O CPPC condena o autêntico golpe de estado institucional que depôs o Presidente do Paraguai, Fernando Lugo, eleito democraticamente pelo seu povo, e considera que o governo português deve ter uma posição firme de não reconhecimento do governo golpista, a exemplo do que fizeram outros governos, designadamente na América Latina.
 
O CPPC solidariza-se com a resistência do povo paraguaio, bem evidenciada na resistência às pressões e ameaças do poder golpista contra a estação de televisão pública do Paraguai e seus trabalhadores, na certeza de que o povo paraguaio saberá repor a legalidade democrática e impedir o retrocesso das conquistas democráticas e sociais do país.


 
É nossa convicção que o povo paraguaio derrotará mais esta tentativa de fazer abortar os programas de combate à exclusão social, à pobreza, à desigualdade social e  que não permitirá o regresso à despudorada acumulação de capital da oligarquia financeira e latifundiária que quer controlar as riquezas do país.
 
É conhecido o interesse e o envolvimento dos EUA nestes processos, com o objectivo de reforçar as suas posições militares na região e instalar bases militares na fronteira do Paraguai com a Bolívia. Tal como é conhecida a oposição de Fernando Lugo a este projecto, que tem como objectivo estratégico romper o processo de desenvolvimento solidário que, actualmente, se vive na América Latina, contrário aos interesses hegemónicos dos EUA.
 
O CPPC apela às instituições democráticas portuguesas para que manifestem a sua solidariedade com o povo do Paraguai neste momento difícil da sua luta pela democracia.