O Conselho Português para a Paz e Cooperação saúda os homens e mulheres da cultura que unem as suas vozes pelo fim da agressão a Gaza.
O Movimento Pelos Direitos do Povo Palestino e Pela Paz no Médio Oriente dilvugou, no dia 19 de novembro, o "Apelo de mulheres e homens de cultura pelo fim da agressão a Gaza":
Apelo de mulheres e homens de cultura pelo fim da agressão a Gaza
É urgente travar o genocídio em Gaza!
É urgente impedir que a guerra alastre a todo o Médio Oriente!
O povo da Palestina precisa de justiça, não de massacres!
“Vemos, ouvimos e lemos. Não podemos ignorar.”
As imagens de horror que nos chegam de Gaza trazem-nos à memória o poema e a canção que nos falava de outros horrores. No Médio Oriente, e no mundo inteiro, todas as vidas contam, todas as vidas têm o mesmo valor e merecem ser respeitadas, todas as acções que visem populações civis são censuráveis e merecem a nossa condenação. É preciso parar!
Há um crime organizado a acontecer em Gaza. Extinguir famílias soterradas em bombardeamentos massivos que arrasam bairros inteiros, é crime de guerra. Cortar água, electricidade, comida e medicamentos é crime de guerra. Bombardear centros de abrigo das Nações Unidas, hospitais, escolas, colunas de refugiados, equipas médicas, jornalistas, igrejas e mesquitas, é crime de guerra. O castigo imposto colectivamente a um povo é crime de guerra. Vetar resoluções da ONU, pedindo um cessar-fogo humanitário é intolerável. Tudo isto tem de acabar, e acabar já! A cada hora que passa há mais vidas ceifadas e com cada uma dessas vidas, o futuro morre um pouco mais.
O perigo de que o massacre a que assistimos na Palestina alastre a todo o Médio Oriente é grande e premente. Pelo bem da Humanidade, é preciso parar, sem demora, a corrida para o abismo.
A comunidade internacional é responsável por uma injustiça cruel imposta ao povo palestiniano. O Estado independente, viável e soberano, que as resoluções das Nações Unidas há décadas lhe prometem, nunca viu a luz do dia. Essa é a raiz do problema. É aí que reside a sua solução.
Como no poema, façamos ouvir o concerto dos gritos. Nós, artistas, mulheres e homens de cultura, apelamos a que por todo o país e de múltiplas formas, se expressem as exigências inadiáveis do fim da agressão a Gaza e da Paz no Médio Oriente