Outras Notícias

FacebookTwitterRSS Feed

50º aniversário da proclamação da República Árabe Sarauí Democrática

649175028_1190314579979982_8886110652544362362_n.jpg

O CPPC participou na importante iniciativa comemorativa dos 50 anos da proclamação da República Árabe Saarauí Democrática, promovida pela Representação da Frente Polisário em Portugal, dia 10 de Março, na Casa do Alentejo.
Na sessão, muito participada, Isabel Camarinha, presidente da DN do CPPC, saudou o povo sarauí e a sua legítima representante a Frente Polisário e reafirmou a solidariedade activa e de sempre com este povo que desde 1976 resiste à violenta e ilegal ocupação de parte do território do Sara Ocidental, à opressão e à exploração e roubo dos seus valiosos recursos naturais pelo Reino de Marrocos, que conta com o apoio e a cumplicidade dos EUA, de potências da NATO, da União Europeia e de Israel, forçando milhares de sarauís a procurar refúgio na Argélia.
O CPPC denunciou as posições de sucessivos governos portugueses. Incluindo o actual de apoiar o “plano de autonomia” de Marrocos, que não garante a concretização do justo e legítimo direito à autodeterminação do povo sarauí, constituindo uma forma encapotada de manter a ocupação e colocou a exigência do reconhecimento pelo governo português da República Árabe Sarauí Democrática e a adopção, por parte deste, de uma posição interventiva, agindo em coerência com o direito dos povos à autodeterminação e independência, no respeito do artigo 7.º da Constituição da República Portuguesa.
Apelou ainda à continuação da solidariedade em Portugal com a luta do povo sarauí, desde já na Manifestação Paz, soberania e Solidariedade! Não às ameaças e às agressões dos EUA! Que se realiza dia 14 de Março, em Lisboa e no Porto.
--
Intervenção de Isabel Camarinha, presidente da DN do CPPC
Iniciativa da Frente Polisário – 50 anos da RASD - 10 Março 2026, Casa do Alentejo
Em nome do Conselho Português para a Paz e Cooperação cumprimento todos os presentes nesta importante iniciativa e agradeço à Frente Polisário e ao seu Representante em Portugal Sr. Omar Mih o convite para vos dirigir umas palavras.
Permitam-me que inicie esta intervenção com uma muito calorosa saudação ao povo sarauí e à sua representante, a Frente Polisário, por estes mais de 50 anos de luta pelo seu direito à autodeterminação e pelos 50 anos da República Árabe Sarauí Democrática, manifestando a solidariedade do CPPC, que é uma solidariedade de sempre, com a sua justíssima causa.
Calorosa saudação e expressão de solidariedade a este povo que desde 1976 resiste à violenta e ilegal ocupação de parte do território do Sara Ocidental, à opressão e à exploração e roubo dos seus valiosos recursos naturais pelo Reino de Marrocos, que conta com o apoio e a cumplicidade dos EUA, de potências da NATO, da União Europeia e de Israel, forçando milhares de sarauís a procurar refúgio na Argélia.
O Sara Ocidental é definido no direito internacional como um território “não autónomo” e “ainda por descolonizar”, com estatuto jurídico separado e distinto de Marrocos, estatuto jurídico que ninguém – independentemente da sua força militar e do poderio dos seus aliados – pode pôr em causa.
O povo sarauí, com a sua legítima representante, a Frente Polisário, continua a sua luta, exigindo o cumprimento do direito internacional e das pertinentes resoluções da ONU, nomeadamente da realização do referendo, sob os auspícios das Nações Unidas, apontado desde 1991 como forma de exercício do direito do povo sarauí à autodeterminação.
Um referendo que nunca foi realizado devido ao permanente boicote de Marrocos, que continua a impor a ocupação contra a vontade e os direitos do povo sarauí.
O “plano de autonomia” apresentado por Marrocos não garante a concretização do justo e legítimo direito à autodeterminação do povo sarauí, constituindo uma forma encapotada de manter a ocupação, o roubo dos recursos naturais e a opressão da população sarauí. No entanto, em Portugal, sucessivos governos, incluindo o actual, têm dado apoio a este plano, num claro desrespeito pelo direito inalienável do povo sarauí à autodeterminação.
