Assinala-se hoje, 30 de Março, o Dia da Terra Palestina, que assinala o aniversário do 30 de Março de 1976, marcado por uma greve geral e grandes manifestações de protesto, em consequência da repressão exercida há 40 anos pelas forças armadas de Israel nos dias anteriores e em que foram assassinados 6 jovens palestinos e centenas foram presos ou feridos por militares israelitas que violentamente pretendiam expropriar terra do povo palestino para construírem colonatos ilegais.

É um dia que representa a resistência e luta do povo palestino contra a ocupação de Israel, pelo direito a uma Palestina livre e independente.

Na Palestina, todos os dias, continuam a ser violados por Israel direitos humanos básicos, como o direito à vida, à água, à liberdade e à segurança pessoal.

Nenhum povo deve ser arbitrariamente expropriado da sua terra e, no entanto, Israel continua a apropriar-se de território e recursos naturais que não lhe pertencem, destruindo casas fazendo com que centenas de famílias palestinas fiquem desalojadas e privadas de recursos (água, escolas, hospitais...).
Reconhecendo o direito dos povos à autodeterminação e independência e ao desenvolvimento, bem como o direito à insurreição contra todas as formas de opressão, tal como consagrado na Constituição da República Portuguesa (artigo 7º), o Conselho Português para a Paz e Cooperação, neste importante dia e passados 40 anos do 30 de Março de 1976, reafirma a sua solidariedade para com o povo palestino e a sua justa luta.

Apelando à solidariedade do povo português com a causa do povo palestino, o CPPC exige que seja cumprido o direito do povo palestino a um Estado viável, livre e soberano nas fronteiras estabelecidas, anteriores a 1967, que seja cumprida e respeitada a Declaração Universal dos Direitos Humanos e as resoluções da ONU sobre os direitos do povo palestino, devendo o Governo português adoptar uma atitude activa na cena internacional em prol do premente:

- fim das agressões perpetradas por Israel contra o povo da Palestina;

- fim da ocupação ilegal israelita de territórios palestinos;

- fim dos colonatos na Cisjordânia e do bloqueio a Gaza;

- desmantelamento do muro de separação;

- libertação dos presos políticos palestinos das prisões israelitas;

- reconhecimento do direito do regresso dos refugiados.