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No Porto, ecou bem alto a defesa da Paz no Médio Oriente e da independência da Palestina, do fim da guerra e do massacre

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Mais de 1000 pessoas, esta tarde, dia 5 de novembro, no Porto, na manifestação pela paz no Médio Oriente e pela independência da Palestina, contra a guerra e o massacre que Israel faz em Gaza, pelo cessar fogo imediato, e pela ajuda humanitária urgente.
Na Praça D. João I , onde terminou a manifestação, seguiu-se um período de intervenções apresentado pela jovem Ana Pedro. Intervieram Tiago Oliveira, coordenador da USP/CGTP-IN, José António Gomes do secretariado nacional do MPPM, o professor Manuel Loff, um dos promotores de um manifesto de solidariedade com a Palestina, a estudante palestiniana Nur Latif e a encerrar Ilda Figueiredo, presidente da DN do CPPC que procurou resumir o que foi dito na seguinte moção ali aprovada e aplaudida:
Moção
Os participantes na Manifestação, no Porto, em 5 de novembro, “Paz no Médio Oriente - Palestina Independente - Não à guerra! Não ao massacre!”, promovida pela CGTP-IN, CPPC e MPPM reclamam:
1) O fim imediato dos bombardeamentos sobre a Faixa de Gaza e do massacre dos seus habitantes.
Esta é a exigência inadiável, de emergência, que tem de ser acompanhada pelo envio imediato de toda a ajuda humanitária necessária, pelo restabelecimento das condições de funcionamento dos hospitais e centros de apoio médico, pelo fim imediato do cruel e desumano cerco à Faixa de Gaza, em vigor desde há 17 anos, e pelo fim da violência das forças armadas e dos colonos israelitas contra a população da Cisjordânia.
2) Que seja cortado o passo à escalada e alastramento da guerra aos países vizinhos e a todo o Médio Oriente.
O perigo de extensão da guerra é evidente. Uma tal guerra generalizada no Médio Oriente, região já tão martirizada por décadas de invasões, agressões e guerras, seria uma catástrofe. É preciso travá-la, antes que se concretize.
3) Que se encete, finalmente, um real processo político conducente à criação dum Estado da Palestina, independente e soberano, com controlo das suas fronteiras.
Na origem daquilo a que assistimos estão décadas de ocupação e agressão israelita, décadas de negação do direito do povo da Palestina a um Estado independente e soberano, como prometido por inúmeras resoluções da ONU que ficaram sempre por cumprir.
Não pode haver Paz no Médio Oriente sem o reconhecimento dos direitos inalienáveis do povo da Palestina. É inadiável a exigência da concretização rápida desses direitos.
Essa é a única forma de pôr fim ao ciclo de guerra, ao sofrimento do povo palestiniano, do povo israelita e de todos os povos do Médio Oriente.
4) Aqueles que aqui estão hoje e que ao longo das últimas semanas nos temos manifestado pela paz e pelos direitos do povo palestiniano, lamentamos profundamente as declarações do Presidente da República, e afirmamos que elas não correspondem aos sentimentos do povo português, que deseja a Paz no Médio Oriente.
Afirmamos que todas as vidas contam e que o que é necessário agora é parar o massacre do povo palestino e respeitar os seus direitos nacionais que Israel desrespeita há 75 anos.
No final, afirmou-se que a luta continua e novas manifestações vão ser realizadas até que a paz exista.

"Bandeiras pela Paz" em Lisboa: pela paz no Médio Oriente e a Palestina independente

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8000 bandeiras, simbolizando os palestinianos mortos nas últimas semanas na Faixa de Gaza (quase metade dos quais são crianças), foram colocadas na Alameda D. Afonso Henriques, local onde se realizou na sexta-feira, 3, a vigília "Bandeiras pela Paz", promovida pelo CPPC, CGTP-IN, MPPM e Projeto Ruído - Associação Juvenil.
Ali se reafirmou a exigência de pôr fim ao massacre em curso naquele território palestiniano e de permitir a entrada imediata de ajuda humanitária. Lembrou-se também a necessidade de cumprir as resoluções das Nações Unidas, pondo fim à ocupação e criando um Estado da Palestina soberano, independente e viável.
Numa iniciativa marcada por uma forte carga emocional, intervieram representantes das organizações promotoras, ouviu-se poesia palestiniana na voz do ator António Olaio, a música da DJ Violet e as canções de Hadessa, uma delas escrita de propósito para aquela ocasião.
Entre os participantes contavam-se muitos membros da comunidade palestiniana em Portugal.

Pela Paz no Médio Oriente - em São João da Madeira

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Na Praça Luís Ribeiro, em S. João da Madeira, no dia 4 de Novembro, também amantes da paz saíram à rua para exigir o fim do massacre em Gaza, o fim da ocupação da Palestina por Israel, denunciando as ameaças de guerra que pairam sobre o Médio Oriente e exigindo a independência da Palestina.

Mundo rejeita bloqueio dos EUA contra Cuba

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A Assembleia Geral da ONU apelou de forma esmagadora ao fim do bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba. Apenas dois países – os próprios EUA e Israel votaram contra este apelo mundial – e só um se absteve – a Ucrânia. 187 países votaram favoravelmente.

O bloqueio norte-americano contra Cuba, imposto na década de 60, foi agravado durante a recente pandemia pela administração Trump, comprovando – a quem ainda tivesse dúvidas – a hipócrita falsidade dos argumentos "humanistas" e "democráticos" com que os EUA o tentam justificar.

Trata-se de um cruel e criminoso bloqueio que visa obstaculizar o direito ao desenvolvimento de Cuba e, assim, dificultar as condições de vida do povo cubano.

O seu caráter extraterritorial é, para além de ilegal, próprio de quem se julga dono do mundo, tentando ditar a outros com quem podem ou não ter relações económicas e comerciais no plano internacional.

Desde há mais de três décadas que o mundo reclama o fim do bloqueio, que não só prossegue como se tem inclusivamente intensificado, dificultando o acesso do povo cubano a bens essenciais como medicamentos, alimentos, combustíveis, matérias-primas e prejudicando a economia cubana em milhares de milhões de euros por ano.

Mas apesar de tudo isso, Cuba permanece no topo mundial em índices de saúde. educação e participação popular na tomada de decisões políticas.

Contudo, como afirmam as autoridades cubanas, o país seria «melhor sem o bloqueio», exigindo o seu imediato levantamento.

O Conselho Português para a Paz e Cooperação, que subscreveu recentemente o Apelo "Fim ao bloqueio dos EUA contra Cuba!" - onde se reafirma o direito de Cuba e do seu povo a escolher o seu caminho livre de ingerências externas, a exigência do imediato fim do bloqueio e a imediata retirada de Cuba da arbitrária e ilegítima lista dos EUA de «Estados patrocinadores do terrorismo» - reafirma a sua solidariedade com o povo cubano e insta o Governo português a adotar iniciativas que deem continuidade e expressão prática à justa posição do fim do bloqueio contra Cuba, que apoiou na Assembleia-geral das Nações Unidas.

A Direção Nacional do CPPC
03-11-2023