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"Revolução: 50 anos/ 50 artistas" - Debate na 5ª Bienal de Gaia

Realizou-se ontem, 23 de abril, o primeiro debate na 5ª Bienal Internacional de Arte Gaia 2023 e que versou o tema em torno da exposição "Revolução: 50 anos/ 50 artistas" com moderação de Ilda Figueiredo, presidente da Direção Nacional do CPPC - Conselho Português para a Paz e Cooperação - que é também a curadora desta exposição.
Foram oradores o capitão de Abril e presidente da Mesa da Assembleia da Paz, Baptista Alves, e os artistas plásticos Emerenciano Rodrigues, Cabral Pinto, Eduarda Castro e Alexandre Rola.
Foi um grande momento de diálogo e de debate de ideias, com uma participação muito interessada e numerosa designadamente de artistas, autarcas, professores e outros intelectuais.
Ali se falou e exemplificou o que foi a repressão fascista, a guerra colonial, a miséria e o sofrimento dos povos, destacando-se a importância da revolução de Abril de 1974, os seus ideais e realizações, a liberdade, a democracia, a paz, os novos países após a descolonização portuguesa, o progresso social, as alterações democráticas, incluindo a promulgação da Constituição da República Portuguesa.
Foi igualmente salientado o muito que falta fazer, designadamente nas áreas sociais e da paz, e a necessidade do empenho de todos os democratas na defesa dos valores de Abril

A paz e o 25 de Abril em diversas expressões da arte

O passado dia 22 de abril foi um autêntico Dia da Paz, em Viana do Castelo. Começou, ao início da tarde , com uma caminhada pela Paz pelo jardim junto ao rio Lima e culminou na galeria Arca das Artes, no centro histórico da cidade. À noite, realizou-se um belo Concerto pela Paz, no Teatro Sá de Miranda.
Na galeria decorreu a abertura de duas exposições sobre a Paz e o 25 de Abril: de artistas plásticos com curadoria do pintor Cipriano Oquiniame em representação do Centro Cultural do Alto Minho, e de crianças, alunas da professora e artista plástica Fernanda Vilas Boas.
Com uma numerosa participação, também intervieram a advogada Mariana Rocha Neves, em nome da organização das comemorações populares do 25 de Abril, e Ilda Figueiredo em representação do Conselho Português para a Paz e Cooperação. Diversas crianças leram poemas e proclamou-se: 25 de Abril Sempre! Fascismo nunca mais!

Nos 47 anos do CPPC - continuar a luta em defesa da Paz

No dia 24 de Abril de 1976, poucos dias depois da promulgação da Constituição da República Portuguesa (CRP), foi formalmente constituído o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), herdeiro e continuador do movimento da paz surgido na década de 50 do século XX, que enfrentou a repressão do regime fascista e se bateu corajosamente contra a guerra, nomeadamente a guerra colonial, em prol da paz, do desarmamento, da solidariedade e da cooperação entre os povos do mundo.
Quer a Constituição da República Portuguesa, quer o CPPC, são filhos da Revolução de Abril, processo resultante da luta do povo português, e das suas transformações na construção de um novo Portugal democrático, com profundas alterações a nível social, cultural, político e económico.
A ligação entre a Constituição da República Portuguesa e o CPPC não se limita ao ano da sua formalização, sendo mais profunda pelo que ficou consagrado no artigo 7º da Constituição, nomeadamente no que respeita às causas de sempre do movimento da paz: o desarmamento geral, simultâneo e controlado, a dissolução dos blocos político-militares, o respeito pela soberania dos povos, a não ingerência, a rejeição do imperialismo, do colonialismo e de qualquer outra forma de agressão. Antes e após a sua formalização, estes são alguns dos valores que norteiam a ação do CPPC, que, nos dias que correm, mantêm toda a sua atualidade, sendo fundamental e urgente a sua defesa e respeito.
Nos tempos de incerteza que vivemos, este caminho apontado pela Constituição da República Portuguesa é o único que serve os interesses do povo português, porque é o caminho que condena as guerras e que defende a paz, a solidariedade, a amizade, a cooperação, a segurança na Europa e no mundo. Nem sempre as políticas dos vários governos portugueses foram consentâneas com os valores consagrados na Constituição da República Portuguesa relativamente às relações internacionais do País, sendo por isso, também, fundamental a exigência que o CPPC, em convergência com outras organizações e personalidades portugueses, têm feito, para o seu cumprimento.
Num momento em que nos aproximamos das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, da Revolução que consagrou o direito dos povos a viver em paz, a ação determinada do CPPC em prol da paz e da solidariedade, com base nos princípios que desde sempre norteiam a sua atividade, continua a ser necessária.
Com confiança na justeza destes mesmos princípios, reafirmamos o nosso compromisso de sempre de agir lado a lado com todos os quantos, em Portugal e no mundo, intervêm com a aspiração e convicção de que é possível um mundo justo, democrático, solidário, fraterno, de paz.
É também nesse contexto que estamos a realizar concertos, debates, exposições, iniciativas em escolas e na rua pela Paz, ações de solidariedade com os povos vítimas de agressões e guerras, e que, em conjunto com outras organizações, estamos a preparar o III Encontro pela Paz, a realizar em 28 de Outubro, em Vila Nova de Gaia, com o lema «Nos 50 anos de Abril, pela Paz, todos não somos demais!».
É fundamental o contributo de todos para esta luta e para a construção da paz!
Viva o 25 de Abril!
Viva a Paz!

O belo Concerto pela Paz em Viana do Castelo

Decorreu no dia 22 de abril o belo Concerto pela Paz, em Viana do Castelo, organizado pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) com apoio das autarquias locais - Câmara Municipal e Junta da União de Freguesias- no Teatro Sá de Miranda, em Viana do Castelo. O concerto encantou a numerosa assistência, que assim apoiou a generosidade dos artistas de diversas idades e se manifestou solidária na defesa da paz, contra a guerra.
Apresentado pela atriz Sara Costa, pelo palco passou a música, a dança, a poesia, a intervenção multifacetada de artistas de diversas idades e saberes, associações culturais e escolas artísticas. Começou com Unum Pulso, Duo de Percussão, da ARTEAM, a que se seguiram a Open Dance School, o Duo Ribeiro, a Maya Street Dance, o Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana, o músico Ré MENOR, o Grupo de Serenatas do Grupo de Danças e Cantares de Perre e a pequena surpresa do menino Martim Costa, que, com a teatralização do seu poema sobre o 25 de Abril, também encantou a assistência.
Ilda Figueiredo, presidente da Direção Nacional do Conselho Português para a Paz e Cooperação, na sua intervenção, agradeceu o apoio das autarquias locais - Câmara Municipal e Junta da União de Freguesias - do Teatro Sá de Miranda e dos seus trabalhadores, a generosidade dos artistas de diversas idades e das organizações participantes, a numerosa assistência que se manifestou solidária na defesa da paz, contra a guerra, salientou a complexidade da situação internacional que se vive, referiu-se à revolução do 25 de Abril, à Constituição da República Portuguesa e à sua defesa, explicitando alguns pontos do seu artigo 7º, designadamente a defesa da negociação para resolver conflitos e não o recurso à guerra.
Ilda Figueiredo referiu também a inauguração das duas exposições de artes sobre o 25 de Abril e a Paz (de crianças e de artistas plásticos), durante a tarde, na Barca das Artes e salientou também alguns dos objetivos e da programação do CPPC, apelando à mobilização de todos na defesa da paz e convidando a participar no III Encontro pela Paz a realizar em 28 de outubro, em Vila Nova de Gaia.