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Saara Ocidental - A luta pela autodeterminação e independência

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No próximo dia 14 de dezembro, às 18h, realiza-se, na Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto uma sessão sobre o "Saara Ocidental - A luta pela autodeterminação e independência"
Participam, nesta sessão, Omar Mih (Representante da Frente Polisário em Portugal), Ilda Figueiredo (do Conselho Português para a Paz e Cooperação), Manuel Loff (Historiador) e Henrique Borges (do Sindicato dos Professores do Norte).
Convidamos todos a participar!

Profissionais da saúde apelam a um cessar-fogo imediato e permanente

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O Conselho Português para a Paz e Cooperação saúda o apelo promovido por profissionais de saúde portugueses a um cessar-fogo imediato e permanente e à urgente ajuda humanitária às populações e aos profissionais e serviços de saúde na Faixa de Gaza e noutros territórios palestinianos.
Mais de 250 profissionais da saúde assinaram já este apelo, unindo as suas vozes pelo fim pelo fim dos ataques às populações e a instalações hospitalares.
O apelo, que damos a conhecer, pode ser assinado em:
Profissionais de saúde portugueses apelam a um cessar-fogo imediato e permanente e à urgente ajuda humanitária às populações e aos profissionais e serviços de saúde na Faixa de Gaza
Nós, profissionais de saúde portugueses assistimos com profunda indignação e horror aos bombardeamentos e ataques do exército israelita contra hospitais e outras infraestruturas e serviços de saúde na Faixa de Gaza e noutros territórios palestinianos.
No último mês, a OMS registou mais de uma centena de bombardeamentos a serviços de saúde em Gaza, resultando em milhares de mortes e feridos entre a população, incluindo centenas de profissionais de saúde em serviço.
Os ataques de Israel que têm como alvo preferencial instalações médicas, profissionais de saúde, doentes e feridos constituem uma violação do Direito e das Convenções Internacionais Humanitárias e dos Direitos Humanos.
Os ataques direcionados a hospitais, bem como a veículos de transporte pré-hospitalar, impedem o acesso seguro dos feridos e doentes, na sua maioria crianças, mulheres e idosos, a cuidados de saúde essenciais e urgentes.
As ordens de Israel para a evacuação de hospitais e a óbvia impossibilidade do seu cumprimento de forma segura para doentes e profissionais revela que o seu verdadeiro objetivo não é o de proteger as populações.
Atualmente, já mais de metade dos hospitais da Faixa de Gaza estão inoperacionais e os poucos que ainda funcionam estão sob enorme pressão e à beira do colapso.
À medida que as instalações de saúde, os sistemas de água e saneamento são destruídos por Israel, a saúde pública na Faixa de Gaza fica mais comprometida.
O bloqueio que Israel impõe à entrada de ajuda humanitária tem restringido brutalmente o fornecimento de medicamentos e equipamentos essenciais, bem como de combustível indispensável ao funcionamento dos geradores hospitalares. Há cirurgias realizadas sem qualquer suporte anestésico, à luz de velas e telemóveis. A falta de energia já levou as equipas a ter que suspender procedimentos de suporte de órgão levando à morte de recém- nascidos e doentes críticos, situações profundamente dramáticas e inaceitáveis aos olhos de qualquer profissional de saúde.
Para nós, profissionais de saúde, é particularmente incompreensível, à luz dos princípios éticos da beneficência e não maleficência em que baseamos a nossa prática, e do compromisso que assumimos com quem cuidamos, que seja impedido o acesso a cuidados de saúde e que se anule a segurança, equidade e humanismo, pilares fundamentais das instituições de saúde.
Instamos o Governo português a que, no respeito da Constituição da República Portuguesa, da Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional, desenvolva todos os esforços para que sejam imediatamente interrompidos os ataques de Israel e para o cumprimento das resoluções das Nações Unidas que determinam a criação de um Estado da Palestina soberano e independente.
Os profissionais de saúde portugueses abaixo assinados condenam o massacre do povo palestiniano por Israel, em especial os ataques às populações e a instalações hospitalares, e apelam a um cessar-fogo imediato e permanente e à urgente ajuda humanitária às populações e aos profissionais e serviços de saúde na Faixa de Gaza e noutros territórios palestinianos.
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Manifestação no Porto - Semana de Solidariedade com o Povo Palestiniano

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No dia 26 de novembro teve início, com a manifestação no Porto, a semana de solidariedade com o povo palestiniano promovida pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação, pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional, pelo Movimento Pelos Direitos do Povo Palestiniano e Pela Paz no Médio Oriente e pelo Projecto Ruído.
Mais uma vez, centenas de pessoas, acompanhadas pela associação dos mareantes do Rio Douro, reafirmaram a exigência da Paz no Médio Oriente, afirmando que urge um cessar-fogo permanente e não apenas pausas humanitárias.
Apresentados pela jovem Joana Machado, intervieram Maria João Antunes, pelo MPPM, e Ilda Figueiredo, pelo CPPC, e houve ainda espaço para intervenções poéticas pelas vozes de Francisco Aguiar, Olga Dias e Pedro Marques.
A afirmação da semana de solidariedade com o povo palestiniano continuará com diversas ações, nas quais apelamos a participação de todos:
ÉVORA, 28 de novembro às 18h, no Largo Camões
LISBOA, 29 de novembro às 18h, no Martim Moniz
FUNCHAL, 29 de novembro às 19h, no Largo dos Varadouros

"Os estudantes querem a Paz! Paz no Médio Oriente! Palestina Independente!"

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Realizou-se no dia 22, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH-UNL), uma ação de solidariedade com a Palestina, promovida pela Associação de Estudantes. 
No pátio, plantou-se uma oliveira num local assinalado com uma placa, onde se lê "nós guardamos a sombra da oliveira e da figueira. Nós semeamos as ideias". Perante dezenas de estudantes, o representante diplomático da Palestina em Portugal, Nabil Abuznaid, agradeceu a solidariedade e valorizou os jovens que tomam posição pelas causas justas, pela paz e os direitos dos povos. Entre bandeiras e vivas à Palestina, garantiu que os jovens presentes vão recordar-se para sempre da posição que tomaram face ao genocídio em curso na Faixa de Gaza e que se orgulharão dela. 
Em seguida realizou-se um debate, em que participaram, para lá do representante diplomático palestiniano, Jorge Cadima (do MPPM), Gustavo Carneiro (do CPPC) e membros da Associação de Estudantes daquela faculdade. Denunciou-se a dimensão do massacre - morre uma criança a cada dez minutos, garante a Organização Mundial da Saúde -, a intenção de Israel ocupar toda a Palestina e o apoio político, diplomático, económico e militar que recebe dos Estados Unidos e das potências da União Europeia, sem o qual não faria o que faz. 
Integrou-se a atual escalada de guerra num processo que tem décadas, desmontou-se argumentos falaciosos que todos os dias são difundidos pelos média, recordou-se o papel que organizações judaicas assumem na denúncia do massacre e na luta pela libertação da Palestina e deu-se a conhecer as ações de solidariedade material que a Associação de Estudantes tem em curso, em parceria com a UNICEF. 
A mobilização para a concentração de 29 de novembro, em Lisboa, não foi esquecida.