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Os artistas e a Paz

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No próximo dia 11 de dezembro, às 18h00, terá lugar, no Gabinete da Bienal de Gaia
uma conversa com artistas.
Convidamos todos a participar!

Concerto pela Paz em Silves

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Decorreu no passado dia 24 de novembro o primeiro Concerto pela Paz que o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) realizou em Silves, no Teatro Mascarenhas Gregório, com apoio da Câmara Municipal e a intervenção generosa de associações culturais e artistas de Silves.
Este belo Concerto pela Paz insere-se na promoção da cultura da paz em alternativa à cultura da guerra, na defesa dos valores de Abril, no ano em que se comemoram os 50 anos da revolução de Abril, como foi assinalado nas intervenções ali proferidas por Ilda Figueiredo, em nome do CPPC, e pela vice-presidente da Câmara Municipal de Silves, Luisa Luis.
Apresentado por Tema Caroço, participaram os jovens da Associação de dança STAM, o artista Benvindo Barros acompanhado por Toni Sá, o Grupo Firmeza - Batucadeiras de Almancil, o poeta Manuel Neto dos Santos, e o quarteto de saxofones da Sociedade Filarmónica Silvense, SATB.
Foi o 10º Concerto pela Paz que o CPPC realizou este ano, na defesa da paz, amizade e cooperação entre os povos e na exigência do cumprimento da Carta da ONU e da Constituição da República Portuguesa.

Conselho Mundial da Paz reúne no Nepal

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O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) participou, nos dias 9 e 10 de novembro, na reunião do Comité Executivo do Conselho Mundial da Paz (CMP) que teve lugar em Kathmandu, no Nepal.
Enquanto coordenador do CMP para a Europa, o CPPC apresentou o relatório das organizações membro do CMP da região Europa, que resultou do trabalho coletivo destas organizações e em que se destaca que os EUA e a NATO são os principais responsáveis pelas ameaças à paz e à segurança no mundo, em virtude da sua política de confrontação no plano internacional.
O Comité Executivo do CMP analisou a situação internacional, expressando séria preocupação com as crescentes tensões por todo o mundo, e sublinhou a importância do desenvolvimento da luta pela paz.
Face à gravidade da situação no Médio Oriente, com o prosseguimento do genocídio do povo palestiniano – onde as crianças correspondem a um terço do número total de vítimas – e a brutal escalada de guerra por parte de Israel contra o Líbano e outros países desta região, o Comité Executivo do CMP decidiu realizar uma sessão especial sobre esta intolerável situação. Nela, foram denunciados os crimes de Israel, que conta com o apoio de EUA e de outras potências da NATO e da UE, e exigiu-se o fim da ocupação por parte de Israel e a criação de um Estado da Palestina independente e viável nas fronteiras anteriores a 4 de junho de 1967, com Jerusalém Oriental como capital; o cumprimento do direito de regresso dos refugiados palestinianos; assim como a libertação de todos os prisioneiros palestinianos detidos nas prisões israelitas. Apoiando a iniciativa de África de Sul junto to Tribunal Internacional de Justiça, exigiu-se igualmente o fim da ocupação de todos os outros territórios árabes ilegalmente ocupados por Israel, em particular os Montes Golã sírios e os territórios libaneses.
Analisando a situação de guerra que se mantém no Leste da Europa, alertando para os riscos que esta pode comportar no que respeita a uma guerra de dimensão global, e reiterando que esta não teve início em 2022, mas em 2014, apelou-se ao da escalada armamentista e a uma solução politicamente negociada para o conflito. Foi identificado o papel e responsabilidade da NATO na promoção deste e de outros conflitos, bem como denunciada a sua intenção de continuar o seu alargamento, valorizando as iniciativas em vários países em torno da exigência da sua dissolução.
Reafirmando a importância da expressão da solidariedade com os povos que continuam a resistir à ingerência do imperialismo, assinalou-se a corajosa luta do povo cubano contra o bloqueio económico e as sanções impostas pelos EUA, que dificultam todos os aspetos da sua vida quotidiana. O CMP, saudou, acompanhando, a resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas que, por mais uma vez e por esmagadora maioria, exigiu o levantamento do bloqueio dos EUA contra Cuba, e exigiu a retirada de Cuba da lista dos Estados “patrocinadores de terrorismo”.
Foram destacadas datas e iniciativas que terão lugar no próximo ano e que devem servir para contribuir para o reforço da luta pela paz – comoo 80º aniversário da vitória sobre o nazi-fascismo ou dos 80 anos dos bombardeamentos atómicos de Hiroxima e Nagasaki pelos EUA –, assim como a continuação da luta contra a NATO, nomeadamente com o reforço da campanha “Paz Sim! NATO Não!”, procurando realizar ações em torno da Cimeira da NATO que, este ano, ocorre em Junho, nos Países Baixos.
O CPPC teve oportunidade de partilhar aspectos do seu trabalho em Portugal, destacando o empenho dado em torno de ações de construção da cultura da Paz, como os Concertos pela Paz (que chegarão aos 10, em 2024) e as sessões de educação para a Paz em várias escolas.
Foi dada importância à realização do III Encontro pela Paz, que teve lugar em Outubro de 2023, em Vila Nova de Gaia, com a participação de 800 pessoas e com o apoio de quase uma centena de organizações, pelo seu significado no que respeita à convergência em torno dos valores da paz, da amizade, da cooperação e da solidariedade.
Foram valorizadas as iniciativas de solidariedade com os povos que lutam pelos seus direitos e soberania, como Cuba, Venezuela ou Sara Ocidental, assinalando as mais de 100 iniciativas de solidariedade realizadas desde outubro de 2023, com o povo palestiniano, com especial destaque para a importante Jornada de Solidariedade que teve lugar em outubro do presente ano, com o lema “Palestina Livre! Paz no Médio Oriente!”.
O CPPC reafirmou o seu comprometimento com a luta pela Paz em Portugal e com o reforço do Conselho Mundial da Paz.
 
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