Outras Notícias

Milhões em armas e ameaças de guerra

Na sequência da sua visita recente à Arábia Saudita, o presidente dos EUA, Donald Trump, concluiu aquela que foi a «maior venda de armas da história do país», no valor de 110 mil milhões de euros. O negócio envolve, entre outro material, aviões, navios e mísseis. Lembre-se que segundo o SIPRI (Instituto Internacional de Investigação para a Paz de Estocolmo), a Arábia Saudita foi já, em 2016, o terceiro país com maiores gastos militares do planeta.

Para além da constante violação dos direitos humanos no país e da ocupação e agressão ao Iémene, actualmente em curso, a Arábia Saudita é um dos maiores apoiantes do Estado Islâmico e da Al-Qaeda na desestabilização da Síria. As declarações de Trump recuperando a «ameaça iraniana» são igualmente preocupantes e reveladoras do propósito de continuar a desestabilizar a região.

"Sim à Paz! Não à NATO" - Lisboa 2017

Culminando uma campanha em defesa da Paz e de denúncia da NATO e dos objectivos belicistas da sua cimeira de Bruxelas, "Sim à Paz! Não à NATO!", subscrita por 28 organizações portuguesas, muitos foram os activistas que percorreram ao final da tarde de dia 24 as ruas da baixa lisboeta exigindo a dissolução da NATO, o fim da corrida aos armamentos e das bases militares estrangeiras, o desarmamento.

A campanha que contou com iniciativas em várias outras cidades do país, nomeadamente com a distribuição de milhares de documentos, foi expressão do desejo de paz e repúdio pela NATO, enquanto bloco político-militar agressivo caracterizado como a maior ameaça à paz mundial.

A acção, convocada pelo conjunto das organizações e movimentos subscritores, decorreu sob palavras de ordem como "Sim à Paz! Não à NATO", "Defender a Constituição! NATO não!", "Trabalho sim! Guerra Não", entre outras, e decorreu na véspera da cimeira da NATO em Bruxelas ao mesmo tempo que, na capital belga, milhares de pessoas faziam também ouvir a sua voz em defesa da paz, onde também participava uma delegação do CPPC.

No final, intervieram representantes da CGTP-IN, do MDM, da Associação «Projecto Ruído» e do CPPC.

Milhares no Japão contra nova base dos EUA

Milhares de pessoas manifestaram-se, no dia 14, em Okinawa, no Japão, contra a instalação de uma nova base militar dos EUA no arquipélago, onde se prevê vir a instalar uma nova unidade de Infantaria da Marinha norte-americana.

O projecto tem a oposição do movimento da paz japonês, de diversas estruturas e organizações e do próprio governador de Okinawa, particularmente activo no combate às bases militares dos EUA.

 

Ataque terrorista em Manchester

O CPPC condena com veemência a morte de mais de duas dezenas de pessoas, na maioria crianças e jovens, em Manchester, à saída de um concerto. Este atentado terrorista - a somar-se a tantos outros perpetrados em países europeus e, particularmente na Síria, Iraque, Iémen, Líbia, Nigéria e Somália -, constitui um brutal crime cometido contra inocentes, a merecer o mais profundo e frontal repúdio.

Mas a ter-se tratado efectivamente de um atentado cometido pelo auto-proclamado Estado Islâmico ou em seu nome, o crime responsabiliza também todos quantos fomentam, treinam, armam e financiam os grupos terroristas na Síria, no Iraque ou na Líbia, em nome de interesses geoestratégicos dos EUA, UE, NATO e seus aliados regionais. Não é, por exemplo, vendendo mais armas à Arábia Saudita - principal apoiante do Estado Islâmico na Síria -, como recentemente fizeram os EUA, que se combate o terrorismo, na Síria, na Europa ou seja onde for.