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Intervenção do CPPC na Conferência sobre a “Crise Económica Global e a Crescente Militarização das Relações Internacionais”

Intervenção do Conselho Português para a Paz e Cooperação na Conferência sobre a “Crise Económica Global e a Crescente Militarização das Relações Internacionais”, que decorreu em Bruxelas, em 29 de Outubro.
 
Participaram em representação do CPPC Ilda Figueiredo, Presidente da Direcção, e Filipe Ferreira, membro da Direcção.
 
Queridos companheiros e companheiras,
 
Gostaríamos de iniciar o nosso contributo para esta reunião, que muito valorizamos, transmitindo-vos as mais fraternas saudações do Conselho Português para a Paz e Cooperação a todos os presentes e, através de vós, às organizações e activistas pela paz dos vossos respectivos países.
Amigos,
A Europa atravessa uma grave crise financeira com manifestações sociais e económicas sem precedentes para as presentes gerações.
Crise que integra nas suas causas a política de integração capitalista da União Europeia, das suas instituições e dos governos e respectivas maiorias parlamentares que aceitam e servem os interesses dos grandes grupos económicos e financeiros, que dominam e ganham com a presente situação, em detrimento dos interesses e bem-estar dos povos.

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Intervenção de Célia Portela (CGTP-IN) - Acto de luta pela paz e protesto contra a NATO 08/09/2011

A União dos Sindicatos de Lisboa e a CGTP-IN estão presentes nesta acção porque queremos mostrar o nosso repúdio pelos motivos que levam o Secretário Geral da NATO a reunir com o Primeiro-ministro do nosso País.
A NATO é a mais sofisticada e mortífera estrutura militar ao serviço do imperialismo.
É responsável pela agressão a países e povos, da qual a mais actual é a que, há mais de seis meses, decorre na Líbia. Esta intervenção militar viola o direito internacional e a carta das Nações Unidas, para além da Constituição da República Portuguesa – razão de sobra para que o Estado português se tivesse demarcado desta agressão.
O outro ponto da agenda que seguramente vai ser abordado pelo representante da NATO e por Passos Coelho é a transferência para Portugal do Quartel General da Força Aérea e Naval de Reacção Imediata da NATO, actualmente sedeado na Itália.
Nós, trabalhadores e trabalhadoras, não queremos que Portugal seja um trampolim para a agressão a outros povos.
Exigimos, isso sim, a saída de Portugal da NATO.
Queremos que os recursos gastos na Guerra sejam aplicados na resolução dos graves problemas sociais com que os trabalhadores se defrontam.
Daqui exortamos todos os trabalhadores e trabalhadoras portugueses na luta contra o militarismo, pela Paz, pela amizade e cooperação entre os povos, pela justiça e pelo progresso social.
PAZ SIM!
NATO NÃO!

COMUNICADO Sobre o grave envolvimento de Portugal na estrutura militar da NATO

O conselho de ministros da NATO, reunido dias 8 e 9 de Junho na sua sede em Bruxelas, tratou de reformar a sua estrutura de comandos, tendo decidido transferir para Portugal o "comando operacional" da força marítima de reacção rápida ‘Strikfornato’, até agora sedeado em Nápoles. Este ‘comando operacional’, superintende a Sexta Esquadra dos Estados Unidos da América e forças navais de outros estados membros. É personalizado pelo próprio comandante da Sexta Esquadra e reporta directamente com o Comandante Supremo das Forças Aliadas (‘SACEUR’) em Bruxelas.
A NATO pretende também instalar em Portugal a Escola de Sistemas de Comunicação e Informações, agora sediada em Roma. A este lote adiciona-se a manutenção em Monsanto do Centro de Lições Aprendidas e Análise Conjunta (‘JALLC’) e o encerramento do "comando conjunto" instalado em Oeiras.
A Sexta Esquadra, constituída por 40 navios, quase duzentos aviões e 20 mil homens, tem cometidas variadas missões, dispondo de diversas bases de apoio naval e aéreo no Mar Mediterrâneo. Tem operado sobretudo no Mediterrâneo e no Golfo da Guiné, e tem intervindo em numerosas acções, de que se destacam a agressão à Jugoslávia em 1999, ao Iraque em 2003, e presentemente à Líbia.
É esta monstruosa estrutura agressiva que se propõe instalar o seu “comando operacional” em Portugal.
Consideramos ilegítimo e indigno que um governo de gestão tenha não só aceite como até argumentado a favor de tão grave compromisso, cujas implicações são ainda desconhecidas em toda a sua extensão, que ofende a consciência e a segurança do povo português, num passo que viola a letra e o espírito da Constituição da República.
Repudiamos esta posição de indigna sujeição do governo português face ao poder imperial e a reiterada pretensão de associar o povo português às inumanas e ilegais políticas que a NATO tem desenvolvido, e neste preciso momento a criminosa agressão que desenvolve contra a vida do povo e a integridade do estado líbios.
O Conselho Português para a Paz e Cooperação reafirma a exigência de dissolução da NATO e de qualquer outro bloco político-militar, bem como do encerramento de bases e outras instalações militares em solo estrangeiro, como pressuposto ao fim de ameaças, pela segurança e Paz mundial.

