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Queridos e Queridas Amigos,
O mundo foi abalado pela mais grave crise económica, financeira e social desde a II Grande Guerra. O grande capital e os governos ao seu serviço tentam fazer pagar aos trabalhadores e aos povos o preço da sua crise sistémica, lançando uma ofensiva sem precedentes contra os seus direitos e conquistas económicos, sociais e cívicos e aumentando a exploração dos trabalhadores e camadas populares, visando preservar e mesmo intensificar os seus lucros e a manutenção do sistema dominante.
Este violento ataque aos direitos dos povos está directamente ligado ao acelerado aumento da agressividade das grandes potências imperialistas, lideradas pelos EUA, envolvendo vários aliados europeus e a NATO, consubstanciada em conflitos, ingerências, bloqueios, ocupações e agressões militares, num quadro de uma persistente ofensiva contra as soberanias nacionais, rapina dos recursos naturais e domínio geoestratégico. São os casos da Palestina, Iraque, Líbano, Síria, Irão, Afeganistão, Líbia ou do Sahara Ocidental e de vários países noutros continentes, como Cuba, vítima de um criminoso bloqueio.
A NATO, que aprovou, na Cimeira de Lisboa um Novo Conceito Estratégico para a sua crescente intervenção e ingerência em países soberanos, viola sistemática e continuadamente as normas do direito internacional. De resto, a CGTP-IN considera que a existência da NATO não tem justificação. Por isso, afirmamos que a participação de Portugal neste bloco militar é contrária aos interesses do povo português e viola os princípios expressos na Constituição da República Portuguesa.
Competiria à ONU desempenhar, em particular, no actual contexto, um papel independente e activo na prevenção e gestão de conflitos. Infelizmente, o que se verifica é uma crescente subserviência face às grandes potências imperialistas e à NATO.
A resistência e luta dos povos, por melhores condições de vida e por outra política, a rejeição das imposições e objectivos do imperialismo e do capital, a afirmação e exigência das mudanças necessárias para garantir um futuro de paz, de igualdade e de respeito e cooperação entre nações – são, neste contexto de violenta ofensiva imperialista, um factor decisivo para travar escalada de agressão e de rapina, mas também para abrir caminho a dinâmicas de transformação social, de paz, desenvolvimento e justiça social.
Amigas e Amigos,
A CGTP-IN sempre considerou a paz como condição essencial para o desenvolvimento e o progresso económico, social e cultural da Humanidade e para uma mais justa distribuição da riqueza. Nos nossos princípios e objectivos está inscrita a luta pela Paz e pela solidariedade internacionalista.
 
 
A defesa da paz exige o combate ao militarismo e à corrida armamentista, por um mundo livre de armas nucleares e contra a instalação e permanência de Bases Militares Estrangeiras, designadamente, na Península Ibérica.
A CGTP-IN defende ainda formas de cooperação baseadas no respeito pela soberania dos povos, com relações mutuamente vantajosas, condição essencial para um clima de paz e confiança recíproca e factor dissuasor de potenciais conflitos.
Queridos Amigas e Amigas,
Tal como ao longo de muitas décadas, a CGTP-IN reconhece o Conselho Português para a Paz e Cooperação como a organização de âmbito nacional que, de forma mais persistente, determinada e coerente tem mobilizado a sociedade portuguesa na nobre luta contra a guerra e o militarismo, pela paz, a cooperação, solidariedade e amizade entre os povos.
O CPPC tem sido capaz de construir iniciativas próprias ou de congregar centenas de organizações da sociedade portuguesa, dos mais variados quadrantes, em torno de amplas plataformas de unidade, e de forma convergente para inúmeras e poderosas acções de protesto, denúncia e de combate pela paz, contra a guerra, o armamentismo e a defesa dos direitos dos povos. È ainda justo salientar o enorme prestígio granjeado pelo CPPC a nível internacional, designadamente no quadro da sua actividade no âmbito do Conselho Mundial da Paz.
Por isso reiteramos que a cooperação da CGTP-IN e dos seus sindicatos com a CPPC não só se manterá como se deve reforçar, num contexto nacional e internacional em que é mais do que nunca prioritário fazer frente à escalada de exploração e de agressividade contra os trabalhadores e os povos.
A todos os participantes da XXII Assembleia da Paz a CGTP-IN afirma o seu compromisso de tudo fazer para o reforço de um vasto movimento de paz, solidariedade e cooperação que promova a nossa causa comum de luta pelos direitos e interesses dos povos de todo o mundo.
Desejamos os maiores êxitos para as deliberações da Assembleia.
 
 
Saudações Fraternas
 
 
Lisboa, 18 de Novembro de 2011
 
 
Comissão Executiva da CGTP-IN