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"Dêem uma Oportunidade à Paz" - Acampamento Melides 2023

 

 

O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) esteve presente, entre os dias 21 e 23 de julho, no Acampamento "Dêem uma oportunidade à Paz", organizado pela Plataforma pela Paz e Desarmamento - à qual o CPPC pertence - e que se realizou em Melides, Grândola.
O acampamento teve início na sexta feira à tarde, onde centenas de jovens de todo o país foram chegando ao recinto do campismo, local que foi também palco da animação da primeira noite.
A abertura oficial do acampamento iniciou-se com as intervenções de José Pinho, Secretário-Geral do Projecto Ruído, de Bruno Mateus, presidente da Junta de Freguesia de Melides e António Figueira Mendes, presidente da Câmara Municipal de Grândola. Nas intervenções, recordou-se o festival "Dêem uma oportunidade à Paz" que se realizou há 40 anos, também em Grândola.
A noite seguiu com os concertos de Ruth Marlene, Pedro Mafama e Bateu Matou.
Entre praia e outras atividades que tiveram lugar durante o dia, o sábado (22 de julho) foi marcado pelo grande desfile pelas ruas de Melides, onde as centenas de jovens afirmaram os valores da Paz e onde ecoou "Paz sim! Guerra não!", "Para a guerra vao milhões para os jovens so tostoes". O desfile terminou no recinto da festa da fonte dos olhos que continuou noite dentro.
No ultimo dia do acampamento, o CPPC fez-se representar por Julie Neves, da direção nacional, no debate que contou tambem participação de outras organizações da plataforma.
Mais uma vez foram afirmados os valores da Paz, rejeitando o militarismo, a escalada de confrontação e da guerra por todo o mundo, e afirmou se a necessidade do cumprimento da Constituição da República portuguesa.
O CPPC falou do trabalho desenvolvido e por desenvolver, nomeadamente do III Encontro pela Paz, convidando todos os presentes a participar.
Os jovens querem a paz e não o que a guerra traz, e o acampamento foi uma grande demonstração disso.

 

 

 

Juntos por Cuba - 15 de Julho 2023 - Voz do Operário

O Conselho Português para a Paz e Cooperação - CPPC, umas das organizações promotoras e subscritoras do apelo "Juntos por Cuba" esteve presente no acto de solidariedade que se realizou na Voz do Operário, em Lisboa, no passado dia 15 de julho.
Foi uma importante iniciativa político-cultural que contou com a participação generosa de inúmeros músicos e as intervenções de Manuel Figueiredo, presidente d'A Voz do Operário e Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba. Para além do salão que contava com largas centenas de participantes, também o recinto exterior d'A Voz do Operário se encheu de solidariedade, onde tantas outras centenas acompanharam a iniciativa através de som e vídeo.

Ações Paz Sim! NATO Não! Campanha contra a Cimeira da NATO - Vilnius, Lituânia 2023

Nos dias 11 e 12 de julho, o Conselho Português para a Paz e Cooperação realizou várias ações enquadradas na Campanha contra a Cimeira da NATO, que se realizou nesses dois dias em Vilnius, na Lituânia.
No dia 11 e 12, realizaram-se ações de contacto com as populações nas cidades de Setúbal, Porto, Viseu e Coimbra com o jornal "Paz Sim! NATO Não!", que apela à Paz e denuncia os objetivos belicistas da NATO. Pode ser consultado aqui: https://shorturl.at/ILRT3
No dia 12, ao final da tarde, em Lisboa (em frente à Fundação José Saramago) realizou-se uma tribuna pública com o mesmo título, onde, entre as várias intervenções de várias organizações, foi reafirmada a urgência de se prosseguir um caminho alternativo, capaz de construir um mundo de paz, cooperação e solidariedade entre os povos do mundo.Ali se proclamou,mais uma vez, Paz sim! Guerra Não! e Paz sim ! NATO Não!

Por ocasião da Cimeira da NATO na Lituânia - Paz sim! NATO não!

O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) defende o desarmamento geral, simultâneo e controlado, a dissolução dos blocos político-militares e o estabelecimento de um sistema de segurança coletiva, com vista à criação de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos, como preconiza a Constituição da República Portuguesa.

Por isso, é com grande preocupação que acompanha a preparação da próxima Cimeira da NATO, nos próximos dias 11 e 12 de julho, na capital da Lituânia, Vilnius, pois, a sua agenda aponta para um novo e mais grave salto militarista, com o aumento das despesas militares, a insistência na escalada armamentista, a intensificação da política de confrontação e guerra na Europa, designadamente na Ucrânia, com os imensos riscos que lhe estão inerentes – uma agenda que em nada contribui para promover a paz e a segurança na Europa e no mundo, a que os povos tem direito e aspiram.

Numa recente reunião ministerial no âmbito da NATO – onde significativamente estiveram presentes responsáveis por algumas das maiores empresas de armamento do mundo –, o Secretário-geral Jens Stoltenberg reafirmou a exigência de que os países que integram a NATO atinjam, já em 2024, e como «patamar mínimo», 2% do PIB em gastos militares – verbas que faltam aos salários, às pensões, aos serviços públicos, nomeadamente da saúde, educação e proteção social, que são alvo de forte desinvestimento, com graves consequências para os povos.

Os 31 países que integram NATO são, desde há muito, os principais responsáveis pelas impressionantes e crescentes despesas militares ao nível internacional, sendo responsáveis por cerca de 55% – mais que os restantes 162 países do mundo em conjunto.

A NATO é responsável, direta ou indireta, por agressões militares, como contra a Jugoslávia, o Afeganistão, o Iraque ou a Líbia. O legado da sua ação são centenas de milhar de mortos, estropiados, deslocados, refugiados, órfãos, a violação dos mais elementares direitos humanos, dos direitos dos povos, da sua soberania, a destruição de Estados, infraestruturas, recursos naturais e meio ambiente.

Saliente-se que a NATO é, desde o primeiro momento, um instrumento da estratégia de domínio dos EUA. A sua criação, em 1949, permitiu manter e reforçar a presença militar norte-americana na Europa após o final da Segunda Guerra Mundial. Após o fim da União Soviética, aproximou-se das fronteiras da Federação Russa, com as suas bases, contingentes e mísseis – apesar das «garantias» norte-americanas de que não avançaria «nem um centímetro» para o Leste da Europa.

Desde o Tratado de Maastricht, em 1993, que a União Europeia se assume como o pilar europeu da NATO. Também através de «parcerias», de «acordos» e das centenas de bases militares que os seus membros têm espalhadas pelo mundo, a NATO procura ter uma presença militar no plano global.

A NATO procura expandir a sua política de bloco político-militar à Ásia-Pacífico. Desde a Cimeira da NATO de Madrid, em 2022, que a Austrália, a República da Coreia, o Japão e a Nova Zelândia participam nas cimeiras deste bloco político militar belicista. Recorde-se que a NATO e o Japão abrirão delegações, respectivamente, em Tóquio e em Bruxelas, na sede da NATO. Aliás, o Japão participou no denominado Air Defender 2023, os maiores exercícios aéreos que a NATO realizou.

A expansão da intervenção da NATO para a Ásia-Pacífico segue a política dos EUA de criar novas articulações e blocos político-militares nesta região, como o Quad (EUA, Japão, Índia e Coreia do Sul) e o AUKUS (EUA, Reino Unido e Austrália) – o seu principal e assumido objetivo é procurar conter o desenvolvimento e afirmação internacional da China, de modo a continuar a impor a hegemonia dos EUA no plano mundial.

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