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Companheiras e companheiros,
 
A cooperação com outras organizações, entidades ou movimentos sociais, cujos princípios e linhas programáticas incluam também a defesa da paz e da solidariedade, é fundamental para a concretização dos objetivos que defendemos e pelos quais lutamos permitindo, também, alargar a influência do movimento da paz.
 
Esta cooperação, entre organizações com objectivos e áreas de intervenção distintas, implica o respeito pela identidade e posições de cada uma, e um esforço para potencializar os factores de unidade e convergência na luta contra a guerra e o militarismo, contra as injustiças sociais, por um mundo de paz, progresso e bem-estar, tendo como eixos centrais os valores expressos na Constituição da República e na Carta das Nações Unidas.


 
Ao longo deste mandato, como no passado, foram inúmeras as iniciativas realizadas em cooperação com outras organizações. Para poupar tempo limito-me a chamar a vossa atenção para o Relatório de Actividades.
 
No entanto, numa perspectiva de trabalho futuro, muito caminho há a percorrer.
 
Sem ser exaustivo referirei algumas linhas de trabalho que deverão merecer a nossa atenção e o nosso esforço.
 
Desde logo, aprofundar a cooperação com Sindicatos, Autarquias, Colectividades de Cultura e Recreio, Associações de Amizade, Associações de Estudantes, da Juventude, entre outras, promovendo debates, colóquios, exposições sobre os mais variados temas relacionados com a luta pela paz, ou sobre questões que pela sua actualidade e premência se considere oportuno levar a cabo.
 
Uma outra área que, em nosso entender, devemos privilegiar é do desenvolvimento de uma cultura de paz, condição “sine qua non” para que no nosso país haja uma opinião pública esclarecida que saiba discernir a informação factual da propaganda com que muitos órgãos de comunicação nos bombardeiam diariamente. E. neste a parceria com os Sindicatos do Sector do Ensino é fundamental.
 
Iniciativas junto do universo escolar, também com a colaboração dos sindicatos dos professores e das associações de estudantes, procurando debater com os estudantes temas que sabemos andarem arredios dos curricula escolar.
 
 A promoção e participação de iniciativas conjuntas: concentrações, ou manifestações; tomadas de posição; celebração de actos comemorativos; ou de efemérides, campanhas ou movimentos de opinião.
 
Companheiras e companheiros,
 
A difícil e complexa situação que vivemos, a nível nacional e internacional, exige que sejamos, cada vez mais, uma voz actuante na denúncia dos actos bélicos ou para- bélicos de ingerência, agressão e ocupação de países e povos, mas também na solidariedade para com as vítimas da repressão, da negação dos seus direitos nacionais, políticos, sociais, económicos ou culturais.
 
E esta luta será muito mais eficaz se, para ela, se congregarem organizações que representam camadas e grupos sociais que, reconhecendo os perigos que a situação comporta, estão disponíveis para acções convergentes em defesa dos valores que defendemos.
 
Obrigado
Viva a PAZ!