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9 de maio – Comemorar a vitória sobre o nazi-fascismo

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Neste 9 de maio, quando se assinala o 79.º aniversário da vitória sobre o nazi-fascismo na Segunda Guerra Mundial, o Conselho Português para a Paz e Cooperação reafirma a sua determinação em prosseguir a luta pela paz, o desarmamento, a soberania e o progresso social.
A vitória sobre o nazi-fascismo, expressão particularmente agressiva do imperialismo, abriu no mundo um caminho libertador e emancipador, com a construção de novas sociedades de progresso social, com a conquista de direitos democráticos, com a derrota de impérios coloniais, com a afirmação de princípios de paz, soberania, igualdade e cooperação nas relações internacionais.
Mas o imperialismo tudo fez para suster e impor a inversão deste movimento libertador e, na atualidade, procura por todos os meios manter a sua hegemonia planetária. Assim se compreende a retirada dos EUA de importantes acordos de controlo e redução de armamentos; a escalada belicista no Leste da Europa, incluindo com os sucessivos alargamentos da NATO visando a Rússia; o genocídio em curso na Faixa de Gaza; ou a militarização na Ásia-Pacífico, onde se procura replicar em torno da China o catastrófico cenário que se verifica na Europa – realidades cujos dramáticos efeitos e perigos, para os quais o CPPC não se cansou se alertar, estão hoje à vista.
Este estado permanente de tensão, confrontação e guerra serve os interesses da indústria do armamento e de outros grupos económicos, mas não serve os povos – em primeiro lugar os povos que são sujeitos à guerra, evidentemente, mas também outros povos colocados perante o agravamento das suas condições de vida, a limitação das liberdades e da democracia, a difusão de conceções xenófobos, racistas e militaristas.
A situação internacional é, hoje, muito diferente daquela que emanou da vitória sobre o nazi-fascismo. Mas um ensinamento permanece: em última instância, são os povos, com a sua ação e a sua luta em defesa da paz, das liberdades, dos direitos, e contra o fascismo e a guerra, que escrevem a História. Hoje, em Aveiro, amanhã, sexta-feira, no Porto, e sábado, em Lisboa e em Torres Novas, escreveremos mais duas das suas páginas, com as ações pela Paz no mundo, por uma Palestina independente, para afirmar não à guerra!
A Direção Nacional do CPPC
09-05-2024

Paz no Mundo! Palestina Livre! Não à Guerra! - Coimbra 8 Maio

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Centenas de pessoas manifestaram-se ontem, dia 8 de maio, entre a Ponte de Santa Clara e a Praça 8 de Maio, pela Paz no Mundo, por uma Palestina Livre e por um rotundo Não à Guerra.
A manifestação foi convocada pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), pelo Movimento Pelos Direitos do Povo Palestino e Pela Paz no Médio Oriente (MPPM), pela União dos Sindicatos de Coimbra/CGTP-IN e pelo Projecto Ruído - Associação Juvenil.
Condenou-se o genocídio que prossegue na Faixa de Gaza e reafirmou-se a urgência de um cessar-fogo imediato e a solidariedade com o povo palestino!
Pelo direito a viver em Paz!

Fim ao genocídio! É urgente um cessar-fogo imediato e permanente na Faixa de Gaza!

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O Conselho Português para a Paz e Cooperação condena veementemente o massacre do povo palestiniano que Israel continua impunemente a levar a cabo na Faixa de Gaza.
De 6 para 7 de Maio, Israel bombardeou Rafah, incluindo habitações, provocando mais mortes a juntar aos mais de 34 milhares de palestinianos, na sua maioria crianças e mulheres, que as forças militares e os colonos israelitas mataram nos últimos sete meses.
A cidade de Rafah, onde se encontram refugiados 1,4 milhão de palestinianos – o que corresponde a mais da metade da população da Faixa de Gaza – é o principal ponto de passagem da ajuda humanitária, cujo acesso, até às Nações Unidas, foi proibido por Israel. Rafah foi o local que Israel assinalou como «ponto seguro» para onde se deveriam deslocar os palestinianos das outras zonas do território. No entanto, Israel está a bombardear Rafah e tomou o controlo militar da passagem para o Egipto.
Israel tudo tem bombardeado. Hospitais, centros de saúde, escolas e instalações das Nações Unidas são considerados como alvos militares e arrasados.
São já mais de 110 mil os palestinianos mortos ou feridos, na sua maioria crianças e mulheres.
Médicos, profissionais de saúde, funcionários das Nações Unidas e de agências humanitárias são sistematicamente mortos pelas forças militares israelitas. Também o número de jornalistas mortos já ultrapassa a centena, porque Israel quer esconder os seus crimes a todo o custo.
Tal como milhões de pessoas que se manifestam por todo o mundo, não somos indiferentes ao sofrimento do povo palestiniano e expressamos a nossa indignação, repulsa e condenação da barbárie levada a cabo pelas autoridades israelitas.
Como denunciamos e condenamos a hipocrisia e a vergonhosa cumplicidade dos EUA e da UE com os crimes de Israel.
Por isso reafirmamos:
É urgente um cessar-fogo imediato e permanente!
É urgente por fim aos bombardeamentos, ao genocídio!
É urgente a Paz!
Junta-te a nós,
Participa nas ações pela Paz e pela Palestina livre
8 de Maio – Manifestação, 18h00 Ponte de Santa Clara, em Coimbra
9 de Maio – Acto Público, 18h00 Estação da CP, em Aveiro
10 de Maio – Concentração, 18h00 Praceta da Palestina, no Porto
11 de Maio – Torres Novas, 17h00 Jardim das Rosas, em Torres Novas
e também a
11 de Maio – Manifestação, 15h00 Largo José Saramago, em Lisboa