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Assinamos pela Paz

Comprometidos com a defesa da Paz e preocupados com as crescentes ameaças, com agressões e conflitos armados em diversas zonas do mundo, um conjunto de personalidades de diversas áreas promove o texto "Assinamos pela Paz", protestando contra a realização da Cimeira da NATO, em Varsóvia, nos dias 8 e 9 de Julho, que colocamos à vossa consideração para que também o assinem.

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT81670

Assinamos pela Paz

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SIM À PAZ! NÃO À NATO! - Texto 2 de 7 do Jornal da Campanha contra a Cimeira da NATO, Julho de 2016 em Varsóvia

"Tentáculos da destruição

Fundada em 1949 por 12 países, a Organização do Tratado do Atlântico Norte/NATO tem hoje 28 membros, espalhados pela América do Norte e Europa (da costa atlântica às portas da Ásia, do Mediterrâneo ao Mar do Norte). Os seus tentáculos estendem-se, porém, muito mais longe, através das «parcerias estratégicas» e acordos bilaterais que mantém com diversos países e organizações de Estados em regiões sensíveis do globo, como o Atlântico Sul, África, Oceano Índico, Extremo Oriente e Pacífico Sul.
A abertura de uma delegação de Israel junto da NATO e a parceria com o Japão (que recentemente revogou a disposição constitucional que o impedia de participar em acções militares fora das suas fronteiras) assumem particular significado e gravidade. A União Europeia assume no Tratado de Lisboa a sua condição de «pilar europeu» da NATO.
O alargamento da NATO (quer o já efectuado quer o que se encontra em preparação), aliado às parcerias e acordos, à criação ou reactivação de novos comandos e à complexa rede de bases e instalações militares dos seus membros espalhadas pelo mundo, coloca hoje este bloco militar junto às fronteiras do que diz serem os seus «adversários estratégicos», a China e a Federação Russa, com os imensos riscos para a paz e a segurança que tal situação acarreta."

Sim à Paz! Não à NATO! - Texto 1 de 7 do Jornal da Campanha contra a Cimeira da NATO, Julho de 2016 em Varsóvia

"Não aos objectivos belicistas da cimeira de Varsóvia

Tal como sucederá noutros países da Europa, também em Portugal organizações das mais variadas áreas de intervenção uniram-se para contestar os objectivos belicistas da cimeira que a NATO realiza na capital da Polónia, Varsóvia, nos próximos dias 8 e 9 de Julho, e afirmar a exigência da dissolução deste bloco político-militar, que tem sido a principal ameaça à paz e à segurança na Europa e no mundo. Num momento em que se multiplicam situações de tensão e conflito e aumenta a insegurança e a instabilidade internacionais, a realização desta cimeira e os seus objectivos belicistas, num momento em que a NATO se aproxima cada vez mais das fronteiras da Federação Russa e intervém no Mediterrâneo, são de uma imensa gravidade.
Os tempos não são de indiferença, mas de esclarecimento e mobilização: pela paz; pela retirada de todas as forças da NATO envolvidas em agressões militares; pelo fim da chantagem, desestabilização e guerras de agressão contra estados soberanos; pelo apoio aos refugiados, vitimas das guerras que a NATO promove e apoia; pelo encerramento das bases militares em território estrangeiro e do desmantelamento do sistema anti-míssil dos EUA/NATO; pelo desarmamento geral e da abolição das armas nucleares e de destruição massiva; pela dissolução da NATO; e pelo cumprimento por parte das autoridades portuguesas dos princípios consagrados na Constituição da República Portuguesa e na Carta das Nações Unidas, no respeito pela soberania e igualdade de povos e Estados.

Sim à Paz! Não à NATO!

8 de Julho, às 18 horas, em LISBOA
Acto Público, Rua do Carmo"

SIM À PAZ! NÃO À NATO! - Texto 3 de 7 do Jornal da Campanha contra a Cimeira da NATO, Julho de 2016 em Varsóvia.

"Não às armas nucleares: desarmamento!

Até ao momento, só em duas ocasiões foram utilizadas armas nucleares: a 6 e 9 de Agosto de 1945, os EUA bombardearam com este tipo de bombas as cidades japonesas de Hiroxima e Nagasáqui, provocando a morte imediata a dezenas de milhares de pessoas, a morte lenta a muitas outras e graves deficiências e doenças, que ainda hoje persistem, em muitas das vítimas e nos seus filhos e netos.

Os actuais arsenais nucleares, com uma capacidade destrutiva incomparavelmente superior às bombas de 1945, são um inquietante motivo de preocupação para o mundo. Os EUA e a NATO admitem, nas suas estratégias ditas «de segurança», recorrer a armas nucleares num primeiro ataque, algo que nenhum outro país faz. A abolição das armas nucleares e de destruição massiva e o desarmamento geral, simultâneo e controlado são exigências prementes do nosso tempo."