Outras Notícias

solidariedade

  • No próximo dia 15 de Maio assinalam-se os 70 anos da Nakba – a «catástrofe», como a designa o povo palestino. Numa campanha premeditada, que acompanhou o processo de criação de Israel em 1948, as milícias sionistas destruíram mais de 500 aldeias, cometeram inúmeros massacres e expulsaram das suas casas cerca de 750.000 palestinos.

    Os massacres cometidos pelas forças armadas de Israel desde o dia 30 de Março último, Dia da Terra, para reprimir violentamente as dezenas de milhares de palestinos que se têm manifestado pacificamente na Grande Marcha do Retorno, matando dezenas pessoas e ferindo milhares, é prova eloquente que, setenta anos volvidos, a Nakba não terminou.

  • A 12 de abril, terça-feira, pelas 21h30, decorre na Biblioteca Municipal de Loulé a Conferência «Situação internacional, solidariedade com os refugiados e luta pela paz», que será apresentada por Ilda Figueiredo, presidente da direção nacional do Conselho Português para a Paz e Cooperação, e João Martins, vereador da Autarquia com o pelouro da Ação Social.

    Esta conferência, organizada em conjunto pela Câmara Municipal de Loulé e o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), pretende dar particular atenção às causas dos refugiados, às guerras de agressão no Médio Oriente e em África, à situação na Europa e à necessidade do reforço da luta pela paz, para conseguir parar as guerras, aumentar a cooperação e conseguir a paz, o desenvolvimento e o progresso social.

     

  • Ex.mo Senhor Primeiro Ministro,

    Contam-se por muitas centenas as vítimas mortais, são milhares de feridos e dezenas de milhar de desalojados o resultado da criminosa agressão do governo israelita ao povo palestino da Faixa de Gaza, desde o dia 7 de Julho. De dia para dia, cresce a escalada de horror e os governos, a comunidade internacional, surda aos protestos que se levantam um pouco por todo o mundo, indiferente à dor e ao sofrimento de um povo martirizado por décadas de ocupação e repressão, assiste em silêncio ao massacre, um exercício de pura e genocida brutalidade praticado sobre uma população indefesa, por um dos mais poderosos exércitos do mundo.

    É tempo de dizer basta. Perante a dimensão da catástrofe, o silêncio é cumplicidade, e a neutralidade um acto de cobardia. Mais do que declarações piedosas, os homens e mulheres que, em Gaza, todos os dias, a todas as horas, a cada minuto que passa, enfrentam com uma insuperável coragem e uma inabalável dignidade a violência dos bombardeamentos israelitas merecem a solidariedade comprometida, consequente e eficaz de todo o mundo. É urgente impor um fim imediato ao massacre do povo palestino, à agressão a Gaza, à ocupação dos territórios palestinos, à impunidade, à atitude insolente de constante desafio pelo Estado de Israel do direito e da legalidade internacionais, à conivência, com a repressão israelita, das grandes potências, dos Estados Unidos da América aos estados da União Europeia.

    A Constituição da República Portuguesa estabelece como princípios ordenadores da sua política externa, a independência nacional, o respeito dos direitos do homem, dos direitos dos povos, a igualdade entre os Estados e a solução pacífica dos conflitos internacionais. A Constituição da República Portuguesa reconhece “o direito dos povos à autodeterminação e independência e ao desenvolvimento, bem como o direito à insurreição contra todas as formas de opressão”. O Governo Português, todos os órgãos de soberania, têm o dever de cumprir a Constituição da República.

    Perante mais esta criminosa ofensiva israelita contra o povo palestino, a brutal ofensiva militar contra a faixa de Gaza, a repressão institucionalizada e generalizada na Margem Ocidental, reclama-se do Governo Português, em obediência aos preceitos constitucionais, e no respeito dos princípios mais elementares do direito internacional, que:

    i) condene e denuncie a agressão militar de Israel contra o povo palestino na faixa de Gaza, exigindo a sua cessação imediata e incondicional;

    ii) suspenda, de imediato, as relações comerciais e diplomáticas de Portugal com o regime israelita;

    iii) reclame o levantamento imediato do brutal e criminoso bloqueio sobre a faixa de Gaza, e a libertação dos presos políticos palestinos das prisões israelitas;

    iv) desenvolva uma política consistente e determinada, orientada pela exigência do fim da ocupação israelita dos territórios palestinos e pela defesa do direito inalienável do povo palestino à constituição de um estado livre, soberano e independente, com Jerusalém leste como capital e pelo direito ao regresso dos refugiados palestinos.

