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Além de tudo acima, o Estado de Israel mantém mais de 6.500 prisioneiros palestinos, entre eles crianças, mulheres, parlamentares, ativistas, jornalistas, defensores dos direitos humanos, académicos, personalidades políticas, militantes, testemunhas e parentes dos prisioneiros. Nas últimas semanas, uma greve de fome de várias centenas desses prisioneiros foi iniciada e continua em vigor.

O CMP exige a libertação de todos os prisioneiros políticos palestinos dos cárceres israelitas e expressa sua solidariedade com sua justa causa.

A luta do povo palestino por seus direitos inalienáveis a um Estado independente e viável dentro das fronteiras anteriores a 4 de junho de 1967 com Jerusalém Oriental como sua capital, assim como pela libertação dos prisioneiros políticos e o direito ao retorno de todos os refugiados palestinos (conforme expresso na resolução 194 da ONU) merece e exige nosso completo apoio e solidariedade.

Expressamos, ao mesmo tempo, nossa solidariedade às forças consequentes e amantes da paz dentro de Israel, que lutam contra a ocupação por um regime reacionário e contra a discriminação na forma de “apartheid” contra os cidadãos de origem árabe.

Como CMP, denunciamos os padrões duplos e políticas ambíguas da UE e da maioria de seus governos, que não reconhecem a Palestina como um Estado independente nem emitem resoluções ou anseios, enquanto são cúmplices dos crimes contra o povo palestino.

Secretariado do CMP
7 de maio de 2017