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Lisboa | Julho 2024 | Não à guerra! Paz Sim! NATO Não!

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"Não à guerra! Paz Sim! NATO Não!". Foi este o mote da tribuna pública realizada ao final da tarde de dia 9 no Largo José Saramago, em Lisboa, junto à fundação que tem o nome do escritor, ele próprio um lutador pela paz.
A sessão, conduzida por Idália Tiago, que citou passagens de José Saramago sobre a paz, o desarmamento e os direitos dos povos, contou com intervenções de representantes do CPPC, da CGTP-IN, do MPPM, do MDM, da FENPROF e do Projeto Ruído - Associação Juvenil.
O desarmamento geral, simultâneo e controlado, o respeito pela soberania dos povos, a dissolução dos blocos político-militares foram exigências reafirmadas, presentes também na Constituição da República Portuguesa.
No fundo, tratou-se de apontar um rumo alternativo ao que por estes dias está a ser agravado na cimeira da NATO que começou nesse mesmo dia em Washington, marcado pela intensificação da guerra, da corrida aos armamentos, do aumento das despesas militares. Quando assinala os seus 75 anos, a NATO assume-se cada vez mais como um bloco político-militar agressivo, ao serviço das pretensões hegemónicas dos EUA.
A guerra não interessa aos povos, insistiu-se em Lisboa, de onde emanou a determinação em prosseguir a ação pela paz, o desarmamento e a solidariedade.

Porto | Julho 2024 | Não à Guerra! Paz Sim! NATO Não!

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Realizou-se, na tarde do dia 8 de julho, no Porto, um significativo Acto Público na véspera do início da Cimeira da NATO, em Washington, nos EUA.
Numa zona central da cidade, mais de 100 activistas do Porto reuniram-se, intervindo e distribuindo centenas de documentos. Na intervenção e nas tarjetas, os participantes exigiram o desarmamento geral, simultâneo e controlado; o respeito da Constituição da República Portuguesa, que consagra entre os seus princípios o fim dos blocos político-militares, por parte das autoridades portuguesas; a dissolução da NATO; o cessar-fogo imediato e permanente na Faixa de Gaza, da entrada urgente de ajuda humanitária no território, da cessação imediata do apoio militar dado a Israel pelos EUA e outros membros da NATO e da UE, da criação do Estado da Palestina; e a criação de um sistema de segurança coletivo assente nos princípios da Carta das Nações Unidas!
Paz Sim!

Não à Guerra! Paz Sim! NATO Não!

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A Cimeira da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) que se realiza em Washington, dias 9 e 10 de Julho, e que assinala os 75 anos da criação deste bloco político-militar, pelos seus objetivos belicistas já afirmados ou reafirmados, constitui uma má notícia para a salvaguarda da paz e o assegurar da segurança colectiva, para os direitos e a soberania dos povos no mundo.
Recordemos que proclamando-se como defensora da democracia e do «mundo livre», a NATO contou com o fascismo português como seu membro fundador, tendo apoiado a ditadura fascista e os treze anos de injusta guerra colonial à custa do povo português e contra a luta dos povos africanos pela conquista da sua libertação nacional.
 
Tendo lugar num momento marcado pelo aumento das tensões internacionais, pelo qual a NATO é uma das primeiras responsáveis – seja no Leste da Europa, no Médio Oriente ou na região da Ásia-Pacífico –, as intenções até agora anunciadas para esta Cimeira contribuirão ainda mais para o seu agravamento, com as consequências trágicas e os sérios perigos que tal comporta.
 
A apologia e o fomento do militarismo, o vertiginoso aumento das despesas militares, a insana intensificação da escalada armamentista, o irresponsável agravamento da retórica belicista, que a NATO protagoniza, não contribuem para a paz e a segurança, antes agravam os conflitos já existentes, os riscos de novas guerra, as ameaças com que a Humanidade se confronta.
A NATO é, desde a sua fundação, expressão da política externa dos EUA e dos seus propósitos hegemónicos. Foi em seu nome que se promoveu o aumento das despesas militares, em que os seus 32 países membro são responsáveis por mais de metade das despesas militares dos 193 países no mundo; que se promoveram golpes de Estado; que se atacaram militarmente a Jugoslávia, o Iraque, o Afeganistão ou a Líbia; que se espalharam bases e contingentes militares pela Europa; que se promoveu o seu alargamento até às fronteiras da Rússia, o que conduziu ao atual conflito na Ucrânia; que se amplia a sua ação belicista a todo o mundo, sobretudo à Ásia, visando os países desta região e, particularmente, a China; que a União Europeia se constitui no seu pilar europeu – a NATO é o principal fator de desestabilização e guerra no mundo.
 
A atual situação de agravamento da confrontação e guerra tem múltiplas consequências: nos países afetados provoca a morte, o sofrimento, a destruição; nos demais contribui para a degradação das condições de vida – ao desviar para o militarismo e a guerra colossais verbas que tanta falta fazem, como por exemplo nos serviços públicos de saúde, da educação, da segurança social ou na habitação – e abrir a porta à limitação de liberdades, ao ataque à democracia, ao incremento do discurso de ódio, às desigualdades, às injustiças, às discriminações.
 
Perante a realização da Cimeira da NATO, é necessário afirmar a necessidade do:
 
- fim do aumento das despesas militares e da escalada armamentista;
- fim da política de confrontação e guerra e da abertura de negociações com vista à solução política dos conflitos, respeitando os legítimos anseios de segurança de todos os Estados, com base nos princípios da Ata Final da Conferência de Helsínquia;
- desarmamento geral, simultâneo e controlado;
- cessar-fogo imediato e permanente na Faixa de Gaza, da entrada urgente de ajuda humanitária no território, da cessação imediata do apoio militar dado a Israel pelos EUA e outros membros da NATO e da UE, da criação do Estado da Palestina;
- respeito da Constituição da República Portuguesa, que consagra entre os seus princípios o fim dos blocos político-militares, por parte das autoridades portuguesas;
- da dissolução da NATO e da criação de um sistema de segurança coletivo assente nos princípios da Carta das Nações Unidas.
 
Assim apelamos à participação nos Actos Públicos sob o lema «Não à Guerra! Paz Sim! NATO Não!», que têm lugar no Porto, dia 8 de julho, pelas 18h00, na Rua de Santa Catarina (junto à estação de metro do Bolhão), e em Lisboa, dia 9 de julho, pelas 18h00, no Largo José Saramago.
 
A Direção Nacional do CPPC
08-07-2024

Despedida do Handala

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Terminou, no dia 7 de Julho, a estadia da embarcação Handala, da Flotilha da Liberdade, em Lisboa
Várias pessoas se juntaram na Marina do Parque das Nações para se despedirem, no dia 7, da tripulação, reafirmando uma vez mais a solidariedade com o povo palestino e desejando sucesso aos participantes que rumam em direção à Faixa de Gaza e que se deslocam agora para a próxima paragem, em Málaga, onde chegarão daqui a doos dias.
As organizações promotoras ofereceram à tripulação e ao Handala uma faixa que relembra a sua passagem em Lisboa.
Palestina Vencerá!