Mundial e seis anos antes da criação do Pacto de Varsóvia; assim continua a ser quase 70 anos depois, com Donald Trump ao leme da maior potência militar do mundo.

    O carácter 'defensivo' que a NATO apregoava ter revelou-se aos olhos do mundo como um logro, quando no início da última década do século XX – após o fim da União Soviética e do campo socialista na Europa e a consequente dissolução do Pacto de Varsóvia – a NATO não só não se extinguiu, como se reforçou.

  • sim a paz nao a nato 4 20180704 1196332983

    Os EUA e a NATO admitem nas suas estratégias denominadas «de segurança» recorrer à arma nuclear num primeiro ataque contra qualquer país, algo que nenhum outro país detentor desta arma de destruição massiva faz. Recorde-se que os EUA, que foi o primeiro país a possuir armas nucleares e o único a utilizá-las (em 1945, sobre as cidades japonesas de Hiroxima e Nagasáqui), gasta mais com os seus arsenais e já realizou mais ensaios nucleares do que todos os restantes países detentores deste tipo de armamento juntos.

  • cppc participou na manifestacao nacional da cgtp in 1 20180616 1831009958

    Não à Cimeira da NATO – não ao militarismo e à guerra!

    Face à crescente e perigosa tensão belicista que actualmente se verifica no mundo, diversas organizações portuguesas das mais variadas áreas de intervenção uniram-se para contestar os objectivos da Cimeira que a NATO realiza dias 11 e 12 de Julho, em Bruxelas, na Bélgica, e reafirmar a exigência da dissolução deste bloco político-militar, desenvolvendo um conjunto de acções em Portugal, como os actos públicos que se realizam dia 9 de Junho, às 18h00, no Largo Camões, em Lisboa, e dia 12 de Julho, às 18h00, na Rua de Santa Catarina, no Porto, sob o lema «Sim à Paz! Não à NATO!».

  • sim a paz nao a nato 7 20180704 1036382682

    Portugal é membro da NATO desde a sua fundação, em 1949, e participa regularmente nas suas missões. Actualmente militares portugueses integram contingentes da NATO no Afeganistão, Kosovo e Mali e no Mediterrâneo e Báltico. No País encontram-se instalações da NATO – como o Quartel-general das forças navais de ataque e apoio da NATO ou o Centro de Análise Conjunta e de Lições Aprendidas da NATO.

    Os sucessivos governos portugueses têm estado sempre comprometidos com o alargamento geográfico e o reforço do carácter belicista da chamada 'aliança atlântica'.

  • sim a paz nao a nato 3 20180704 1283212945

    Apenas uma parte do que se gasta em armamento no mundo chegava para dar resposta aos principais problemas da Humanidade, ao nível da alimentação, da educação, da saúde, da habitação, da protecção social ou do ambiente.
    Em 2017 os gastos militares representaram cerca de 1 700 000 000 000 de dólares – mil e setecentos biliões de dólares –, um aumento de 1,1 por cento face ao ano anterior. Os 29 países membros da NATO, em conjunto, representam mais de metade das despesas militares no mundo (cerca de 900 000 000 000 dólares – novecentos mil milhões de dólares).
    Os dados, divulgados pelo Instituto Internacional de Estocolmo para Estudos da Paz (SIPRI, na sigla inglesa), revelam que os EUA são quem mais gasta em despesas militares, assumindo sozinhos cerca de 600 000 000 000 dólares – seiscentos mil milhões de dólares –, mais de 30 por cento do total mundial. Os três países que se seguem (China, Arábia Saudita e Rússia, por esta ordem) correspondem a pouco mais de metade do valor despendido pelos Estados Unidos.

    Se aos gastos dos EUA e dos restantes países da NATO acrescerem os que são assumidos por alguns dos seus aliados, como a Arábia Saudita, Israel, Coreia do Sul, Colômbia e Austrália – num total de 34 países –, chega-se a dois terços do total das despesas militares ao nível mundial, sendo o restante terço do conjunto dos outros 159 países.

  • Realizando-se a Cimeira da NATO, nos dias 8 e 9 de Julho, em Varsóvia, na Polónia, um conjunto de organizações portuguesas tomou a iniciativa de propor a dinamização de acções comuns e convergentes em Portugal com vista à chamada de atenção e sensibilização para a necessidade da dissolução da NATO e oposição aos objectivos da sua Cimeira de Varsóvia.

    SIM À PAZ! NÃO À NATO!
    PROTESTO CONTRA A CIMEIRA DA NATO DE VARSÓVIA

  • O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) denuncia os ataques dos EUA em território da Síria, contra alvos do dito “Estado Islâmico” (EI), como mais um estratagema na sua já longa história de interferência e de desestabilização da Síria e do Médio Oriente.

    Estas acções militares dos EUA violam a soberania e ameaçam a integridade territorial da Síria, são realizadas à margem do direito internacional e desrespeitam os princípios da Carta das Nações Unidas.

    A actuação norte-americana expressa, uma vez mais, a arrogância dos que se julgam acima da legalidade internacional e que, violentando através da força a soberania dos povos, pretendem dominar os recursos desta região – recordem-se os objectivos colonialistas dos EU de criação de um “Grande Médio Oriente”.
  • por Sérgio Ribeiro
    Membro da Presidência do CPPC

    Aproveitou-se a efeméride dos 60 anos do Tratado de Roma para ver se se conseguia dar algum alento à chamada União Europeia, tão debilitada que bem parece carecer de cuidados intensivos.
    Pouco terá ajudado a diversão do aproveitamento das “bocas foleiras” e, até, insultuosas do mui zeloso presidente “in nomine” do Eurogrupo, aliás em funções inevitavelmente a curto termo e que mais não disse que o que coerentemente executa como executivo ou mais visível do grupo. Como foram paliativos os pomposos cenários “para o futuro da Europa” enunciados pelo sempre um pouco circense presidente da Comissão e apresentados como se fossem para debate (entre quem?, com quem?, quando?, como?).