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Ao Conselho Português para a Paz e a Cooperação (CPPC)
 
É com muita alegria que, em nome da presidência do Conselho Mundial da Paz (CMP), saudamos a realização da XXIII Assembleia da Paz, organizada por vossa histórica organização, o Conselho Português para a Paz e a Cooperação.
 
O CPPC encarna os mais elevados valores da humanidade, tais como a solidariedade aos povos, a defesa da soberania e da autodeterminação das nações, e a incansável luta contra a opressão e as guerras. Decisiva tem sido vossa contribuição à causa da paz, e à consolidação do CMP, no sentido do fortalecimento da consciência de que só a luta do povo dará cobro a esta ordem insana e deletéria que ameaça à própria existência humana.


 
Vossa Assembleia é realizada no mesmo momento em que as potencias capitalistas  impõem aos trabalhadores sofrimentos inauditos, como o desemprego, a miséria e a fome, na busca vã de superar sua crise sistêmica, que se alastra por todo o mundo, especialmente na Europa, impondo aos trabalhadores europeus um verdadeiro calvário. As intervenções nos países mais afetados pela crise, com a cumplicidade dos governantes locais, impõem o arrocho fiscal, eliminando conquistas alcançadas com décadas de lutas, punindo os trabalhadores desses países por uma crise na qual o único responsável foi o sistema  de produção  baseado na desigualdade e exclusão de milhões para garantir privilégios  de uma minoria, para a qual o único objetivo é o enriquecimento sem limites.
 
Com o mesmo objetivo, de na crise garantir seus ganhos e domínios, o imperialismo intensifica sua agenda agressiva, ameaçando e agredindo os povos no mundo. No Oriente Médio, depois de fracassarem no Iraque e dos sinais do esgotamento da aventura militar no Afeganistão, já preparam os canhões para o novo alvo: o Irã. Porém, para atingir tal objetivo, fomentam uma guerra na Síria, onde mercenários e bandos armados são treinados e financiados para realizar atividades terroristas contra a população civil, contando com a mídia internacional, controlada pelo imperialismo, para ecoar todas as mentiras necessárias, na criação do “clima favorável” à intervenção, que não tem outro objetivo senão o controle e saque dos recursos dos povos.
 
Porém os povos resistem e lutam. Os trabalhadores ocupam as ruas e praças contra tais determinações. Os movimentos pela Paz erguem sua voz em denuncia dos intentos imperialistas. Os povos estão em luta em todos os Cantos do mundo. É, portanto, de grande significado para luta pela Paz e motivo de grande júbilo a realização de vossa assembleia.
 
Neste sentido, vale reafirmar nossa luta histórica pela dissolução da OTAN, pelo fim das bases militares em territórios estrangeiros e pelo banimento das armas nucleares. Desde a cúpula de Lisboa, na qual vale destacar que o CPPC teve importância ímpar ao organizar atos de massa contrários a ela, a OTAN expandiu seu escopo para todo o planeta, se configurando como uma aliança militar ofensiva. Ao mesmo tempo, seguem mantendo bases militares e instalando novas militares nos países, dentre os quais vale destacar sua tentativa recente de tentar costurar com o governo golpista do Paraguai, a construção de uma nova. Por fim, devemos condenar a retórica que criminaliza os países que usam a energia nuclear para fins pacíficos, enquanto países possuidores de armas nucleares se negam a abandoná-las.
 
Por último, gostaríamos de ressaltar o importante papel que o CPPC vem desempenhando na coordenação europeia e no secretariado do Conselho Mundial da Paz, com a participação de valorosos camaradas, e a combativa ação do CPPC em defesa da paz e da solidariedade aos povos em luta.
 
Aos camaradas desta magna assembleia, expressamos em nome do Conselho Mundial da Paz, e em meu próprio nome  os votos dos melhores êxitos, com a convicção de que o imperialismo não é invencível e com a luta dos povos, será derrotado!
 
Viva a solidariedade entre os Povos!
Viva a gloriosa XXIII Assembleia do CPPC!
Pela Paz!  Contra a opressão e as guerras!
 
Socorro Gomes
Presidente do Conselho Mundial da Paz