Dia da Resistência Indígena

Efectivar o direito à água, impedir a privatização
tempo de concretizar!
Por ocasião do Dia Nacional da Água de 2016, a campanha «Água é de todos» exige o cumprimento efectivo do direito à água e ao saneamento, a defesa das funções da água e a sua gestão pública como condição de democracia, desenvolvimento e coesão social
Assinala-se no próximo dia 1 de Outubro, o Dia Nacional da Água. Marcando simbolicamente o início do ano hidrológico, este dia tem lugar num momento em que o País procura recuperar das gravosas consequências das políticas de austeridade implementadas com especial violência nos últimos quatro anos, e que aprofundaram como nunca a pobreza, o desemprego e as desigualdades sociais.
Os impactos destas políticas no direito à água e no sector foram igualmente devastadores. As funções públicas de protecção e fiscalização da água foram severamente atingidas, deixando campo aberto à impunidade, como comprovam os casos de poluição no rio Tejo e no rio Almonda; o estrangulamento financeiro das autarquias, a destruição do emprego público, os cortes cegos impostos às empresas públicas fragilizaram a prestação dos serviços públicos de águas e saneamento.

O Conselho Português para a Paz e Cooperação assinalou, ontem, no Porto, em colaboração com a Universidade Popular do Porto, o Dia Internacional para a eliminação total das armas nucleares.
Na iniciativa participaram, entre outros, a embaixadora de Cuba, Johana Tablada, o médico Sérgio Vinagre, o escritor José António Gomes e Ilda Figueiredo em representação do CPPC.
Os intervenientes justificaram a importância da iniciativa considerando que o desarmamento nuclear global é uma questão central na defesa da paz, para a sobrevivência da própria espécie humana e da manutenção da vida sobre a Terra como hoje a conhecemos.

Tendo em conta o que representaria uma guerra nuclear, o desarmamento nuclear global é uma questão central na defesa da paz, para a sobrevivência da própria espécie humana e da manutenção da vida sobre a Terra como hoje a conhecemos.
A presença de armamentos nucleares nos arsenais de alguns países é uma ameaça sobre cada um de nós, sobre os povos, sobre todos os seres vivos no planeta. Nunca uma tal ameaça existira até ao advento da utilização militar da energia nuclear.
Depois do holocausto de Hiroshima e Nagasaki, em 1945, quando, pela primeira e única vez, os Estados Unidos da América lançaram duas bombas atómicas sobre as populações de duas cidades japonesas, causando centenas de milhares de mortos e efeitos que até hoje perduram, houve grande desenvolvimento do armamento nuclear. E dos muitos milhares de ogivas nucleares armazenadas em instalações militares, de que uma parte significativa está pronta a ser utilizada, apenas um por cento chegaria para libertar a energia equivalente a 4000 bombas de Hiroxima e destruir a civilização humana.