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Em Varsóvia dissemos não à NATO!

O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) participou, no passado dia 8 de Julho, em Varsóvia, na Conferência Internacional contra a NATO, organizada pelo Conselho Mundial da Paz no dia em que se iniciava a cimeira desse bloco político-militar agressivo.

Na conferência participaram dezenas de delegados de vários movimentos da Paz da Polónia e de mais de 20 outros países.

Os delegados presentes na conferência participaram ainda na manifestação contra a NATO que ocorreu em Varsóvia no dia 9 de Julho.

 

"Armas robóticas e outras aplicações bélicas do trabalho científico"

O núcleo do Porto do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) promoveu um importante debate sobre "Armas robóticas e outras aplicações bélicas do trabalho científico", com o investigador Frederico Carvalho, membro da Presidência do CPPC, que deu particular atenção à utilização da investigação científica com objectivos agressivos, designadamente aos perigos que podem advir da utilização da inteligência artificial ao serviço de quem pretende manter uma posição de domínio global, tendo informado que os EUA têm um orçamento muito elevado para o avanço rápido neste domínio das armas autonomizadas letais.

No debate que se seguiu foi sublinhada a importância que assume a luta pela paz e o esclarecimento público para exigir que a investigação científica não seja colocada ao serviço da guerra, tendo ainda Ilda Figueiredo, presidente da direcção do CPPC, dado alguma informação sobre a campanha " Paz sim! NATO Não!".

Na abertura da sessão interveio Rui Vaz Pinto, presidente da direcção da UnICEPE, onde decorreu a iniciativa, que entregou um cartaz ao CPPC com a palavra Paz escrita em 118 línguas acompanhada de uma pequena mas significativa definição: "A paz não é só o contrário da guerra ou o espaço de tempo entre duas guerras. PAZ é muito mais. É a lei da existência humana. Paz é, portanto, quando actuamos correctamente e quando a justiça reina entre todos os indivíduos e entre todos os povos na terra."

Sim à Paz! Não à NATO! - Porto

No Porto, na rua de Santa Catarina, a Campanha “Sim à Paz! Não à NATO!” realizou um Acto Público, no passado sábado, 9 de Julho, segundo e último dia da Cimeira da Nato em Varsóvia. A iniciativa contou com a participação de muitos activistas da Paz que se associaram à campanha promovida por 26 organizações portuguesas, na defesa da Paz e contra os propósito agressivos da NATO e da sua cimeira em Varsóvia.

Durante a iniciativa foram distribuídos jornais da campanha e ocorreram intervenções, de Tiago Oliveira, coordenador da USP/CGTP, que deu a conhecer a Moção “Paz e solidariedade” aprovada no dia anterior no 11º Congresso da União dos Sindicatos do Porto/CGTP- IN. Aí se afirma , por exemplo, que “a guerra e a violência não servem os interesses de classe dos trabalhadores e do povo, se manifesta o repúdio por todas as formas de ingerência, agressão e violência contra os trabalhadores e os povos, se exige a dissolução da NATO tal como previsto na Constituição da República Portuguesa, se exige de todos os países o acolhimento e tratamento digno dos refugiados, travando firme combate a qualquer forma de manifestação xenófoba ou racista”.

No final, Ilda Figueiredo, presidente da direcção do Conselho Português para a Paz e Cooperação, denunciou de um modo particular a evolução recente da NATO, com intervenções, ingerências e agressões aos povos, destacando os casos da Líbia, Afeganistão, Iraque e Síria, a nova corrida aos armamentos e a crescente militarização no Leste da Europa, em especial na Polónia, Roménia e Estados do Báltico. Mas reafirmou também que a guerra não é inevitável, com a mobilização dos povos na luta pela Paz, tão necessária ao desenvolvimento e ao progresso social.

Sim à Paz! Não à NATO! - Lisboa

A Campanha “Sim à Paz! Não à NATO!” realizou em Lisboa um acto público, na passada sexta-feira. A campanha, promovida por 26 organizações portuguesas, levou às ruas de Lisboa a sua luta pela Paz e contra os propósito agressivos da NATO e da sua cimeira, iniciada nesse dia, em Varsóvia.

No percurso efectuado pelos manifestantes pelas ruas de Lisboa, ouviram-se palavra de ordem como “Paz Sim, NATO não!”, “Mais saúde e educação! NATO não!” ou “NATO é agressão, dissolução é solução”, entre outras.

A iniciativa terminou no Largo Camões com a actuação do grupo Marfa e intervenções de João Barreiros pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional, Regina Marques pelo Movimento Democrático de Mulheres, José Oliveira pelo Movimento pelos Direritos do Povo Palestino e a Paz no Médio Oriente, David Frazier pela Associação de Estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Ilda Figueiredo pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação.

As várias intervenções afirmaram a Paz é necessária ao desenvolvimento humano e denunciaram a NATO com os seus objectivos belicistas e o seu historial de agressão como contrária à segurança e aos interesses dos povos. Denunciando que o aumento da tensão e de conflitos, de que a NATO e as potências que a compõem são as principais responsáveis, aumentam o risco de um conflito de grandes proporções que ameaçaria a própria humanidade.