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Paz Sim! NATO Não! (03)

No Porto
Segunda-feira, 21 de Maio 17h30
Praça da Liberdade, junto ao ardina, próximo da igreja dos Congregados.


Nos próximos dias 20 e 21 vai realizar-se uma cimeira da NATO em Chicago. Consideramos que é imprescindível assinalar este momento, demonstrando o nosso repúdio por esta organização agressiva e militarista.
Contamos com a vossa presença!


Paz Sim! NATO Não!

A NATO, criada em 4 de Abril de 1949, sob a égide dos E. U. A., assume a função de guarda pretoriana do imperialismo, sendo um instrumento de repressão dos povos que lutam pela construção de um mundo de Paz e progresso social.

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PAZ SIM! NATO NÃO! (02)

PAZ SIM! NATO NÃO!

A Aliança do Tratado do Atlântico Norte (NATO) realiza uma nova Cimeira em Chicago, a 20 e 21 de Maio.
A NATO é uma estrutura militar ofensiva, responsável por guerras injustas e ilegítimas, por graves violações dos direitos do homem, por autênticos crimes – na Jugoslávia, no Afeganistão, no Iraque ou na Líbia.
Sob o pretexto do “combate ao terrorismo”, da não proliferação de “armas de destruição massiva” ou da dita “ingerência humanitária”, a NATO tem promovido a militarização das relações internacionais, a corrida aos armamentos, a ameaça do terror nuclear, a ingerência, as agressões e ocupações militares, tornando o mundo mais inseguro e violento e comprometendo a paz mundial.
Liderada pelos EUA e tendo a União Europeia como seu “pilar europeu”, a NATO tem vindo a aumentar o número de países membros e a reforçar as suas parcerias e meios, no sentido de ampliar a sua área de intervenção.
A revisão do seu conceito estratégico na sua última cimeira, realizada em Lisboa, em Novembro de 2010, definiu a intervenção em todas as regiões do mundo como objectivo da NATO e alargou o leque de pretextos a serem usados para “justificar” a sua acção belicista.
Através da NATO, os EUA e os seus aliados procuram impor pelo domínio militar o controlo de recursos naturais e de mercados e a superioridade geoestratégica – liquidando milhares de vidas humanas, destruindo países e recursos, espalhando a violência e o sofrimento; desrespeitando os direitos dos povos e as soberanias nacionais; instrumentalizando a Organização das Nações Unidas e subvertendo a sua Carta.
Num momento em que a crise tem servido de desculpa para atacar os direitos e as conquistas dos trabalhadores e dos povos, as despesas e o investimento em novas tecnologias militares não cessam de aumentar, sendo que cerca de 70% dos gastos militares no mundo são dos países membros da NATO – os grandes responsáveis pela agudização da situação económica e social são os mesmos que promovem a corrida aos armamentos, a militarização das relações internacionais e a guerra.
Portugal, membro fundador da NATO pela mão do regime fascista, tem vindo a pautar a sua política externa pela submissão a interesses alheios às aspirações e anseios de paz do povo português.
A Constituição da República Portuguesa – nascida da libertação do fascismo e do anseio do fim da guerra colonial e da paz, conquistadas após o 25 de Abril de 1974 – preconiza a resolução pacífica dos conflitos internacionais, o desarmamento, a soberania e a independência nacional, a não-agressão e a não-ingerência, a dissolução dos blocos político-militares, a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração dos povos.
Contrariando a Lei Fundamental, os sucessivos governos têm vindo a comprometer Portugal com a NATO e os seus crimes, enviando tropas portuguesas para actos de agressão a outros povos. Enquanto se impõem sacrifícios ao povo português e se corta nas despesas sociais, utilizam-se milhões de euros para adaptar e dispor as Forças Armadas Portuguesas às exigências da NATO.
Na sua Cimeira de Chicago, a NATO – ao mesmo tempo que procura assegurar a sua “retirada” ordenada do atoleiro do Afeganistão –, reafirma a instalação do sistema antimíssil dos EUA na Europa e o compromisso dos países membros da NATO na manutenção e no desenvolvimento de capacidades militares e na partilha de meios e de custos da sua política belicista - o que já mereceu a aceitação do governo português.
Este é um rumo que contraria as aspirações e os direitos dos povos a um mundo de paz, de solidariedade e cooperação e que constitui a maior ameaça à paz e à segurança internacional.

Assim, por ocasião da Cimeira da NATO em Chicago, e dando continuidade aos objectivos e aos compromissos da Campanha “Paz Sim! NATO Não!”, realizada em Portugal em 2010, afirmamos:

A exigência da retirada imediata das forças portuguesas envolvidas em agressões da NATO, nomeadamente do Afeganistão;
A rejeição da instalação do sistema míssil dos EUA na Europa e de qualquer participação de Portugal neste;
A rejeição da escalada de guerra no Médio Oriente, nomeadamente contra a Síria e o Irão;
A reclamação do fim das bases militares estrangeiras e das instalações da NATO em território nacional;
A reclamação da dissolução da NATO;
A exigência do desarmamento e do fim das armas nucleares e de destruição massiva;
A exigência do cumprimento dos princípios da Carta das Nações Unidas e da Constituição da República Portuguesa, em respeito pela soberania e igualdade dos povos.

