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Realiza-se dias 29 e 30 de Junho, em Madrid, uma nova Cimeira da NATO, que tem lugar num momento particularmente grave, como testemunha a situação que hoje se vive no Médio Oriente, na Europa, em África ou na Ásia.
Na Europa, décadas de alargamento da NATO e de avanço das suas bases e contingentes militares, frotas navais, exercícios militares cada vez mais próximos da Federação Russa, estão na origem do conflito que hoje se verifica e agrava. É urgente inverter o rumo de militarismo e confrontação que há muito é fomentado pela NATO.
No entanto, pelos objectivos e medidas que anuncia, a Cimeira que a NATO realiza em Madrid acentuará o rumo belicista seguido por este bloco político-militar, reafirmando decisões há muito adoptadas e dando novos passos na instigação da escalada de guerra e de confrontação, em que os EUA apostam, utilizando agora como pretexto a guerra na Ucrânia.
Entre outros graves aspectos, esta Cimeira propõe-se continuar a promover: o significativo aumento das despesas militares dos membros da NATO, decidido em 2014, e a corrida aos armamentos; a militarização da União Europeia como pilar europeu da NATO; o alargamento da NATO para o Leste da Europa, incluindo à Suécia e à Finlândia; o reforço dos meios militares da NATO, nomeadamente no Leste da Europa; a instigação e prolongamento da guerra na Ucrânia – orientações e medidas que evidenciam o incremento da estratégia da Administração norte-americana de cerco e desgaste da Rússia.
Ao mesmo tempo que fomentam a escalada belicista e brandem com a imposição de mais sanções, os EUA e a NATO fecham qualquer caminho de diálogo com vista à solução negociada do conflito na Europa.
Assume ainda grave significado o anúncio da participação do Japão, da Austrália, da Nova Zelândia e da República da Coreia nesta Cimeira, que ambiciona potenciar a NATO como um bloco político-militar de âmbito mundial, nomeadamente reforçando qualitativamente as parcerias militares com estes países da Ásia-Pacífico, apontando a China e a Rússia como alvo.
O Governo português tem pautado a sua posição pelo alinhamento com a perigosa escalada belicista dos EUA e da NATO, que comporta imensos perigos para os povos da Europa e do mundo e é contrária à aspiração à paz do povo português.
O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) considera a dissolução da NATO um imperativo para a salvaguarda da paz na Europa e no mundo, para a construção de um sistema de segurança colectiva assente nos princípios da Carta das Nações Unidas e da Acta Final da Conferência para a Segurança e Cooperação Europeia, realizada em Helsínquia, entre 1973 e 1975.
No seu artigo 7.º, a Constituição da República Portuguesa, consagra que “Portugal preconiza a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos, bem como o desarmamento geral, simultâneo e controlado, a dissolução dos blocos político-militares e o estabelecimento de um sistema de segurança coletiva, com vista à criação de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos.”
É este o caminho que interessa à paz! É também por ele que o CPPC se bate e que participou no desfile realizado em Lisboa, no passado dia 25 de Junho, como participará no desfile que amanhã, dia 29 se realiza no Porto, promovidos pelos subscritores do Apelo Paz Sim! Guerra e Corrida aos Armamentos Não!.
O CPPC apela a todos os que verdadeiramente defendem a paz, a soberania e os direitos dos povos a que façam ouvir a sua voz em prol da paz no mundo!