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Entregue Carta Aberta contra agressão militar dos EUA à Venezuela

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A Carta Aberta "Pela Paz e a Soberania! Não à agressão militar dos EUA à República Bolivariana da Venezuela e a outros países na América Latina e Caraíbas" foi entregue na residência oficial do primeiro-ministro ao final da manhã, por representantes das organizações promotoras: Associação de Amizade Portugal Cuba (AAPC), Associação Portuguesa de Juristas Democratas (APJD), Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional (CGTP-IN), Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), Movimento Democrático de Mulheres (MDM) e Projeto Ruído - Associação Juvenil.
Eis o teor da Carta:
Carta Aberta
Pela paz e a soberania!
Não à agressão militar dos EUA à República Bolivariana da Venezuela e a outros países na América Latina e Caraíbas
Exmo. Senhor
Primeiro Ministro
Dr. Luís Montenegro
Os princípios do direito internacional, consagrados na Carta das Nações Unidas, reconhecem a soberania e os direitos dos povos, incluindo à paz, ao desenvolvimento e a disporem dos seus recursos, e rejeitam a ingerência, a agressão e a guerra ou a sua ameaça, incluindo pela imposição de medidas coercivas unilaterais e o roubo de recursos.
A concentração de poderosos meios militares dos Estados Unidos da América junto às fronteiras da República Bolivariana da Venezuela, as ações belicistas, as ameaças de uma agressão militar contra este e outros países da região, os ataques a embarcações e o assassinato das suas tripulações, a apreensão de um petroleiro e a ameaça de um bloqueio naval, constituem claras violações do direito internacional que não podem deixar de ser denunciadas e condenadas.
A intensificação do bloqueio contra Cuba, as medidas coercivas contra a Nicarágua ou as pressões e as medidas económicas e políticas contra o Brasil, o México e outros Estados, revelam as intenções dos EUA de imporem o seu domínio sobre esta região e tentarem impedir a afirmação da soberania e o direito ao desenvolvimento dos povos latino-americanos e caribenhos.
O pretexto anunciado – o alegado “combate ao narcotráfico” – lembra outras falsidades que serviram para dar cobertura a guerras outrora desencadeadas, como as “armas de destruição massiva” usadas como pretexto para agredir e destruir o Iraque, que simplesmente não existiam. As reais motivações dos EUA eram, como são agora, outras: o controlo e o saque do petróleo – a Venezuela tem as maiores reservas do mundo – e de outros importantes recursos naturais, a imposição da sua hegemonia e a destruição de seja quem for que a estes intentos se oponha.
As organizações subscritoras desta Carta Aberta, que intervêm em várias áreas da vida do País, condenam as ameaças de agressão militar contra a República Bolivariana da Venezuela, que constituem uma ameaça contra o povo venezuelano, a sua soberania e os seus direitos, e lembram que vivem neste país centenas de milhares de emigrantes portugueses, que sofrerão igualmente com uma eventual agressão militar, do mesmo modo que têm sofrido com o bloqueio económico imposto pelos EUA à Venezuela, que tanto tem prejudicado o seu livre desenvolvimento e o bem-estar do seu povo.
Pelo que instam o Governo português a expressar a condenação da ingerência e das abertas violações do direito internacional por parte dos EUA, incluindo a declarada ameaça de agressão militar à Venezuela e a outros países da região, defendendo os interesses do povo português, nomeadamente da comunidade portuguesa na Venezuela, e em consonância com os princípios inscritos no artigo 7.º da Constituição da República Portuguesa.
Só o respeito pela soberania e os direitos dos povos asseguram a paz e a segurança na região da América Latina e Caraíbas, assim como por todo o mundo – o que corresponde às mais profundas aspirações dos povos.
Lisboa, 18 de Dezembro de 2025

Educação para a Paz - Vilela

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Numa sessão de educação para a Paz, o CPPC esteve na Escola Básica e Secundária de Vilela, no passado dia 10, Dia Internacional dos Direitos Humanos.
Os alunos do 5º, 6º e 9º anos decoraram a escola para festejar o 77º aniversario da assinatura em Paris da carta dos Direitos Humanos.
Nos debates, que Manuela Branco e Marta Cruz dinamizaram com os alunos, falou-se Justiça, Igualdade e Respeito pelas Diferenças; os Direitos Humanos e da Paz.
Marta Cruz falou ainda da sua visita ao Saara Ociental e da experiência de viver num campo de refugiados.
Os alunos fizeram uma Carta da Paz da Escola, que foi assinada pelos responsáveis de todas as turmas, pela Escola e pelo CPPC.

Solidariedade com os povos da América Latina e Caraíbas, contra a agressão dos EUA à Venezuela

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Mobilizados pelo CPPC e pela Associação de Amizade Portugal-Cuba (AAPC), dezenas de pessoas concentraram-se junto à estátua de Simón Bolívar, em Lisboa, ao final da tarde de terça-feira 16, para protestar contra as ameaças dos EUA contra a República Bolivariana da Venezuela e expressar a sua solidariedade aos povos da América Latina.
Intervindo em nome das duas organizações, a presidente da AAPC, Sandra Pereira, salientou que ali se exigia "o cumprimento dos princípios do direito internacional, consagrados na Carta das Nações Unidas, que reconhecem a soberania e os direitos dos povos, incluindo à paz, ao desenvolvimento e a disporem dos seus recursos, e que rejeitam a ingerência, a agressão e a guerra ou a sua ameaça, incluindo pela imposição de medidas coercivas unilaterais e o roubo de recursos". São exatamente esses princípios, denunciou, "que estão a ser violados, uma vez mais, pelos EUA".
Denunciando a concentração de poderosos meios militares norte-americanos junto às fronteiras da Venezuela, as ações belicistas, as ameaças de uma agressão militar contra este e outros países da região, os ataques a embarcações e o assassinato das suas tripulações, a apreensão de um petroleiro e a ameaça de um bloqueio naval", Sandra Pereira relacionou estas ações com anos e anos de ingerências e agressões dos EUA contra a Revolução Bolivariana: "O que os EUA pretendem é apoderarem-se, de novo, dos imensos recursos naturais da Venezuela, país que tem as maiores reservas de petróleo do mundo e é rico em gás natural, ouro, água doce e diversos minerais raros de grande utilização industrial. É isto, e não quaisquer falsas e hipócritas preocupações com a 'democracia' ou o 'narcotráfico', que move os EUA."
A presidente da direção nacional do CPPC, Isabel Camarinha, anunciou a entrega ao primeiro-ministro, na próxima quinta-feira, de uma Carta Aberta subscrita por seis organizações em que se expressa o repúdio pelas ameaças de agressão militar norte-americana contra a Venezuela.
Estiveram presentes a Embaixadora e representantes da Embaixada e do Consulado da República Bolivariana da Venezuela.

Saudação à CGTP - Greve Geral

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À CGTP-IN

O Conselho Português para a Paz e Cooperação saúda a Greve Geral de 11 de dezembro, a CGTP-IN e os trabalhadores portugueses que, com a sua luta e determinação, defendem os seus direitos e constroem um país mais justo, desenvolvido e soberano.
O mundo de paz, cooperação e solidariedade pelo qual o CPPC se bate assenta na justiça e no progresso social, no respeito pelos direitos dos trabalhadores e dos povos - que, no nosso país, foram conquistados com Abril e que a Constituição da República consagrou -, objectivos inerentes à greve geral.
Viva a luta dos trabalhadores e dos povos, por um país e um mundo de paz, cooperação e progresso social.

A Direcção Nacional do CPPC
10 de dezembro de 2025