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O 25 de Abril e a Paz na Escola D. João V

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No passado dia 18 de janeiro, realizaram-se, na Escola D. João V, na Damaia, duas importantes sessões de Educação para a Paz subordinadas ao tema "O 25 de Abril e a Paz".
Ambas sessões foram dirigidas e apresentadas pela ativista da Paz, Maria do Rosário Amador, e contaram com a presença e participação de centenas de alunos e dezenas de professores. Na primeira, para turmas do 3º e 4º anos, participou o capitão de Abril e Presidente da Mesa da Assembleia da Paz do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), José Baptista Alves, e, na segunda, dirigida a estudantes do ensino básico, participou Eugénio Ruivo, ex-preso político, que deram um valioso contributo para a discussão sobre a importância da luta pela Paz e pelo progresso e contra a ditadura fascista.
Na biblioteca da Escola está patente, até ao fim de Abril, a exposição do CPPC "Construir a Paz com os Valores de Abril" que realça a importância das movimentações em defesa da Paz que tiveram lugar em Portugal nos anos da ditadura, a oposição verificada no país à guerra colonial e a repressão que se abateu sobre os que defendiam a Paz até à Revolução de Abril.

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Junta-te a nós na luta pela Paz!

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Conversa da Paz - Gaia | 15 de Janeiro

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Realizou-se, no passado dia 15 de janeiro, uma Conversa da Paz no Espaço Paz, em Vila Nova de Gaia.
Desta vez o tema foi a "Paz no Médio Oriente! Palestina Independente!"
Começou com a apresentação do filme "Palestine 1920 - The Other Side of the Palestinian Story" a que se seguiu uma conversa animada com a participação do escritor José António Gomes, em representação do MPPM, e de Ilda Figueiredo, do CPPC.
No final, apelou-se à participação na concentração que se vai realizar no próximo dia 24 de janeiro, às 18h00 na Praceta da Palestina (cruzamento da Rua Fernandes Tomás com a Rua do Bolhão), no Porto.
Palestina Vencerá!

Intervenção em nome das organizações promotoras da Manifestação de 14 de Janeiro, em Lisboa "Paz no Médio Oriente! Palestina Independente!"

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Três meses e uma semana. Cem dias. Duas mil e quatrocentas horas. Cento e quarenta e quatro mil minutos. Cada manhã é mais dolorosa, cada momento é mais insuportável, a revolta a crescer a cada instante na exata medida em que a matança se vulgariza, que, na perversa produção de “notícias”, a chacina abandona as primeiras páginas e a abertura dos noticiários e os discursos normalizadores procuram silenciar as vozes dissonantes.
Mais de 23 mil mortos e 58 mil feridos. Mais de 2 milhões de desalojados. A violência mais desabrida, cruel e inclemente, numa alucinada exibição de prepotência que não conhece limites, ameaça lançar o Médio Oriente num abismo de guerra, destruição e horror. São, claro, os bombardeamentos, maciços e indiscriminados, os ataques a hospitais e centros de saúde, aagências das Nações Unidas e organizações humanitárias, a destruição decasas, bairros inteiros, escolas, mesquitas e igrejas, património cultural. O uso
de armas proibidas, fósforo branco e munições de grande efeito destrutivo cujouso em zonas residenciais é proibido pelas convenções internacionais. O assassinato de médicos e de outros profissionais de saúde, de funcionários dasNações Unidas, de jornalistas. A privação de alimentos, de água e demedicamentos, com o alastramento consequente da fome e das doenças. Tudo isso e o mais que sabemos, mas que a comunicação social dominante silencia:as execuções sumárias e os massacres, a pilhagem dos bens nas casas
abandonadas pelas famílias palestinas, as prisões em massa, as sevícias e as humilhações, a tortura e os constantes maus tratos dentro dos cárceres israelitas, a destruição das infraestruturas nos campos de refugiados e nasvilas e cidades da Margem Ocidental. Israel também semeia o desemprego e apobreza entre os trabalhadores palestinos. São já quase 400 mil os empregos destruídos desde o intensificar da violência. Número que aumenta a cada dia
que passa.
Tudo, tudo isso e mais a verborreia genocida em Israel a apelar à aniquilação do povo palestino e sua expulsão da sua terra, como está a ser denunciadoperante o Tribunal Internacional de Justiça de Haia, por iniciativa meritória da África do Sul, hoje liberta do Apartheid.
Sabemos que nada disto é novo. Há quem queira apagar a longa história deocupação, colonização e expulsão dos palestinos promovida pelo sionismo ecomeçar a contagem do tempo apenas a partir de Outubro. Mas a agressãotem hoje uma escala e uma dimensão que o povo palestino só conheceu nos anos da Nakba. E, porém os Estados Unidos da América e os seus aliados,
nomeadamente na União Europeia, negam, silenciam, justificam, ou apoiam acarnificina. Todos eles são responsáveis, contrariando o clamor dos povos domundo, bem expresso nas votações na Assembleia Geral da ONU. Todos osgovernos que apoiam materialmente, que financiam, que deram ou venham a
dar apoio militar e logístico à agressão de Israel ao povo palestino sãoigualmente cúmplices do que configura ser um crime de genocídio e devem porisso ser responsabilizados.
As notícias dos últimos dias, nomeadamente os bombardeamentos dos Estados Unidos da América e do Reino Unido contra o já tão martirizado Iémen, confirmam que cada dia que passa torna mais ameaçador o perigo de umaguerra generalizada no Médio Oriente, com consequências catastróficas paraos seus povos e repercussões no mundo inteiro. E que ninguém se iluda: na Palestina há um povo a lutar pela sua sobrevivência, a suportar uma agressãocom uma brutal violência, com um imenso saldo de vítimas no banquete de morte com que Biden e Netanyahu e os seus cúmplices se comprazem.
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