«Construir a Paz com os valores de Abril»

 

No passado dia 7, realizou-se em Lisboa a 24.ª Assembleia da Paz do Conselho Português para a Paz e Cooperação, com o lema «Construir a paz com os valores de Abril». Presidida pelo presidente da assembleia-geral, professor António Avelãs Nunes, a assembleia elegeu os novos órgãos sociais para o próximo biénio e aprovou os documentos fundamentais que nortearão a actrividade do CPPC, nomeadamente o Plano de Acção, onde se assume como principais linhas de intervenção para o biénio 2013-2015:

 

  • Prosseguir o reforço do movimento da paz em Portugal, promovendo uma ampla intervenção em defesa da Constituição da República Portuguesa, nomeadamente no que respeita aos três primeiros pontos do artigo 7.º;
  • A luta contra a guerra e o militarismo;
  • A solidariedade e cooperação com todos os povos do mundo;
  • O reforço do movimento da paz internacional e do Conselho Mundial da Paz, no qual o CPPC tem particulares responsabilidades, quer como membro do Secretariado e do Executivo quer como coordenador para a Europa.

 

A 24.ª Assembleia da Paz foi também um momento de balanço e análise sobre a actividade do anterior mandato, tendo sido aprovado o Relatório de Actividade. Neste documento está reflectido o intenso trabalho na defesa da Paz realizado nos dois últimos anos, nos quais se reforçou o CPPC e a sua intervenção, incluindo naquilo que diz respeito ao número de aderentes (incluindo colectivos) e à criação de novos núcleos, como sucedeu no Porto, em Évora e em Moura, à intensificação da iniciativa dos existentes e à abertura de perspectivas para a criação de nucleos em outros pontos do país.

 

Na assembleia foi também apresentado, pela direcção cessante, um voto de pesar por todos os membros dos corpos sociais que, por força da lei da vida, deixaram de estar entre nós durante o anterior mandato, onde era valorizada a sua destacada contribuição «nas mais variadas áreas de intervenção: na resistência ao fascismo e na construção do Portugal de Abril».

 

Da proveitosa discussão entre as dezenas de aderentes presentes, resultou também a aprovação de oito moções relativas a questões como os 40 Anos da Revolução de Abril; as Ilhas Malvinas; o Médio Oriente; o direito do povo saarauí à sua autodeterminação; a solidariedade com Cuba e com a Venezuela bolivariana; contra a NATO; e pelo reforço do movimento da Paz. As moções e demais documentos finais serão proximamente divulgados.

 

À tarde, decorreu uma conferência, que decorreu sob o mesmo lema, na qual intervieram diversos activistas da Paz e representantes de organizações convidadas: estruturas sindicais e associativas e embaixadas. Esta iniciativa permitiu um alargado debate em torno das questões da Paz, do desarmamento, da solidariedade e cooperação. Os participantes prestaram a sua homenagem a Nelson Mandela, falecido dias antes, tendo surgido então a ideia de realizar a iniciativa que ocorrerá no dia 13 ao final da tarde.

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