O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) condena firmemente o reconhecimento pelos EUA de Jerusalém como capital de Israel e a anunciada intenção de transferência da embaixada norte-americana para esta cidade, decisão que significa um autêntico acto de agressão ao povo palestiniano, com imprevisíveis e perigosas consequências para a paz em toda a região.

Com este inaceitável e provocatório passo, os EUA dão uma vez mais, e de forma aberta, cobertura à política sionista de ilegal ocupação de territórios da Palestina, incluindo a ocupação total da cidade de Jerusalém por parte de Israel. Um acto que desmascara o cínico papel dos EUA, que desde sempre apoiou a ocupação e agressão Israelita contra o povo palestiniano, ao mesmo tempo que se apresenta como “mediador imparcial” no conflito.

O CPPC alerta para o perigo desta decisão da Administração norte-americana se inserir num plano mais vasto com vista a um novo incremento da ingerência e desestabilização do Médio Oriente por parte dos EUA e seus aliados, com a possibilidade de novas agressões a países desta região.

O CPPC considera que ao Governo português está colocada – no respeito pela Constituição da República Portuguesa e dos princípios da Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional – a exigência da clara condenação da decisão adoptada pela Administração norte-americana.

Reafirmando a exigência de criação de um Estado da Palestina independente e viável, nas fronteiras anteriores a Junho de 1967 com capital em Jerusalém Leste, e do respeito do direito de regresso dos refugiados palestinianos, como estipulado por inúmeras resoluções das Nações Unidas, o CPPC apela à solidariedade para com o povo palestiniano e a sua justa luta pelo fim da ocupação e repressão de Israel.

Direcção Nacional do CPPC