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Pela Paz, Contra as Armas Nucleares! - Porto

No dia 9 de Agosto o CPPC assinalou a tragédia de Hiroxima e Nagasáqui em 1945, quando os EUA lançaram as bombas atómicas contra aquelas duas cidades japonesas no final da Segunda Guerra Mundial.

Para que não se esqueça esse hediondo crime e não se repita o holocausto nuclear, activistas do CPPC vieram para a rua distribuir de documentos que apelam à mobilização da população pela exigência do fim das armas nucleares. A iniciativa foi bem acolhida pelas pessoas contactadas.

PELA PAZ! CONTRA AS ARMAS NUCLEARES!

A ameaça da utilização de armas nucleares é uma das grandes preocupações dos activistas da Paz, que não esquecem o horror do homicídio em massa da população que foi vítima das armas atómicas lançadas pelos EUA no Japão a 6 e 9 de Agosto de 1945. Perante o holocausto nuclear de Hiroxima e Nagasaki e o perigo da sua repetição, o Conselho Mundial da Paz (CMP) lançou em 1950 o Apelo de Estocolmo, que foi assinado por centenas de milhões de pessoas, exigindo a interdição das armas atómicas e denunciando a sua natureza intimidatória e de assassínio massivo.

A realidade actual demonstra que este perigo não está afastado, dada a insistente corrida aos armamentos, incluindo a modernização de armas nucleares promovida, nomeadamente, pelos Estados Unidos – único país que usou a arma atómica e que assume a possibilidade de o voltar a usar, num primeiro ataque. O programa em curso nos EUA, dito de revitalização atómica, tem um custo estimado de um milhão de milhões de dólares, a gastar ao longo de três décadas, o que deve ser assumido como uma flagrante infracção da obrigação estipulada no Artigo VI do Tratado de Não Proliferação Nuclear, que os EUA assinaram e ratificaram. Nele afirma-se, designadamente, que cada uma das Partes signatárias se compromete «a prosseguir de boa-fé negociações sobre medidas efectivas com vista ao fim da corrida aos armamentos, em data próxima, e ao desarmamento nuclear sob controlo internacional estrito e eficaz».

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Em Varsóvia dissemos não à NATO!

O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) participou, no passado dia 8 de Julho, em Varsóvia, na Conferência Internacional contra a NATO, organizada pelo Conselho Mundial da Paz no dia em que se iniciava a cimeira desse bloco político-militar agressivo.

Na conferência participaram dezenas de delegados de vários movimentos da Paz da Polónia e de mais de 20 outros países.

Os delegados presentes na conferência participaram ainda na manifestação contra a NATO que ocorreu em Varsóvia no dia 9 de Julho.

 

Pela Paz, contra as armas nucleares e de destruição massiva

No momento em que se assinala o 71.º aniversário dos bombardeamentos de Hiroxima e Nagasáqui com armas nucleares, pelos Estados Unidos da América, o Conselho Português para a Paz e Cooperação reafirma a necessidade imperiosa de pôr fim às armas nucleares e de destruição massiva através do desarmamento geral, controlado e simultâneo.

Tal como em Março de 1950, quando milhões de pessoas em todo o mundo assinaram o Apelo de Estocolmo (lançado pelo movimento mundial da Paz) exigindo a proibição das armas atómicas – o que terá contribuído de forma determinante para que Hiroxima e Nagasáqui não se tenha repetido nos primeiros anos da chamada «guerra fria», também hoje é fundamental levar mais longe a exigência de acabar com as armas nucleares e de destruição massiva: hoje, com os actuais arsenais, uma guerra nuclear aniquilaria toda a população do planeta; das cerca de 15 mil ogivas nucleares armazenadas em instalações militares, a maioria pronta a ser utilizada, apenas 1 por centro chegaria para libertar a energia equivalente a 4000 bombas de Hiroxima.

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"Armas robóticas e outras aplicações bélicas do trabalho científico"

O núcleo do Porto do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) promoveu um importante debate sobre "Armas robóticas e outras aplicações bélicas do trabalho científico", com o investigador Frederico Carvalho, membro da Presidência do CPPC, que deu particular atenção à utilização da investigação científica com objectivos agressivos, designadamente aos perigos que podem advir da utilização da inteligência artificial ao serviço de quem pretende manter uma posição de domínio global, tendo informado que os EUA têm um orçamento muito elevado para o avanço rápido neste domínio das armas autonomizadas letais.

No debate que se seguiu foi sublinhada a importância que assume a luta pela paz e o esclarecimento público para exigir que a investigação científica não seja colocada ao serviço da guerra, tendo ainda Ilda Figueiredo, presidente da direcção do CPPC, dado alguma informação sobre a campanha " Paz sim! NATO Não!".

Na abertura da sessão interveio Rui Vaz Pinto, presidente da direcção da UnICEPE, onde decorreu a iniciativa, que entregou um cartaz ao CPPC com a palavra Paz escrita em 118 línguas acompanhada de uma pequena mas significativa definição: "A paz não é só o contrário da guerra ou o espaço de tempo entre duas guerras. PAZ é muito mais. É a lei da existência humana. Paz é, portanto, quando actuamos correctamente e quando a justiça reina entre todos os indivíduos e entre todos os povos na terra."