    As organizações subscritoras:

    CGTP-IN - Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional
    CPPC - Conselho Português para a Paz e Cooperação
    MPPM - Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente

  • casa da paz acolhe iniciativa de solidariedade com a republica bolivariana da venezuela 1 20190129 1342138206

    A Casa da Paz, sede do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), acolheu hoje, 23 de Janeiro, uma iniciativa de solidariedade com a República Bolivariana da Venezuela, num momento em que esta enfrenta e resiste ao bloqueio económico e diplomático dos EUA, coordenado com a desestabilização interna promovida pela oligarquia, e a uma poderosa ofensiva mediática.

    Estiveram presentes o embaixador da República Bolivariana da Venezuela em Portugal, general-em-chefe Lucas Rincón Romero, e outros diplomatas, dirigentes e activistas do CPPC (entre as quais a presidente da direcção nacional, Ilda Figueiredo) e representantes de dezenas de sindicatos, associações e entidades.

  • Divulgamos texto publicado pelo Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) sobre a escalada de agressão dos EUA e seus aliados na Síria.

    "Cebrapaz manifesta grave preocupação com ameaça de guerra generalizada e agressão imperialista contra a Síria

    O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) soma-se a outros movimentos da paz em todo o mundo em sua profunda preocupação e advertência diante da escalda da agressão imperialista na Síria. Sumamo-nos ao apelo e ao alerta à população mundial para o risco de uma guerra generalizada, de proporções imprevisíveis. Acreditamos ser cada vez mais urgente, sob pena de nos depararmos com uma situação irreversível, a mobilização mundial contra a iminência da guerra.

  • O CPPC divulga e associa-se à posição divulgada pelo Centro Brasileiro de Solidariedade com os Povos e Luta pela Paz a propósito do assassinato da activista e líder camponesa, hondurenha, Berta Cáceres.

    "Cebrapaz manifesta repúdio e lamenta o assassinato da líder camponesa Berta Cáceres em Honduras

    O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz expressa sua revolta, sua consternação e seu pesar pela morte de Berta Cáceres, coordenadora do Conselho Cívico de Organizações Populares e Indígenas de Honduras (COPINH), que foi assassinada nesta quarta-feira, 2 de março, em La Esperanza, no departamento hondurenho de Intibucá.

    Somamo-nos à condenação desse assassinato político e da reafirmação da memória de luta de Berta, que já esteve no Brasil e engajou-se em campanhas como o apelo pela eliminação das bases militares estrangeiras em que o Cebrapaz também se engaja. Bertha foi sempre uma voz altiva de denúncia das perseguições aos camponeses e militantes de movimentos sociais, uma liderança na defesa dos direitos humanos e da dignidade em Honduras.

    Expressamos nosso profundo pesar aos companheiros do COPINH, aos familiares e amigos de Berta e ao povo hondurenho pela perda de uma liderança tão engajada e determinada. Somamo-nos aos apelos pela responsabilização dos culpados por seu assassinato e pelo fim imediata da perseguição política contra lideranças dos movimentos sociais!

    Berta foi uma mulher resistente contra a exploração e a violência.
    O povo hondurenho não se curvará nem se atemorizará!

    Socorro Gomes
    Presidenta do Cebrapaz"

  • Solidário com a revolução bolivariana, o CPPC estará presente, no próximo dia 5 de Julho, pelas 11h30, na comemoração do 204º Aniversário da Independência Nacional, que a Embaixada da República Bolivariana da Venezuela irá realizar com uma oferenda de flores junto ao monumento ao Libertador Simón Bolívar, no cruzamento da Avenida da Liberdade com a Rua das Pretas, em Lisboa.

     

  • Intervenção de Ilda Figueiredo:

    Estimados Companheiros e Companheiras,

    Em nome do Conselho Português para a Paz e Cooperação dirijo uma saudação calorosa a todos os que vieram até aqui, a este Concerto pela Paz.

    Sabemos que o fizeram porque são amantes da Paz e estão preocupados com as ameaças à Paz em muitas regiões do mundo.

