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O auditório Manuel Artur dos Santos, em Leiria, acolheu no passado dia 24 uma sessão inserida na divulgação do Apelo «Paz Sim! Guerra e Corrida aos Armamentos Não!» e dos desfiles que no seu âmbito se convocaram, tendo-se realizado no sábado o desfile em Lisboa, e por realizar o do Porto na próxima quarta feira, dia 29 de junho.
Coube a Gustavo Carneiro, dirigente do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), lançar o debate, sublinhando a urgência da aplicação dos princípios consagrados na Carta das Nações Unidas, na Ata Final da Conferência de Helsínquia e, também, na Constituição da República Portuguesa. O caminho da confrontação, da «lei do mais forte», já mostrou que apenas conduz à guerra, à destruição, ao sofrimento.
Não deixando de falar da Ucrânia, e das raízes do presente conflito, lembrou guerras antigas: na Jugoslávia, no Iraque, no Afeganistão, na Líbia, na Síria, na Somália. E denunciou a hipocrisia dos que há muito semeiam conflitos, impõem bloqueios e sanções, por meros interesses económicos e geo-estratégicos, e agora procuram fazer-se passar por abnegados pacifistas - embora insistam na militarização, na pressão, na chantagem e no cerco.
Das várias contribuições vindas da assistência veio a denúncia dos efeitos das sanções e da especulação e a determinação em prosseguir a luta pela paz - que é também pelos direitos, pela soberania, pelo progresso e a justiça social.