O CPPC desde sempre manifestou de forma activa a solidariedade com a causa nacional do povo sarauí, denunciando e informando a opinião pública sobre a situação, organizando visitas aos acampamentos ao longo dos anos (em Novembro passado, numa missão solidária, representantes do CPPC e de várias organizações portuguesas estiveram nos acampamentos sarauís, em Tindouf e tiveram oportunidade de conhecer de perto a muito difícil situação em que vivem os refugiados sarauís, mas também a sua extraordinária determinação, resistência e organização), promovendo iniciativas das mais diversas, e exigindo dos governos portugueses que estes pugnem pela concretização do direito à autodeterminação do povo sarauí, no respeito pelo direito internacional e pelo artigo 7º da Constituição da República Portuguesa que preconiza a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer formas de agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos.
Neste ano em que se cumprem 50 anos da RASD, já realizámos 3 sessões, em Coimbra, no Porto e em Lisboa, e iremos promover outras, além da saudação do CPPC endereçada ao povo sarauí e à Frente Polisário sua legítima representante, promovemos também uma mensagem de denúncia e solidariedade que foi subscrita por mais de 30 organizações e associações representativas no nosso país.
E, caros amigos, não é apenas o povo sarauí que vê os seus direitos negados, o momento que vivemos é de enorme risco para a Humanidade, com os gravíssimos desenvolvimentos da situação internacional, com o fomento da militarização das relações internacionais, o brutal aumento das despesas militares, a apologia e promoção da escalada armamentista e da guerra, a violação constante dos princípios do direito internacional e da Carta das Nações Unidas, de que o mais recente exemplo é o ataque dos EUA e Israel ao Irão, com consequências imprevisíveis e causando uma ainda maior desestabilização em todo o Médio Oriente, enquanto prossegue o genocídio do povo palestiniano por Israel. Uma situação em que se enquadram igualmente o ataque à Venezuela Bolivariana e o sequestro do seu Presidente Nicolás Maduro e da deputada Cília Flores, o brutal agravamento do bloqueio a Cuba e as graves ameaças contra este país, assim como as ameaças a outros países da América Latina ou à Gronelândia, ou ainda a insistência na continuação da guerra na Ucrânia e de outros conflitos. Esta situação exige um grande, forte e ampliado movimento em defesa da paz, do desarmamento, da soberania e dos direitos dos povos, do respeito pelos princípios do direito internacional.
Transmitimos aqui, uma vez mais o compromisso do CPPC de prosseguir a luta em defesa da paz e a solidariedade de sempre com o povo sarauí, bem como com os povos vítimas de guerra, colonialismo, ingerências e qualquer tipo de agressão e opressão, desde logo garantindo a presença desta solidariedade, no próximo dia 14 de Março, na Manifestação Paz, soberania e solidariedade! Fim às ameaças e às agressões dos EUA! que se realiza em Lisboa e no Porto.
Ao povo sarauí e à Frente Polisário reafirmamos que prosseguiremos a denúncia e a exigência:
- do fim da ocupação marroquina do Sara Ocidental;
- do respeito pelos direitos nacionais do povo sarauí, nomeadamente, o seu inalienável direito à autodeterminação, a um Estado livre, independente e soberano;
- da protecção dos direitos humanos, incluindo os direitos dos cidadãos sarauís nos territórios ilegalmente ocupados;
- da libertação dos presos políticos sarauís detidos em prisões marroquinas;
- do reconhecimento pelo governo português da República Árabe Sarauí Democrática e a adopção, por parte deste, de uma posição interventiva, agindo em coerência com o direito dos povos à autodeterminação e independência, no respeito do artigo 7.º da Constituição da República Portuguesa.
Viva a luta do povo sarauí!
Viva a República Árabe Sarauí Democrática!
Sara Ocidental livre e independente!

