O Conselho Português para a Paz e Cooperação expressa, uma vez mais, a sua solidariedade com Takbar Haddi, mãe saarauí, que exige que lhe entreguem o corpo do seu filho, Mohamed Lamine Haidala, que foi assassinado, nos territórios saarauís ocupados pelo Reino de Marrocos, na sequência de uma agressão por um grupo de colonos marroquinos.
O CPPC teve oportunidade de referir este caso numa reunião, realizada no passado dia 9 de Junho, na Assembleia da República com o Presidente da Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas Sérgio Sousa Pinto, a deputada do PCP Carla Cruz e o deputado do PSD Ricardo Batista Leite, onde foi abordada a questão dos presos políticos saarauís nas prisões marroquinas e o problema mais geral da ocupação.

Takbar Haddi que se encontra em greve de fome, desde o passado dia 15 de Maio, frente ao Consulado do Reino de Marrocos em Las Palmas, nas Ilhas Canárias, exige o direito de efectuar uma autopsia ao seu filho para determinar as causas da morte, o que o Reino de Marrocos recusa.

O CPPC apela à solidariedade de todos com todo o povo saarauí que sofre as arbitrariedades da ocupação do Saara Ocidental.

O CPPC recorda e apela à participação no encontro de Solidariedade com o Saara Ocidental que realizará no Porto, no próximo dia 26 de Junho pelas 21h30 e que contará com a presença de Ahamed Fal, Representante da Frente Polisário em Portugal e de Ilda Figueiredo, Presidente da Direcção Nacional do CPPC.

O CPPC vem mais uma vez reafirmar aquelas que são exigências para a resolução deste conflito:

- A instalação de um mecanismo permanente da ONU para a observância e protecção dos direitos humanos nos territórios ocupados;

- A libertação dos presos políticos saarauís nas prisões marroquinas, nomeadamente os saarauís condenados na sequência do desmantelamento violento do acampamento de Gdeim Izik;

- O respeito pelo inalienável direito à auto-determinação do povo saarauí;

- O fim da ocupação marroquina do Saara Ocidental;

O CPPC exorta o governo português a tomar posição clara contra as agressões do Reino de Marrocos ao povo saaraui e a exigir o cumprimento das deliberações da ONU quanto ao Saara Ocidental