  • concerto pela paz porto 2019 7 20190110 1027713117

    Foi o magnifico Concerto pela Paz que decorreu no Teatro Rivoli, no Porto, na tarde do passado dia 5 de Janeiro, organizado pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação, com o apoio da Câmara Municipal do Porto, do Teatro Rivoli e das várias organizações e artistas que solidariamente aceitaram participar, em defesa da Paz, dizendo não às agressões e violências que põem em causa o direito dos povos à felicidade e à Paz.

    Cerca de 700 pessoas ouviram a música da Orquestra Juvenil de Bonjóia, o Bando dos Gambozinos, o Balleteatro, o quarteto de saxofones da Academia de Música de Costa Cabral e o quarteto “Room 204” da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto. A apresentação incluindo a apresentação de poesia foi de Clara Godin e João Tarrafa.

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    39º EUCOCO – MADRID

    Conferência Europeia de Apoio e Solidariedade ao povo Sarauí.

    Madrid/Espanha/ 14 e 15 de Novembro/2014

                                                               

    RESOLUÇÃO FINAL

    DA 39ª EUCOCO

    Madrid, 14 e 15 de Novembro de 2014

     

    Reunidos na presença do Presidente da República Árabe Sarauí Democrática, Mohamed Abdelaziz, foram 435 os participantes procedentes de 25 países da Europa, América e África. A Conferência contou com uma ampla representação da Frente Polisário, para além de 18 activistas da resistência saharauí procedentes dos territórios ocupados, liderados por Aminatou Haidar, figura emblemática da luta do povo saharauí pela sua autodeterminação e independência.

    Participaram importantes delegações parlamentares, representantes de partidos democráticos do estado espanhol, do Intergrupo do Parlamento Europeu, para além de representantes de parlamentos nacionais e regionais. Do Parlamento da União Africana, dos Parlamentos da Argélia, da Africa do Sul, do México, do Brasil, do Chile, da RASD; de Fundações e Associações dos Direitos Humanos, de ONG´S e Comités de Apoio. Participaram nas sessões plenárias, nas comissões temáticas e na manifestação que teve lugar no coração de Madrid no dia 16 de Novembro de 2014. Esta manifestação teve como objetivo condenar os Acordos tripartitos de 14 de Novembro de 1975, que constituem ainda hoje, um obstáculo importante para o caminho da autodeterminação e da independência do povo saarauí. O Estado Espanhol é responsável pela tragédia que vive o povo saarauí. Devem denunciar-se estes Acordos, herança da Espanha franquista e reparar esta injustiça.

  • "A Federação Mundial da Juventude Democrática (FMJD) realiza uma missão de solidariedade à Venezuela, com o apoio e a participação do Conselho Mundial da Paz (CMP), entre os dias 20 e 28 de fevereiro. A presidenta do CMP e do Cebrapaz Socorro Gomes está em Caracas, onde participou da Tribuna Anti-Imperialista, na quarta-feira (24), ao lado dos representantes de 27 países membros da FMJD. A delegação também foi recebida pelo Ministério das Relações Exteriores, pelo Ministério da Educação e pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados da Venezuela. Além disso, Socorro participou de um programa de rádio com o presidente venezuelano Nicolás Maduro.

  • O Secretariado do Conselho Mundial da Paz (CMP) divulgou neste domingo (7) uma nota de solidariedade aos prisioneiros políticos palestinos em greve de fome desde 17 de abril. Já são mais de 1.500 palestinos e palestinas aderindo ao protesto desde as prisões israelitas e a manifestação tem mobilizado o apoio internacional.

    Declaração do Conselho Mundial da Paz exigindo a libertação de todos os prisioneiros políticos palestinos das prisões israelitass

    O CMP expressa sua séria preocupação sobre a ofensiva acelerada do regime de ocupação israelita na Palestina, com a continuação da colonização na Cisjordânia, as prisões e perseguição dos palestinos, até mesmo crianças, e a retórica e esforços pela judaização de Israel, assim como o impasse das negociações pela solução do problema palestino por causa do lado israelita, que recebe apoio completo dos EUA e da União Europeia.

  • O Conselho Mundial da Paz submeteu uma comunicação escrita elaborada por um grupo de organizações saaráuis para a 36ª sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, a realizar-se entre 11 e 29 de Setembro. No texto, o foco das denúncias é a situação das crianças saaráuis, desprotegidas e vítimas de diversos tipos de abuso e violações dos seus direitos, sob a ocupação militar marroquina. O apelo sublinha a responsabilidade das Nações Unidas na protecção dos direitos humanos dos saráuis. Leia o documento a seguir.