Fim ao bloqueio e às ameaças dos EUA - Cuba não está só!

649178374_1190226173322156_1063694798851464610_n.jpg

O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) denuncia as inaceitáveis ameaças dos Estados Unidos da América contra Cuba e reafirma a exigência do respeito da soberania e da independência de Cuba, do direito do povo cubano a decidir, livre de ingerências externas, o seu caminho de desenvolvimento.
As deploráveis declarações do Presidente dos EUA, Donald Trump, de que após o Irão, “Cuba será a seguir” e que “Cuba está nos seus últimos momentos de vida” só podem causar a expressão da indignação e do repudio dos democratas e patriotas, dos activistas da paz e da solidariedade.
Depois de décadas de cruel e ilegal bloqueio económico, comercial e financeiro, que privou Cuba de bens e serviços essenciais e procurou atingir duramente as condições de vida do povo cubano, a recente decisão da administração Trump de aplicar medidas coercivas aos países e entidades que forneçam combustíveis a Cuba, constitui mais um crime, ao tentar privar todo um povo das condições que lhe permitam assegurar a resposta às suas mais prementes necessidades.
À luz do direito internacional, é ilegal a imposição de medidas coercivas unilaterais, como é ilegal o seu caráter dirigido contra povos inteiros, como fazem os EUA.
O CPPC reafirma a solidariedade com o povo cubano e a sua Revolução, que foi capaz de garantir importantes direitos a toda a população, bem como de constituir um exemplo de solidariedade com os povos do mundo, incluindo na prestação de cuidados de saúde e na educação.
Reafirmando a exigência do fim do cerco ao envio de combustível, do fim do bloqueio, da retirada de Cuba da arbitrária e ilegítima lista dos EUA de ditos “países patrocinadores do terrorismo” e de todas as medidas coercivas e acção de ingerência dos EUA contra Cuba, o CPPC reclama do Governo português que, em coerência com sucessivas votações na Assembleia-Geral das Nações Unidas pelo fim do bloqueio, à qual Portugal se vem associando desde há décadas, e no respeito e cumprimento da Constituição da República Portuguesa, faça ouvir a sua voz em defesa da soberania de Cuba e condenando a violenta e ilegal acção dos EUA.
O CPPC apela à participação na campanha de solidariedade “Por Cuba! Fim ao bloqueio!”, importante e necessária acção que dá expressão política e material à solidariedade do povo português para com o povo cubano.
O CPPC apela à participação na manifestação “Paz, soberania e solidariedade! Fim às ameaças e às agressões dos EUA!”, sábado, 14, às 15h00 em Lisboa (Cidade Universitária-Sete Rios) e no Porto (Batalha-Trindade), para expressar a solidariedade com Cuba e o seu povo e com todos os outros povos do mundo que enfrentam a acção belicista, as ameaças e a agressão dos EUA e dos seus aliados.
Prosseguir a solidariedade com Cuba!
Cuba não está só! Cuba vencerá!

CPPC presente nas manifestações do Dia Internacional da Mulher

Pode ser uma imagem de ‎uma ou mais pessoas, multidão e ‎texto que diz "‎M DAR UMA OPORTUNIDADE DRORLUNIALIE A PAZ A PARAR A GUERRA ن‎"‎‎
No dia 8 de Março, em Lisboa, Porto e Coimbra o CPPC participou nas manifestações convocadas pelo MDM.
O CPPC solidariza-se com a luta das mulheres pelos seus direitos e por todas as expressões de igualdade, consciente que a sua libertação de qualquer forma de exploração e opressão, contra qualquer contrição aos seus direitos e qualquer forma de discriminação, são parte integrante da luta por uma sociedade e uma humanidade mais justas, pela concretização de uma vida alternativa plena realização pessoal e em Paz.

No dia Internacional da Mulher – reforçar a luta pela igualdade, pela paz e pelo progresso social

Pode ser uma imagem de texto que diz "DIA 8 MARÇO INTERNACIONAL DA MULHER reforçar a luta pela igualdade, pela paz e pelo progresso social こ CPPC picenso"
O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) saúda todas as mulheres neste dia 8 de Março, solidarizando-se com a sua luta e apelando à participação nas ações convocadas pelo MDM que terão lugar em todo o país.
Num contexto internacional perigoso e incerto, com a recente agressão militar dos EUA e Israel desencadeada contra o Irão, ou a agressão contra a Venezuela, à qual se somam ameaças a tantos outros país, num claro desrespeito do direito internacional, o CPPC lembra que as mulheres tiveram e têm um papel determinante na luta em defesa da Paz, da solidariedade e da amizade entre os povos.
O CPPC sublinha a urgência pelo respeito do direito internacional, pelo fim da guerra, das agressões e ameaças, que arrastam os povos para a morte, sofrimento, destruição, que há muito persistem e registam expressivos e desumanos agravamentos nos tempos recentes, contextos em que as mulheres sempre têm figurado não apenas como as principais vítimas, mas sobretudo como resistentes e combatentes contra a guerra e o militarismo.
O CPPC solidariza-se com a luta das mulheres pelos seus direitos e por todas as expressões de igualdade, consciente que a sua libertação de qualquer forma de exploração e opressão, contra qualquer contrição aos seus direitos e qualquer forma de discriminação, são parte integrante da luta por uma sociedade e uma humanidade mais justas, pela concretização de uma vida alternativa plena realização pessoal e em Paz.
Assim o CPPC solidariza-se e apela à mobilização das mulheres e de todos os que defendem a Paz para participarem na Manifestação «Paz, Soberania e solidariedade! Fim às agressões e ameaças dos EUA!» no dia 14 de Março, às 15 horas em Lisboa e no Porto bem como nas manifestações do MDM, convocadas para amanhã, 8 de Março nas seguintes localidades e horários: https://mdm.org.pt/manifestacao-nacional-de-mulheres-2026/
A Direção Nacional do CPPC
7-03-2026