Outras Notícias

A ACTUALIDADE DO “APELO DE ESTOCOLMO”: A AMEAÇA NUCLEAR 65 ANOS DEPOIS

Por Frederico Carvalho, Vice-presidente do Conselho Executivo da Federação Mundial de Trabalhadores Científicos e membro da Presidência do CPPC

Olhando para trás, para um tempo histórico recente, pode dizer-se que o despertar de uma consciência colectiva da responsabilidade social associada ao conhecimento científico, radicou em larga medida na perspectiva da utilização militar do “fogo atómico” ― chamemos-lhe assim ― que se tornou real num curto espaço de tempo, com o homicídio em massa da população civil de Hiroshima e Nagasaki, dificilmente justificável no plano militar mas de grande interesse para os seus mentores, como ensaio real, “no terreno”, da operacionalidade, capacidade destrutiva e efeitos colaterais dos explosivos nucleares.

Foi na alvorada desse processo histórico de domínio do referido “fogo atómico” pelo homem, que se levantaram as vozes de alguns dos mais eminentes homens de ciência de então, alertando para os riscos para a própria sobrevivência da espécie que a utilização da energia nuclear para fins militares trazia consigo. Um desses homens foi Frédéric Joliot-Curie, herói da resistência francesa ao invasor nazi e pacifista convicto, primeiro presidente do Conselho Mundial da Paz, co-fundador, em 1946, da Federação Mundial dos Trabalhadores Científicos que prossegue hoje, passadas quase sete décadas, o mesmo combate pala Paz. Em certa altura da sua vida, Albert Einstein exprimiu o sentimento de que “a libertação da energia do átomo tudo mudou excepto a nossa forma de pensar (…)”. Em 1955, em plena “guerra fria”, poucos meses antes de morrer afirmou: “Cometi na minha vida um grande erro (…) quando assinei a carta para o Presidente Roosevelt recomendando que se fizesse a bomba atómica (…) ”.

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Charlie

Por António Avelãs Nunes, Professor Catedrático e Presidente da Mesa da Assembleia da Paz do CPPC

11/01/2015

Tenho acompanhado as imagens e os comentários sobre o massacre na sede do Charlie Hebdo, em Paris. Também eu penso que se trata de um massacre, algo que a civilização não pode comportar. Mas também penso, creio que bem acompanhado, que, no plano político, se queremos combater a barbárie e preservar a civilização, não podemos limitar-nos a protestar contra este massacre e a chorar a história trágica dos assassinos e dos assassinados.

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O Boxeur-Electrão e outras peças

José Goulão, jornalista e membro da Presidência do CPPC

Um vídeo com pouco mais de seis minutos, publicado no Youtube, vale como um tratado de alta política e de minuciosa geoestratégica. Pelo menos à altura e com a minúcia da política e da estratégia como se praticam nos tempos que correm.

Deixo-vos o endereço do vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=sSx8yLOHSUs

A veracidade da peça não suscita dúvidas, porque a intérprete já a confirmou ao acusar os serviços secretos russos de a terem espiado, e logo a ela, uma subsecretária do Estado que espia meio mundo e também a outra metade.

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Mensagem para o dia internacional contra os ensaios nucleares - 29 de Agosto de 2014

Frederico Carvalho, Vice-presidente do Conselho Executivo da Federação Mundial de Trabalhadores Científicos e membro da Presidência do CPPC

 

Os registos oficiais conhecidos indicam que entre os anos de 1945 e 1996 tiveram lugar dois mil e quarenta e nove (2049) ensaios nucleares. Destes, 1032 foram levados a cabo pelos Estados Unidos da América e 715 pela União Soviética. O último ensaio nuclear soviético ocorreu em 1990. Depois disso os EUA procederam a mais 13 rebentamentos nucleares de ensaio. Costuma indicar-se a data de 16 de Julho de 1945 como o início da “era nuclear”: nesse dia os americanos fizeram rebentar uma bomba experimental de 20 quilotoneladas em Alamogordo, no Novo México. Menos de um mês depois, a 6 de Agosto de 1945, teve lugar o lançamento das bombas nucleares que atingiram Hiroshima e Nagasaki.

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A Paz, a segurança e cooperação europeias - história e reflexão

Sérgio Ribeiro - membro da presidência do CPPC

A assinatura da Acta Final da Conferência de Helsínquia, por 35 países (33 Estados europeus – Áustria, Bélgica, Bulgária, Checoslováquia, Chipre, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Islândia, Itália, Jugoslávia, Liechtenstein, Luxemburgo, Malta, Mónaco, Noruega, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Democrática Alemã, República Federal da Alemanha, Roménia, San Marino, Suécia, Suíça, Turquia, URSS e Vaticano – mais o Canadá e os Estados Unidos) tem de se considerar um dos acontecimentos mais importantes do após-guerra. Essa Conferência de Estados foi iniciada em 3 de Julho de 1973, na capital finlandesa, e concluída a 1 de Agosto de 1975.

Só a referência com um mínimo de informação e comentário aos seus antecedentes e enquadramento encheria espaço que não caberia nesta publicação, pelo que apenas se deixa brevíssima nota à criação e consolidação do sistema de Estados socialistas, às lutas anticoloniais de

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