Maio de 2012


Associação de Amizade Portugal Cuba
Associação de Intervenção Democrática – ID
Associação dos Agricultores do Distrito de Lisboa
Associação Portuguesa de Amizade e Cooperação Iúri Gagárin
Associação Projecto Ruído
Casa do Alentejo
Colectivo Mumia Abu-Jamal
Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional
Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura Recreio e Desporto
Conselho Português para a Paz e Cooperação
Ecolojovem – Os Verdes
Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas
Frente Anti-Racista
Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra
Iniciativa Jovem
Interjovem – CGTP-IN
Juventude Comunista Portuguesa
Movimento Democrático de Mulheres
Os Pioneiros de Portugal
Sindicato dos Trabalhadores Civis das Forças Armadas
Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal
Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local
União de Resistentes Antifascistas Portugueses
União dos Sindicatos de Lisboa – CGTP/IN
União dos Sindicatos do Porto
Voz do Operário

Paz sim! NATO não!

No momento em que se assinalam 62 anos da existência da NATO - criada a 4 de Abril de 1949, tendo como um dos seus membros fundadores Portugal fascista -, esta inaugura com a agressão à Líbia o seu renovado conceito estratégico, que foi adoptado 4 meses antes na sua Cimeira de Lisboa.

Como alertou a Campanha em defesa da Paz e contra a Cimeira da NATO em Portugal – Campanha «Paz sim! NATO não!» - de que o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) foi uma das organizações promotoras -, os EUA e os seus aliados pretendem, com o renovado conceito estratégico da NATO, fomentar a ingerência, a militarização das relações internacionais e a guerra sob a desculpa de um qualquer pretexto.

Entre outros aspectos, alertava-se ainda para que a NATO provocaria as situações que posteriormente – perante uma opinião pública intencionalmente manipulada através de campanhas de desinformação – utilizaria para tentar «justificar» a sua agressão, se possível, instrumentalizando o direito internacional para procurar «legitimar» a sua acção ilegal.

Denunciava igualmente a Campanha «Paz sim! NATO não!» que a NATO pretendia alargar a sua esfera de acção a partir do estabelecimento de ditas «parcerias» com países, organizações regionais ou internacionais (incluindo a ONU), com conteúdo, forma e duração variáveis, de forma a permitir a sua presença e acção directas ou o amarrar e colocar outros ao serviço dos seus objectivos e concretização da sua estratégia de domínio em todas as regiões do mundo. A NATO desempenharia, conforme as necessidades ou possibilidades, o papel de director e actor central ou de director de outros actores (vejam-se os exemplos dos Balcãs Bósnia-herzegovina, Kosovo) ou do Afeganistão.

A agressão à Líbia levada a cabo pelos EUA/NATO aí está a demonstrar justeza destas palavras, isto é, de que a NATO é uma máquina de guerra dos EUA e seus aliados, uma aliança militar agressiva que constitui, na actualidade, a maior ameaça à paz e à segurança internacional.
Deste modo e nesta ocasião, o CPPC reafirma o compromisso - assumido perante as dezenas de milhares de manifestantes que participaram na grande manifestação da Campanha «Paz sim! NATO não!», de 20 de Novembro de 2010 - de continuar a reforçar o movimento pela paz e anti-imperialista, persistindo na sua activa intervenção em prol:

- Da oposição à NATO e aos seus objectivos belicistas;

- Da retirada das forças portuguesas envolvidas em missões militares da NATO;

- Do fim das bases militares estrangeiras e das instalações da NATO em território nacional;

- Da dissolução da NATO

- Do desarmamento e o fim das armas nucleares e de destruição maciça

- Da exigência do respeito e cumprimento da Constituição da República Portuguesa e das determinações da Carta das Nações Unidas, pelo direito internacional e pela soberania e igualdade dos povos.


O Conselho Português para a Paz e Cooperação

Paz Sim! NATO Não! (01)

Caros amigos,

Nos próximos dias 20 e 21 vai realizar-se uma cimeira da NATO em Chicago. Consideramos que é imprescindível assinalar este momento, demonstrando o nosso repúdio por esta organização agressiva e militarista.
Assim, um conjunto de organizações, entre as quais o CPPC, vai realizar uma iniciativa de rua no dia 21, pelas 18H, que consistirá numa concentração e desfile da Rua do Carmo (Armazéns do Chiado) à Estação do Rossio.
Contamos com a vossa presença!

 

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Intervenção do CPPC na Conferência sobre a “Crise Económica Global e a Crescente Militarização das Relações Internacionais”

Intervenção do Conselho Português para a Paz e Cooperação na Conferência sobre a “Crise Económica Global e a Crescente Militarização das Relações Internacionais”, que decorreu em Bruxelas, em 29 de Outubro.
 
Participaram em representação do CPPC Ilda Figueiredo, Presidente da Direcção, e Filipe Ferreira, membro da Direcção.
 
Queridos companheiros e companheiras,
 
Gostaríamos de iniciar o nosso contributo para esta reunião, que muito valorizamos, transmitindo-vos as mais fraternas saudações do Conselho Português para a Paz e Cooperação a todos os presentes e, através de vós, às organizações e activistas pela paz dos vossos respectivos países.
Amigos,
A Europa atravessa uma grave crise financeira com manifestações sociais e económicas sem precedentes para as presentes gerações.
Crise que integra nas suas causas a política de integração capitalista da União Europeia, das suas instituições e dos governos e respectivas maiorias parlamentares que aceitam e servem os interesses dos grandes grupos económicos e financeiros, que dominam e ganham com a presente situação, em detrimento dos interesses e bem-estar dos povos.

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