    Comunicação escrita submetida pelo Conselho Mundial da Paz para a 36ª sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (11 a 29 de Setembro de 2017), a pedido de um grupo de organizações saaráuis.
    Tradução: Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz)

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    O repúdio de todos os amantes da paz no Mundo pela presença de organizações ultra-nacionalistas de inspiração fascista e nazi no governo de Kiev, foi pedra de toque na sessão que no passado domingo, 11 de Maio, no Moinho de Maré da Mourisca, no Faralhão, o CPPC e a Junta de Freguesia do Sado realizaram conjuntamente, com o apoio da Câmara Municipal de Setúbal. Ele é parte integrante da mensagem de Socorro Gomes, Presidente do Conselho Mundial da Paz, emitida logo após os massacres na Casa dos Sindicatos de Odessa, a 2 de Maio, inseridos no plano de desestabilizar a Ucrânia e nele instalar um regime fantoche que aceite alargar a NATO até às fronteiras da Rússia.
  • Divulgamos os temas que algumas organizações manifestaram a intenção de abordar:

    Solidariedade e ternura dos povos - Ana Maria Souto – Movimento Democrático de Mulheres
    A luta pela paz é indissociável da luta dos trabalhadores - Ana Pires- CGTP-IN
    Solidariedade com Cuba e criminoso bloqueio do EUA - Augusto Fidalgo – Associação Amizade Portugal-Cuba
    Paz e Desarmamento - Batista Alves - Presidente da Mesa da Assembleia da Paz Conselho Português para a Paz e Cooperação
    25 de abril e a paz - Comandante Marques Pinto - Associação Conquistas da Revolução
    Festa da Vitória e Paz - Domingos Mealha – Associação Iuri Gagarin
    Cooperação para o desenvolvimento - Eugénio Fonseca - Presidente da CÁRITAS
    Educação para a paz - Eurídice Rocha – FENPROF
    Inteligência artificial e a paz - Frederico Carvalho – Organização dos Trabalhadores Científicos
    Campanha “Desarma a bomba” - Gonçalo Costa - Associação Projeto Ruído
    Acampamento pela paz - Gonçalo Veiga - AE FCSH/Plataforma para a paz
    O desenvolvimento industrial,a soberania e a paz - Helder Pires – FIEQUIMETAL
    Conflitos armados, direitos humanos e pessoas com deficiência - Helena Rato – Associação Portuguesa de Deficientes
    Cooperação da CPCCRD na defesa da Paz - Isabel Graça – CPCCRD
    Guerra e paz no Médio Oriente - Jorge Cadima- MPPM
    Carta das Nações Unidas e direito internacional - Madalena Santos – Associação Portuguesa de Juristas Democratas
    Projecto com a CMSeixal nas escolas - Nuno Carvalho - Associação RATO
    Lutar pela Paz é lutar contra a pobreza - Rego Mendes - Movimento Erradicar a Pobreza
    Os militares e a paz - Sargento António Lima Coelho -Associação Nacional de Sargentos
    "Dádiva relacional - a capacidade humana de trazer o "Outro" para o campo do "NÓS" - Teresa Dennis – CIVITAS
    Paz e a juventude - Tiago Matos – INTERJOVEM

  • contra o fascismo no brasil 1 20181026 1098823527

    Manifestando a sua solidariedade para com o povo brasileiro e com a sua luta em defesa da democracia no Brasil, Ilda Figueiredo, presidente da Direcção Nacional do CPPC junta-se a cerca de 150 personalidades portuguesas, de diversas áreas de intervenção, que manifestam a sua solidariedade para com o povo brasileiro e a sua luta em defesa da democracia, contra o perigo do fascismo no Brasil.

    MANIFESTO INTERNACIONAL CONTRA O FASCISMO NO BRASIL

    «Nós, mulheres e homens de várias partes do mundo comprometidos com a Democracia e os Direitos Humanos, expressamos o mais profundo repúdio ao candidato de extrema-direita, Jair Bolsonaro, que disputa o segundo turno da eleição presidencial no Brasil no próximo 28 de Outubro», lê-se no documento.

    No texto é sublinhado que «as posições que o candidato tem sustentado ao longo de sua vida pública e nesta campanha eleitoral são calcadas em valores xenófobos, racistas, misóginos e homofóbicos», além de que Bolsonaro «defende abertamente os métodos violentos utilizados pelas ditaduras militares, inclusive torturas e assassinatos».

