Outras Notícias

Um falso pressuposto e cinco cenários de ficção e diversão

por Sérgio Ribeiro
Membro da Presidência do CPPC

Aproveitou-se a efeméride dos 60 anos do Tratado de Roma para ver se se conseguia dar algum alento à chamada União Europeia, tão debilitada que bem parece carecer de cuidados intensivos.
Pouco terá ajudado a diversão do aproveitamento das “bocas foleiras” e, até, insultuosas do mui zeloso presidente “in nomine” do Eurogrupo, aliás em funções inevitavelmente a curto termo e que mais não disse que o que coerentemente executa como executivo ou mais visível do grupo. Como foram paliativos os pomposos cenários “para o futuro da Europa” enunciados pelo sempre um pouco circense presidente da Comissão e apresentados como se fossem para debate (entre quem?, com quem?, quando?, como?).

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UMA TRÉGUA DISTANTE DA PAZ

por José Goulão*

O cessar-fogo na Síria patrocinado pelos Estados Unidos e a Federação Russa, levando a reboque uma ONU cada vez mais desqualificada, manipulada e irrelevante, poderá poupar vidas humanas, permitir um sabor de normalidade a populações sujeitas há meia década ao pavor da guerra, proporcionar até alguns dias e noites livres da angústia do medo. Mas pode ser também uma traiçoeira ilusão, se os tutelares desta iniciativa não forem além dela de forma a encontrarem uma solução capaz de restabelecer a soberania, a integridade e a paz na Síria.

Este é o cerne da questão. Além de precário e periclitante, o cessar-fogo não está a ser acompanhado por medidas credíveis capazes de o consolidar e transformar em acordo de paz. Procurando não interpretar as violações já cometidas como sinais de fracasso à vista – como fazem os que vêem na guerra um caminho inevitável – a verdade é que os episódios de violência ocorridos já durante a suspensão dos combates revelam a fragilidade do acordo, apesar de conseguido pelas duas mais poderosas potências mundiais.

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«Este impeachment é um golpe, não tem base constitucional»

Gleisi Hoffman, senadora do Partido dos Trabalhadores (Brasil)

«A Presidente Dilma foi afastada pelo Senado da República num processo de impeachment, que nós consideramos um golpe, por não ter base constitucional. Acusam a Presidente de um crime que não existe. A sua destituição foi casuística, foi pensada para a incriminar e só vai servir para ela, para este caso, porque não configura um crime de responsabilidade.
A presidente teve 54 milhões de votos e quem assume hoje o poder, para além de não ter recebido quaisquer votos dos brasileiros, mudou radicalmente o programa que foi eleito nas urnas em 2014: nós hoje temos um vice-presidente que assumiu interinamente com um programa económico liberal e posições conservadoras nas áreas sociais, políticas e de comportamento.

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NATO, grave ameaça à paz mundial por Socorro Gomes

 

Há muito que o movimento internacional da paz denuncia a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan)como a máquina de guerra do imperialismo, difundindo informações e opiniões que ajudam a esclarecer os povos sobre o que representa esta aliança. Atuando em cada país e conjuntamente, as quase 100 organizações que constituem o Conselho Mundial da Paz (CMP), em aliança com diferentes forças democráticas pelo mundo, empenham-se numa campanha por sua dissolução.

Rumo à cúpula da Otan, em Varsóvia, capital polaca, as entidades que integram o CMP e seus aliados reforçam a campanha "Sim à Paz! Não à Otan!" que tem buscado transmitir a mensagem clara de rechaço completo à maquinaria que ameaça os povos mundo afora.

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Situação no Brasil, texto Socorro Gomes

Divulgamos texto de Socorro Gomes presidente do Conselho Mundial da Paz e do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), sobre a situação no Brasil:

O povo brasileiro vai derrotar a vilania e o golpe

A infâmia e a vilania foram as protagonistas neste domingo (17/04), na Câmara dos Deputados. Uma sessão para encher de opróbrio os responsáveis da odiosa trama urdida pelo vice-presidente da República, Michel Temer, cuja lembrança vai encher de vergonha os brasileiros por muitas gerações.

Aquele que quer usurpar o mandato conferido à presidenta Dilma pelo voto de 54 milhões de brasileiros passará à história como o homem que usou seu cargo de vice-presidente para tramar e conspirar e, percorrendo o odioso caminho da traição à Constituição que jurou defender, chegar ao poder sem votos, golpeando a democracia e a vontade popular.

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