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CPPC protesta contra morte do prisioneiro palestino Arafat Jaradat

Liberdade para os presos políticos palestinos em prisões israelitas

O Conselho Português para a Paz e Cooperação protesta pela morte do prisioneiro palestino Arafat Jaradat, no sábado, na prisão israelita de Megido e, uma vez mais, condena a prisão em condições desumanas e de constantes humilhações a que estão sujeitos cerca de 5 000 prisioneiros políticos palestinos nas prisões israelitas. Na ocasião, importa não esquecer que a ocupação israelita dos territórios palestinos é ilegal e ilegítima pelo que as prisões de palestinos, muitos dos quais mulheres e crianças, por se oporem a esta ocupação são totalmente imorais. Criminosa é a ocupação e não quem se lhe opõe!

Esta morte surge no contexto da luta, designadamente através da greve de fome, que milhares de prisioneiros estão a realizar, sendo que alguns estão em greve há vários meses correndo graves riscos de vida. Israel não cumpriu o que se comprometeu nos acordos de Oslo e não libertou todos os prisioneiros previstos, sendo que mesmo alguns dos libertados já foram novamente presos.

Manifestando toda a solidariedade à luta destes prisioneiros palestinos, o CPPC exige a sua imediata libertação e denuncia as condições em que Israel os mantém nas suas prisões, apelando também à solidariedade de outras organizações e do movimento da paz para acções conjuntas que sensibilizem a opinião pública e exijam do governo português a condenação da actuação do governo de Israel.


Sobre o ataque de Israel à Síria

O CPPC não pode deixar de qualificar como absolutamente condenável o bombardeamento levado a cabo dia 30 de Janeiro pela força aérea israelita contra a Síria.
 
Mais uma vez, Israel viola e mostra profundo desrespeito pelos princípios da Carta das Nações Unidas e actua criminosamente em desrespeito pelo direito internacional.
 
Esta actuação de Israel agrava e alarga ainda mais o conflito sírio, com todos os riscos que este representa para toda a região, em primeiro lugar para o já martirizado povo sírio.
 
Este ataque demonstra, uma vez mais, que este conflito é gerado e alimentado por interesses e potências exteriores – à revelia do governo legítimo e das forças sociais e políticas sírias – que com financiamento, equipamento, e orquestrada cobertura diplomática e mediática, são responsáveis pela actuação quotidiana das denominadas “forças da oposição”, sobre as quais todos os dias surgem evidências de responsabilidade de massacres de civis e inúmeros outros crimes inumanos.
 
Cabe ainda denunciar que Israel ocupa ilegalmente, e em flagrante violação da Carta da ONU e do direito internacional, território da Síria, designadamente os Montes Golã.
 
O Conselho Português para a Paz e Cooperação:
 
- Exige o fim da agressão externa à Síria;
 
- Condena as acções de intromissão e boicote de potências estrangeiras para desestabilizar esse país;
 
- Exige o fim das sanções contra a Síria, cujas primeiras vítimas são as populações de todas as etnias e credos;
 
- Apela, no espírito e respeito da Carta das Nações Unidas, ao diálogo, à negociação e à diplomacia para a resolução pacífica dos conflitos na região;
 
- Considera que todos os povos, incluindo o da Síria, têm o direito a viver em paz e em democracia, de acordo com as suas decisões soberanas.
 
O Conselho Português para a Paz e Cooperação:
31 de Janeiro de 2013