Outras Notícias

FacebookTwitterRSS Feed

Reunião Municípios pela Paz

Criado em 2016 por iniciativa do Conselho Português para a Paz e Cooperação e da Câmara Municipal do Seixal, o Movimento Municípios pela Paz reuniu-se no dia 8 de abril nos Serviços Centrais da autarquia.
 
O momento incluiu uma visita à exposição da Mayors for Peace sobre a devastação atómica provocada pelas bombas nucleares de Hiroxima e Nagasáqui.
Fundado por 14 municípios, o movimento soma atualmente 45 concelhos aderentes, unidos pelos objetivos da paz, cooperação e solidariedade entre os povos, independentemente das suas diferentes sensibilidades políticas.
 
Da reunião, em que participaram eleitos e técnicos municipais, saíram três conclusões principais:
 
A vontade de aliar esforços para assinalar datas simbólicas e realizar iniciativas conjuntas que promovam a paz;
 
A promoção de uma petição que inste Portugal a ratificar o Tratado sobre a Proibição das Armas Nucleares, aprovado em 2017 por 122 estados participantes numa conferência da Organização das Nações Unidas e que tem como primeiro subscritor o Estado do Vaticano;
 
A subscrição de uma resolução que defende «uma solução negociada para o conflito na Ucrânia», expressa «de forma ampla a solidariedade com o povo ucraniano» e outros povos vitimados por guerras e apela à receção em «condições dignas» de refugiados de diferentes conflitos bélicos.
 
A fotografia é da autoria do Munícipio do Seixal

Matosinhos debate a Paz - urgência do nosso tempo

Matosinhos debate a Paz - urgência do nosso tempo
 
Decorreu na Junta de Freguesia de Matosinhos o debate promovido pelo CPPC sobre a Paz - urgência do nosso tempo, com a participação de Ilda Figueiredo, José Pedro Rodrigues e Rui Pereira, que abordaram os grandes temas do momento, com destaque para a guerra na Ucrânia, a corrida aos armamentos, a campanha ideológica na defesa da guerra, as consequências para os povos vítimas destas situações de guerra, sanções, bloqueios, ocupações e dos povos de todos o mundo vítimas do negócio da guerra.
 
Ali se recordaram os princípios da Carta das Nações Unidas, a Acta Final de Helsínquia e a Constituição da República Portuguesa que urge cumprir na defesa da liberdade, do progresso social e da paz que os povos pretendem e merecem.

Comemoração do 46º aniversário da CRP no Porto

Realizou-se no passado dia 2 de abril, no Porto, uma sessão cultural comemorativa da Constituição da República Portuguesa, que envolveu 12 organizações, que intervieram de diversas formas na iniciativa muito participada.
 
A apresentadora Beatriz Silva chamou ao palco um representante de cada uma das 12 organizações, leu o documento que todos subscreveram sobre a importância do momento: comemorar a Constituição de Abril, aprovada há 46 anos, que ainda hoje é um dos textos mais progressistas do mundo, apesar das sete revisões que, entretanto, sofreu.
 
Em nome do Conselho Português para a Paz e Cooperação, Ilda Figueiredo abriu e justificou a sessão, seguindo-se intervenções de representantes das diversas organizações, intercaladas com poesia e momentos musicais, onde intervieram guitarristas Eduardo B. Soares e Paulo Gomes, a artista Ana Ribeiro, tendo finalizado com o Coral de Letras da Universidade do Porto,
dirigido pelo maestro Borges Coelho, com as canções “Grândola vila morena” e “Acordai”.

Comemorar a Constituição de Abril

 

A 2 de abril de 1976, os deputados da Assembleia Constituinte, eleitos nas primeiras eleições em liberdade do nosso país, aprovavam e promulgavam a Constituição da República Portuguesa. Fruto da vitória da Revolução de Abril, a Constituição traduziu a vontade do povo português de rompimento definitivo com o regime fascista e colonialista, de transformação profunda das condições económicas, sociais, políticas e culturais do país, no sentido do progresso, justiça social e ampla democracia no quadro da independência e soberania nacionais, paz, amizade e cooperação com todos os povos.
Apesar das revisões que sofreu desde então e a foram tolhendo no que tinha de mais democrático, rico e avançado, a Constituição da República Portuguesa ainda regista parte importante da perspetiva progressista, emancipadora, solidária e pacífica que iluminava a esmagadora maioria dos deputados constituintes e que, ainda hoje, a distingue como uma das mais modernas e democráticas constituições do mundo.
Enquanto poderosa afirmação de soberania e independência a Constituição transformou Portugal num país democrático dotado de capacidade para ter voz própria nas grandes questões internacionais, sob orientação dos princípios enunciados no seu Artigo 7.º (Relações Internacionais), designadamente:
«Portugal rege-se nas relações internacionais pelos princípios da independência nacional, do respeito dos direitos do homem, dos direitos dos povos, da igualdade entre os Estados, da solução pacífica dos conflitos internacionais, da não ingerência nos assuntos internos dos outros Estados e da cooperação com todos os outros povos para a emancipação e o progresso da humanidade.
Portugal preconiza a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos, bem como o desarmamento geral, simultâneo e controlado, a dissolução dos blocos político-militares e o estabelecimento de um sistema de segurança coletiva, com vista à criação de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos.
Portugal reconhece o direito dos povos à autodeterminação e independência e ao desenvolvimento, bem como o direito à insurreição contra todas as formas de opressão.»
No entanto, os sucessivos governos têm envolvido Portugal nos desígnios belicistas e hegemónicos dos Estados Unidos da América/NATO e das grandes potências europeias. Em contradição com o comando constitucional, a política desses governos tem mostrado total incapacidade para manter distanciamento, quando não são ativamente coniventes, em relação a ilegalidades e ingerências de todo o tipo perpetradas por aquelas potências – desde a cedência de território nacional para lançamento de aventuras belicistas, ao reconhecimento de títeres políticos e à retenção de ativos de estados soberanos por bancos portugueses.
Ao reafirmar-se comprometido com o caminho emancipador e pacífico indicado na Constituição de Abril, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) mantém-se determinado em prol da paz, da segurança e da cooperação internacionais; da amizade, cooperação e solidariedade entre os povos.
O CPPC assume como suas as causas da dissolução dos blocos político-militares; do fim das bases militares estrangeiras, das armas nucleares e de outras armas de destruição massiva. Assume, igualmente, como suas as causas do respeito pela soberania e independência dos Estados; do direito dos povos a definirem o seu próprio destino livre de ingerências.
Nestes tempos de incerteza, complexos e perigosos, o CPPC reitera a confiança na justeza da sua linha de orientação e dos princípios consagrados na Constituição da República Portuguesa, e reafirma-se disposto a agir lado a lado com todos quantos, em Portugal e no mundo, intervêm convictos de que um mundo justo, solidário e de paz é não só desejável como possível.