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Assinalam-se hoje 12 anos sobre o início dos bombardeamentos da NATO à ex-Jugoslávia.

Sob o pretexto de uma «intervenção humanitária», à revelia do direito internacional, milhares de toneladas de sofisticadas bombas foram lançadas sobre o território de um país soberano, provocando imensos prejuízos materiais e económicos e ceifando a vida a 4 mil pessoas, na sua maioria civis, e deixando mais de 10 mil feridas. A NATO que tanto proclamou e proclama pelo (falso) carácter «humanitário» dos seus bombardeamentos e guerras, não se coibiu de utilizar bombas de fragmentação, assim como munições de urânio empobrecido que continuam a ter brutais consequências ao fim de mais de uma década e continuarão a ter no futuro.
 
No momento em que assinalamos 12 anos sobre este autêntico crime que aplicou o «novo» conceito estratégico da NATO, adoptado em Março de 1999, na Cimeira de Washington, – o mundo assiste a outra agressão militar, desta feita contra a Líbia, significativamente, meses depois da «actualização» do conceito estratégico da NATO. num sentido mais agressivo e global, adoptado na sua Cimeira, que se realizou em Novembro de 2010, em Lisboa.
 
Recorrendo de novo a mentiras e mistificações semelhantes, as grandes potências do mundo apresentam novamente esta agressão como se de uma acção «humanitária» se tratasse, quando na mira da sua fúria destruidora está o controlo das importantes reservas petrolíferas líbias e o controlo geo-estratégico de uma região do mundo onde se verificam importantes movimentações de massas no sentido da libertação destes países do jugo de governos pró-imperialistas.
 
A experiencia vivida desde o fim da “guerra fria”, concretamente a ingerência política e a agressão militar à Republica Federal Socialista da Jugoslávia, conduzidas desde 1991 pelo imperialismo com a intervenção directa da NATO, que culminou no bombardeamento “humanitário” de Belgrado e outras cidades em 1999, até à declaração unilateral da independência do Kosovo em 2008, desagregou aquele estado soberano em pequenos «países» (protectorados, na verdade) de transitória viabilidade, de improvável desenvolvimento soberano, sujeitos às praticas e tráficos de grupos criminosos, à vista das tropas da NATO. Uma das maiores bases militares dos EUA em solo estrangeiro ficou instalada no Kosovo,
 
Para que a história não se repita sem memória, e para que o mundo não seja retalhado à medida dos interesses geoestratégicos e económicos, urge recordar a guerra dos Balcãs – e as que se lhe seguiram no Afeganistão, no Iraque, e ameaçam repetir-se noutras guerras contra os povos - na Líbia, no Iémen, no Bahrein.

Abaixo-assinado de Repúdio pela atribuição do Prémio Nobel da Paz à União Europeia

Na sequência do anúncio do Prémio Nobel da Paz de 2012, o Conselho Português para a Paz e Cooperação tomou a iniciativa de lançar um abaixo-assinado de repúdio pela sua atribuição à União Europeia (UE).
A UE é um dos maiores fornecedores de armas do mundo, tendo-se envolvido nas últimas duas décadas em mais de uma dezena de conflitos militares, em vários continentes.
A UE tem-se militarizado e assume-se como pilar europeu da NATO, tendo apoiado a política agressiva deste bloco político-militar.
A UE tem reiteradamente desrespeitado os princípios que regem as relações entre os Estados estabelecidos na Carta da ONU.
A UE protagoniza políticas que estão a intensificar as desigualdades sociais, o desemprego e a pobreza, nomeadamente no nosso País.

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