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Saara Ocidental: O regime marroquino continua no caminho da violência contra os resistentes saarauis

O povo saaraui sofre restrições à liberdade de expressão, de associação e de circulação, é objecto de julgamentos injustos e ilegais em tribunais civis e militares e de tortura. As prisões para onde são levados são absolutamente indignas, sem quaisquer condições.

É nessas prisões marroquinas que permanecem imensos resistentes saarauis, que lutam pela independência da sua Pátria, a República Árabe Saaraui Democrática, ocupada ilegalmente por Marrocos desde 1975 e sem que se veja fim à ocupação e à repressão sanguinária.

Marrocos não permite visitas a quem quer que seja às prisões, apesar das inúmeras solicitações por parte de instituições internacionais, nomeadamente delegações do movimento da paz e da solidariedade com os povos, de deputados de diversos países, organizações de defesa dos direitos humanos, de defesa de prisioneiros políticos, entre outras. Mesmo as posições assumidas por instituições como o Parlamento Europeu, apesar de titubeantes,pouco efeito têm tido no comportamento do Reino de Marrocos.

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Solidariedade com os refugiados – Lisboa

Decorreu em Lisboa, no passado dia 23 de Setembro, na Casa do Alentejo, uma participada sessão intitulada “Solidariedade com os Refugiados”.

Na sessão em que para além da exigência da ajuda imediata foram denunciadas as causas e os responsáveis pela tragédia humanitária que vivem os mais de 50 milhões de refugiados a nível mundial. As intervenções da mesa, composta por Deolinda Machado (Movimento Erradicar a Pobreza), Lisandra Rodrigues (Juventude Operária Católica) Carlos Carvalho (Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e a Paz no Médio-Oriente), José Goulão (Jornalista) e Sérgio Ribeiro (Conselho Português para a Paz e Cooperação) seguiram-se as intervenções da CGTP-IN e de vários participantes na sessão.

 

Solidariedade com os Refugiados - Porto

Realizou-se, no Porto, uma importante iniciativa de solidariedade com os refugiados vítimas das guerras, ingerências e bombardeamentos que provocam o caos nos seus países. No acto público na baixa do Porto, onde se distribuíram centenas de documentos, foram denunciadas causas e responsáveis por esta tragédia, exigindo-se medidas urgentes e adequadas, tendo por base o direito internacional, os princípios da Carta da ONU e a Constituição da República Portuguesa.

A iniciativa foi convocada pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) e pela União dos Sindicatos do Porto (USP), cujos representantes intervieram perante as muitas pessoas que ali se concentraram.

A presidente do CPPC, Ilda Figueiredo, sublinhou que é necessário "parar a guerra" que destrói as condições básicas de vida dos povos atingidos e está na origem dos mais de 50 milhões de refugiados, segundo números da ONU.

Ilda Figueiredo denunciou as políticas de agressão e a orientação militarista dos Estados Unidos, da União Europeia, da NATO e de Israel desenvolvidas, por exemplo, na Síria, na Palestina, no Iémen, no Afeganistão e no Iraque.

Tratam-se de políticas que contam com a cumplicidade e a participação de Portugal, recordou o dirigente da USP, Tiago Oliveira, destacando a cimeira bélica das Lajes (16/3/2003), na qual George W. Bush, Tony Blair, Jose Maria Aznar e Durão Barroso "decidiram" a invasão do Iraque, desencadeada quatro dias depois, por causa de "armas de destruição maciça" que não existiam.

No final, os presentes gritaram: PAZ sim, guerra Não.