Comemorações Populares do 25 de Abril no Porto


O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) denuncia o assassinato, no passado dia 15 de Abril, do activista político e sindicalista sarauí, Brahim Saika, pelas autoridades do Reino de Marrocos.
Detido pelas forças policiais marroquinas em 1 de Abril - pouco antes da realização de uma manifestação de protesto contra as politicas de discriminação e segregação nos territórios ocupados do Sara Ocidental responsáveis pelo elevadíssimo nível de desemprego entre a população sarauí -, Brahim Saika foi torturado durante várias horas. Como protesto contra as arbitrariedades da polícia e os maus tratos e tortura a que estava a ser submetido, Brahim Saika iniciou uma greve de fome.

Realizou-se, no Algarve, um conjunto de debates em três escolas secundárias - Olhão, Lagos e Loulé - envolvendo mais de 300 alunos e diversos professores, sobre a importância da luta pela Paz, num momento tão complexo como aquele que se vive, numa parceria que envolveu o Conselho Português para a Paz e Cooperação, o Sindicato dos Professores da Zona Sul, as direcções dos respectivos agrupamentos e, no caso de Loulé a Câmara Municipal de Loulé.

O Dia Mundial de Solidariedade com a Venezuela foi assinalado em Portugal, no dia 19, com uma sessão pública realizada pelo CPPC no Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada. Os presentes, em nome próprio ou representando as suas organizações e instituições, escutaram as intervenções do Ex.mo Senhor Embaixador da República Bolivariana da Venezuela, Lucas Rincón, do membro do Conselho Nacional da CGTP-IN, João Barreiros, e dos representantes do CPPC Gustavo Carneiro e Luís Carapinha.
Na sessão foram reveladas as verdadeiras razões que estão por detrás da declaração, pelos EUA, da Venezuela como uma «ameaça inusual e extraordinária» à sua segurança e política externa: as imensas riquezas naturais que possui, a orientação progressista da política do governo nos últimos 18 anos e o rumo soberano que trilha desde a primeira vitória eleitoral de Hugo Chávez, em 1998. Nas várias intervenções foram valorizadas as grandes conquistas sociais alcançadas pelo povo venezuelano nos últimos anos, na educação, na saúde, na habitação e na redução das desigualdades e denunciada a ingerência, as ameaças e a sabotagem económica perpetrada contra o país.
Vincada foi, uma vez mais, a solidariedade do CPPC e do movimento da paz português com o povo venezuelano e com o rumo de progresso, justiça social e paz que há muito vêm trilhando. A defesa da soberania dos estados é um princípio norteador da actividade do CPPC, mas é mais do que isso: é um desígnio constitucional e um eixo central da Carta das Nações Unidas, que rege as relações entre países.