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    É com grande indignação que o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) reage perante o atentado que foi levado a cabo contra a redacção do semanário francês Charlie Hebdo, em Paris.

    O CPPC manifesta o seu pesar e a sua solidariedade às famílias das vítimas e a todos os franceses que vivem com preocupação esta situação e estão empenhados na defesa das liberdades, dos direitos e da dignidade humana, do progresso social, da soberania, da democracia, da paz e da amizade entre os povos em França e em todo o mundo.

  • O CPPC manifesta o seu total repúdio pelos criminosos atentados terroristas perpetrados em Paris na noite de sexta-feira, dia 13 de Novembro, dos quais resultaram mais de uma centena de mortos e centenas de feridos, e manifesta a sua solidariedade com as vítimas, seus familiares, a todo o povo francês e ao Movimento da Paz de França.

    Estes atentados em França não podem ser desligados ou fazer esquecer os muitos actos de horror, de barbárie e de destruição perpetrados por organizações de cariz xenófobo e fascista que vitimam as populações da Síria, do Iraque e da Líbia e que estão na origem do drama de milhões de refugiados – mas também as populações do Líbano, onde, em Beirute, se deu mais um atentado na quinta-feira, matando mais de 40 pessoas, da Turquia, da Tunísia, da Nigéria, entre outros países.

    Por isso, neste momento, não é possível esquecer o papel dos EUA e outras potências militares, nomeadamente no Médio Oriente e em África que, pelas suas agressões, ingerências, promoção e apoio a grupos, como o “estado islâmico”, são responsáveis pela desestabilização de Estados soberanos e o derrube de governos legítimos – sendo, de facto, os principais responsáveis pela proliferação de grupos de cariz xenófobo e fascista e da sua acção de terror.

    Os atentados, como aquele que agora ocorreu em Paris, servem os interesses daqueles que, através da criação de uma atmosfera aterrorizante procuram levar os povos à aceitação da crescente utilização da violência nas relações internacionais e ao cerceamento de liberdades e direitos fundamentais.

    O CPPC, na sua intransigente acção em defesa da Paz e dos valores e conquistas civilizacionais da Humanidade que estiveram na base da sua criação, condenando com veemência tais actos de terror e morte, apela à afirmação da superioridade dos valores da Paz, da democracia, da liberdade e do respeito pela igualdade de direitos de todos os povos do Mundo, combatendo a xenofobia e o militarismo, na certeza de que será neste quadro de valores, inscritos na Carta das Nações Unidas e na Constituição da República Portuguesa, que o desanuviamento e a Paz nas relações internacionais terão lugar, conduzindo ao necessário e imperioso fim das ingerências, agressões e guerras, em particular no Médio Oriente.

    Pela Paz!

    Direcção Nacional do CPPC

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    O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) expressa o seu mais profundo pesar pelas vítimas dos recentes atentados terroristas perpetrados na Bélgica, que provocaram mais de 30 mortos e cerca de 270 feridos, e transmite às famílias das vítimas e ao povo belga a sua consternação e solidariedade.

    O CPPC reafirma a sua condenação de todos os actos de terrorismo, de todas as agressões aos povos, e chama a atenção para o desafio comum que está colocado a todos os amantes da Paz: a mobilização pela causa da Paz, pela denúncia e rejeição de todas as formas de terrorismo – incluindo o terrorismo de Estado –, da opressão, da agressão e da guerra.

    Mobilização pela causa da Paz que exige igualmente a rejeição da promoção da xenofobia e do racismo.

    O CPPC não pode deixar de denunciar as políticas de agressão e guerra contra Estados soberanos que os EUA, a União Europeia e a NATO continuam a praticar, inclusive, apoiando e usando grupos que espalham o terror e a destruição no Norte de África, no Médio Oriente ou na Ásia Central e, agora, em países da Europa.

    O CPPC considera que se coloca a exigência e a premência de parar as agressões e guerras, criar condições favoráveis ao desenvolvimento e progresso social, defendendo a liberdade e a democracia, respeitando os direitos e a soberania dos povos e a independência dos Estados, pugnando pela cooperação e diálogo para a resolução política dos conflitos internacionais de acordo com os princípios da Carta da ONU – objectivo que exige de todos os amantes da Paz um maior envolvimento em favor da causa da Paz e da solidariedade com os povos vítimas destas situações de agressão e guerra.