 

Contra Cimeira pela Paz e Justiça Económica Apelo Internacional para Acabar com a NATO, Criar Empregos e Financiar a Paz

Numa terra que é conhecida como liberdade
Como isto pode ser justo
Por favor venha até Chicago
Com o apoio que trazemos
Podemos mudar o mundo
Reordenar o mundo
Que anseia... ficar melhor
 
Crosby, Stills & Nash

 

A NATO, a Organização do Tratado do Atlântico Norte, realiza uma reunião cimeira em Chicago, em Maio de 2012. A cimeira da NATO realiza-se ao mesmo tempo que o Grupo dos 8 (G8) reúne-se em Camp David. Nós, activistas da paz e da justiça, reuniremos numa contra cimeira para dar voz a uma nova visão da paz e segurança mundial.

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A propósito da anunciada deslocação do Secretário-geral da NATO a Portugal

Nota à Comunicação Social
 
Por ocasião da Cimeira de Lisboa em Novembro passado, a NATO procedeu a reforma da sua estrutura de comando estratégico e operacional, tendo anunciado a decisão de transferir para Portugal o “comando operacional” da Força Marítima de Reacção Rápida ‘Strikfornato’. Este ‘comando operacional’ abarca a Sexta Esquadra dos Estados Unidos da América e forças navais de outros estados membros, sob a autoridade do comandante da Sexta Esquadra, em directa coordenação com o “Comandante Supremo das Forças Aliadas’” em Bruxelas.
 
A Sexta Esquadra opera sobre a Europa e África, com os aliados da NATO e em outras “cooperações estratégicas” dos EUA. A Sexta Esquadra é o braço naval para os comandos dos EUA para a Europa (EUCOM) e para a África (AFRICOM).
 
No breve período de tempo desde a actualização do seu Conceito Estratégico, em Lisboa em Novembro passado, até hoje, a NATO já revelou no Norte de África a sua natureza e ao que vem.
 
O secretário-geral da NATO Anders Fogh Rasmussen desloca-se amanhã a Lisboa para encontros com o Presidente da República, Presidente da Assembleia da República, e com o Primeiro-ministro, ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa (como divulgado pela comunicação social).
 
Foi anunciado que a transferência da ‘Strikfornato’ para Portugal e a configuração da participação portuguesa nas missões da NATO serão objectivos desta visita.
 
No entretanto, na semana passada foi divulgada a nomeação pelo Pentágono do contra-almirante Frank Pandolfe para o comando da Sexta Esquadra dos EUA e da ‘Strikefornato’, que será sediada em Portugal de acordo com a reforma da estrutura militar adoptada na recente Cimeira da NATO.
 
A NATO não é bem-vinda em Portugal. Os objectivos e os meios pelos quais a NATO se rege e opera ofendem o povo português e a soberania de Portugal.
O CPPC afirma a sua oposição e profunda preocupação com as diligencias que pretendem concretizar os gravosos planos da NATO, e que em particular visam aprofundar o envolvimento do nosso país nas suas politicas progressivamente mais agressivas e suas acções bélicas cruéis e ilegítimas, seguindo um rumo que contradiz os sentimentos e interesses do povo português e os preceitos constitucionais que nos regem, um rumo que agrava e é desastroso para o bem-estar e o futuro de todos os povos num mundo em gravíssima crise social e económica.
 
Neste quadro o Conselho Português para a Paz e Cooperação convida todos os defensores da paz a participarem num acto de luta pela paz e protesto contra a NATO a realizar pelas 14h00 do dia 8 de Setembro frente à residência oficial do Primeiro-ministro (Rua da Imprensa à Estrela), em São Bento.