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Muitos saíram em Lisboa pela paz, a soberania e a solidariedade

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Sob chuva persistente, foram muitas as pessoas que participaram hoje, 14, na manifestação "Paz, Soberania, Solidariedade. Fim às ameaças e agressões dos EUA!", que uniu a Cidade Universitária a Sete Rios, com passagem junto à embaixada dos EUA em Lisboa. Nas faixas, cartazes e palavras de ordem manifestou-se solidariedade aos povos vítimas de agressão militar, ameaças ou ingerências: ao povo palestiniano, contra o genocídio e a ocupação, pelo cumprimento dos seus direitos nacionais; ao povo libanês, pelo fim da agressão israelita; ao povo iraniano, contra a guerra; ao povo cubano, pelo fim do bloqueio e das ameaças; ao povo venezuelano, pela libertação do presidente Nicolas Maduro e da deputada Cilia Flores, em defesa da soberania; ao povo sarauí, pelo fim da ocupação e pelo seu direito à autodeterminação.
Contestada foi também a militarização e o desvio para armamento de recursos que fazem falta aos salários e às pensões, à saúde, à educação, à habitação, à segurança social: "queremos paz, queremos pão, paz e cooperação" e "saúde, educação, habitação, dinheiro para armas não!", foram algumas das palavras de ordem.
Em vários momentos exigiu-se do Governo português uma posição clara em defesa da paz, o que passa por não permitir a utilização da Base das Lajes para o ataque a outros povos.
No final, foi lido o apelo que uniu mais de 100 organizações nesta manifestação e afirmado que as acções pela paz, contra o imperialismo, não ficam por aqui. No dia 30, às 18h00, será assinalado em Lisboa o Dia da Terra da Palestina. E foi ao som de Grândola, Vila Morena que a manifestação terminou, com o compromisso de todos os presentes de continuarem a bater-se por uma terra da fraternidade

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Exigiu-se no Porto o fim das ameaças e agressões dos EUA

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No Porto, a manifestação "Paz, Soberania, Solidariedade. Fim às ameaças e agressões dos EUA!" também decorreu sob chuva, o que não impediu muitas pessoas de participar - e de o fazerem de forma determinada. "Cuba Vencerá!", "Venezuela soberana é bolivariana", "Paz no Médio Oriente, Palestina independente!", foram algumas das palavras de ordem entoadas.
No final, a jovem Joana Teixeira, do Projeto Ruído, apresentou o período de intervenções, cabendo à vice-presidente do CPPC, Manuela Branco, lembrar as razões do protesto e a garantir que a acção pela paz, o desarmamento e a solidariedade vai continuar. A manifestação terminou com todos a cantar Grândola, Vila Morena e a entoar palavras de ordem como "Paz sim! Guerra não!".

A agressão militar dos EUA e de Israel contra o Irão constitui uma flagrante violação do direito internacional com sérias e imprevisíveis consequências.

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À dimensão da morte, do sofrimento, da destruição causada, soma-se o aumento do preço dos combustíveis e de outros bens essenciais, desde logo dos alimentos. Saliente-se ainda a tentativa dos EUA e de Israel de envolver directamente no conflito outros países e grupos armados da região, o que a verificar-se configuraria uma escalada cujas repercussões seriam ainda mais graves.
O Governo português alinhou-se desde o primeiro momento com esta agressão militar, incluindo com a permissão da utilização da Base das Lajes, nos Açores, envolvendo Portugal nesta violação dos princípios do direito internacional e da Constituição da República Portuguesa.
A disponibilização da utilização da Base das Lajes para a agressão militar dos EUA e de Israel ao Irão revelou uma vez mais a atitude subserviente e seguidista do Governo português face aos EUA e à sua política de agressão a outros povos.
Ao contrário do que o ministro dos Negócios Estrangeiros afirma nada pode justificar tal atitude que é contrária à paz, ao respeito da soberania e dos direitos dos povos, aos interesses do povo português e dos povos do mundo.
Portugal deve defender e bater-se pela solução pacífica dos conflitos internacionais, da não ingerência nos assuntos internos dos Estados, do desarmamento e da dissolução dos blocos político-militares, princípios consagrados na Constituição da República.
No sábado, 14, em Lisboa e no Porto, vem dizer NÃO à utilização da base das lajes para a agressão a outros povos! E SIM ao fim da submissão do País aos EUA e à afirmação de uma política externa soberana, que defenda a paz e a cooperação
Participa na manifestação “Paz, Soberania, Solidariedade! Fim às agressões e ameaças dos EUA!”, que terá lugar no dia 14, às 15h00 em Lisboa (Cidade Universitária – Sete Rios) e no Porto (Batalha -Trindade).