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Intensa jornada de solidariedade com o povo palestiniano em Lisboa

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No dia 7 de Agosto, entre as 10h e as 20h, no Rossio, em Lisboa, milhares ouviram os nomes das crianças palestinianas assassinadas por Israel.
Num acto de solidariedade promovido por CPPC, CGTP, MPPM e Projecto Ruido, que uniu muitos ao longo do dia, dezenas de pessoas, entre actores, músicos, ativistas do movimento de solidariedade, e todos os que quiseram, deram a sua voz por uns minutos para pronunciar os nomes das mais de 18 mil crianças que foram assassinadas por Israel desde outubro de 2023 na Faixa de Gaza.
Na verdade, as 10h foram apenas suficientes para a leitura de cerca de 9 mil nomes. Seriam necessárias outras 10h para dizer o nome de todas estas crianças, que fazem parte de uma lista que só continua a aumentar.
O objetivo desta ação, para além de homenagear estas crianças, foi também denunciar os crimes de Israel e o genocídio que continua em curso.
Nao nos calaremos até que a Palestina seja Livre, até que exista justiça e Paz!
Palestina Vencerá!

 

Nos 80 anos de Hiroxima e Nagasaki – Defender a Paz e o futuro da Humanidade

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Nos dias 6 e 9 Agosto assinalam-se 80 anos sobre o impensável: o lançamento pelos Estados Unidos da América, de duas bombas atómicas norte-americanas sobre as cidades japonesas de Hiroxima e Nagasáqui, que mataram instantaneamente dezenas de milhares de pessoas e deixando chagas que perduram até aos dias de hoje.
A segunda Guerra Mundial já tinha terminado na Europa. As bombas foram lançadas sobre um Japão já militarmente derrotado. O uso da arma atómica constituiu uma demonstração de força e de chantagem perante o mundo.
Depois da barbárie da Segunda Guerra Mundial e do horror dos bombardeamentos atómicos, por todo o mundo se levantou um clamor: Não mais a barbárie da guerra! Não mais o horror nuclear!
O fim das armas nucleares e o desarmamento geral, simultâneo e controlado tem sido desde então um objetivo de todos os que defendem a paz e a segurança internacionais.
Um objetivo em torno do qual muitos milhares se empenharam há 75 anos, incluindo em Portugal, com a recolha de assinaturas para o Apelo de Estocolmo pela “interdição absoluta da arma atómica, arma de terror e de extermínio em massa de populações”.
Relembrar Hiroxima e Nagasaki é alertar para os riscos que existem hoje, para que os povos não permitam que tal horror jamais se repita.
Dada a dimensão dos atuais arsenais e a potência das armas nucleares, uma guerra nuclear significaria a destruição numa escala nunca antes vista. Uma pequena fração das ogivas nucleares existentes é suficiente para ameaçar profundamente toda a vida na Terra.
O CPPC, relembrando e prestando homenagem a todas as vítimas de Hiroxima e Nagasáqui e honrando a luta daqueles que, em Portugal, foram perseguidos, durante o fascismo, por defenderem a paz e a abolição das armas nucleares, apela a que todos dêem mais força a esta luta, juntando-se e participando nas campanhas pela abolição das Armas Nucleares e pela exigência da ratificação por Portugal do Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares, em consonância com o estipulado no artigo 7.º da Constituição da República, que preconiza o desarmamento geral, simultâneo e controlado.
Lutar pela abolição das armas nucleares e pelo desarmamento geral, simultâneo e controlado, é lutar pela defesa do futuro da Humanidade!
A Direção Nacional do CPPC
06-08-2025

Na Praia de Matosinhos lembrámos as praias de Gaza

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No dia 2 de Agosto o CPPC em conjunto com a CGTP, MPPM e Projecto Ruído, realizou, na Praia de Matosinhos, uma Iniciativa Pública sobre o lema, a Palestina e o flagelo de Gaza. Uma Exposição que mostra o “antes e o Depois” do conflito.
“GAZA: MAR DE MEMÓRIAS E LUTO - Uma exposição sobre as praias, a guerra e as crianças perdidas“
Centenas de pessoas passaram pela esplanada e foram vendo as fotografias com os horrores da guerra, leram que desde o início do conflito, mais de 17 mil crianças palestinianas foram mortas pelas mãos assassinas israelitas, em consequência dos bombardeamentos, colapsos de edifícios, falta de cuidados médicos e fome. Milhares de outras crianças ficaram órfãs, feridas ou com traumas psicológicos profundos.
Trocaram-se palavras, muitas reflexões, olhares de indignação e profunda tristeza.
Porém, reforçou-se a necessidade do reforço do movimento de solidariedade com a Palestina, não esquecemos esta luta, não esquecemos as quase 18000 crianças.

Pelo reconhecimento do Estado da Palestina

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Face às recentes declarações do governo sobre um eventual reconhecimento do Estado da Palestina, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) reafirma a sua exigência de sempre: este reconhecimento deve ser feito no imediato, sem condicionalismos e deve corresponder ao reconhecimento de um Estado Palestiniano viável e soberano, nas fronteiras anteriores a 1967 e com Jerusalém Oriental como capital, conforme determinam o direito internacional e as relevantes resoluções das Nações Unidas.
Para além de não haver garantias quanto a esta decisão, o adiamento para Setembro, aquando da realização da Assembleia Geral da ONU, para um potencial reconhecimento da Palestina é inconcebível e não corresponde à urgência de afirmação dos inalienáveis direitos nacionais do povo palestiniano.
O CPPC considera particularmente grave que sobre o genocídio que Israel mantém em curso desde outubro de 2023, sobre os seus sucessivos massacres e atos de terrorismo, sobre o desrespeito e espezinhamento do direito internacional, nem uma palavra de condenação do governo português.
Exige-se, do governo português, o cumprimento da Constituição da República Portuguesa que prevê não só o direito à autodeterminação dos povos mas também a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos.
O CPPC volta a exigir que o governo português não fique à espera, e reconheça, de forma incondicional e imediata o Estado da Palestina – tal como já fizeram 147 países.
O CPPC apela ao prosseguimento e reforço do movimento de solidariedade, de exigência do reconhecimento do Estado da Palestina, do fim do genocídio, do fim da intensificação da violência e ocupação na Cisjordânia, determinantes para a paz e a justiça na Palestina e na região do Médio Oriente.
A Direção Nacional do CPPC
1-08-2025