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Solidariedade com a Palestina! Palestina Livre!

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Teve lugar, no final da tarde do dia 16 de setembro, uma sessão pública de solidariedade com a Palestina.
Nos 42 anos do massacre de Sabra e Chatila, o CPPC, o MPPM e o Projecto Ruído promoveram esta iniciativa que decorreu na UPP, no Porto.
Intervieram Ilda Figueiredo (CPPC), José António Gomes (MPPM), Joana Machado (Projecto Ruído) e Sérgio Vinagre (UPP).
Visualizou-se o filme "Gaza", e houve espaço para um importante conversa sobre o genocidio que Israel ali prossegue com apoio e cobertura de EUA e de muitos paises da União Europeia.
Na defesa da Palestina e da paz no Médio Oriente foi exigido o cessar fogo imediato, o apoio humanitário aos palestinos, o reconhecimento do estado da Palestina com capital em Jerusalém Oriental e as fronteiras anteriores a 1967 e o direito de retorno dos refugiados palestinos.
Apelou-se à continuação desta luta e à participação na manifestação, no âmbito da Jornada Nacional de solidariedade, no dia 6 de Outubro, que sairá, pelas 15h30, da Praça dos Poveiros, no Porto.

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APELO - JORNADA NACIONAL DE SOLIDARIEDADE PALESTINA LIVRE! PAZ NO MÉDIO ORIENTE

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JORNADA NACIONAL DE SOLIDARIEDADE
PALESTINA LIVRE! PAZ NO MÉDIO ORIENTE
 
Dando seguimento às muitas iniciativas pela paz e em solidariedade com o povo palestiniano realizadas por todo o país desde outubro de 2023, terá lugar, entre 2 e 12 de outubro, uma jornada nacional de solidariedade sob o lema «Palestina Livre! Paz no Médio Oriente», promovida pelo CPPC, pela CGTP, pelo MPPM e pelo Projecto Ruído.
 
Apelo
Palestina Livre! Paz no Médio Oriente!
 
É preciso pôr fim imediato ao genocídio do povo palestiniano, impunemente levado a cabo por Israel na Faixa de Gaza. É urgente a Palestina Livre e a Paz no Médio Oriente!
A agressão de Israel contra a população palestiniana na Faixa de Gaza – que fará em outubro um ano da sua brutal intensificação – já provocou mais de 40 000 mortos e mais de 92 000 feridos, na sua maioria civis, e entre as quais muitos milhares de criança.
A cada dia que passa aumenta o sofrimento do povo palestiniano, sujeitado ao horror dos massacres cometidos por Israel, que, com a sua política colonialista e racista, continua empenhado no seu objectivo de aniquilação e expulsão do povo palestiniano da sua terra. Israel obriga a população palestiniana a deslocar-se de território em território, de localidade em localidade. Praticamente toda a população da Faixa de Gaza – 9 em cada 10 palestinianos – foi violentamente deslocada mais que uma vez devido aos ataques israelitas.
Para além da destruição na Faixa de Gaza – com os indiscriminados e propositados bombardeamentos contra bairros residenciais, instalações médicas e hospitais, campos de refugiados, agências humanitárias, escolas, locais de culto ou culturais –, Israel incrementa o bloqueio que mantém a região sem energia e impede a entrada de alimentos, água, medicamentos e equipamento médico essencial, promovendo a proliferação da fome e da doença.
Ao mesmo tempo, Israel lançou uma ofensiva de grandes proporções contra a Cisjordânia que acentua os efeitos da violência diária do exército e dos colonos israelitas e que provocou mais de 6 mil vítimas, entre mortos e feridos.
Com a intensificação da repressão por parte de Israel, que levou à prisão de cerca de 10 mil pessoas, incluindo crianças e jovens, agrava-se o ataque aos direitos laborais e de circulação do povo palestiniano, agravando cada vez mais as suas condições de vida.
A par destes hediondos crimes, Israel – única potência nuclear no Médio Oriente – insiste na escalada de confrontação em toda a região, mantendo e intensificando ataques a países vizinhos que se opõem à sua política de ocupação, colonização e genocídio, tornando cada vez mais ameaçador o perigo de uma guerra generalizada no Médio Oriente, com consequências catastróficas para os seus povos e repercussões no mundo inteiro.
É preciso travar este caminho belicista, de morte, sofrimento e destruição. É urgente uma solução política que passa necessariamente por um cessar-fogo imediato e permanente na Faixa de Gaza, pelo fim da ocupação, dos colonatos, da opressão israelita, e pela realização dos direitos nacionais do povo palestiniano, com a criação do Estado da Palestina, como determina o direito internacional, incluindo em inúmeras resoluções da ONU.
Há que denunciar a profunda hipocrisia e cumplicidade dos EUA, do Reino Unido, da União Europeia e de vários governos de países europeus, que desde o início apoiam a política de Israel e dão cobertura aos seus crimes de guerra, desrespeitando deliberadamente o direito internacional. Do Governo Português, exige-se que suspenda a cooperação com o Estado de Israel, muito em particular no campo militar, e que reconheça o Estado da Palestina.
Assim, continuando a:
- demonstrar a nossa profunda e permanente solidariedade com o povo palestiniano e para com a sua justa causa nacional;
- exigir um cessar-fogo imediato e permanente na Faixa de Gaza, o fim da escalada de confrontação por Israel no Médio Oriente e a Paz na região;
- exigir o respeito e o cumprimento dos direitos nacionais do povo palestiniano, com a criação do Estado da Palestina, como determinam inúmeras resoluções da ONU;
- reclamar do Governo português a defesa dos direitos do povo palestiniano, conforme os princípios constitucionais e o direito internacional.
apelamos a todos a que participem nas ações da Jornada Nacional de Solidariedade com o povo palestiniano e pela Paz no Médio Oriente que se realiza de 2 a 12 de outubro:
⯑ 2 de outubro, 18h, Coimbra, Desfile, Rotunda Cindazunda - Praça 8 de maio
⯑ 3 de outubro, 18h, Portalegre, Desfile, Praça da República - Rossio
⯑ 3 de outubro, 18h, Setúbal, Concentração, Praça do Bocage
⯑ 4 de outubro, 16h, Covilhã. Desfile, Jardim Público - Pelourinho
⯑ 4 de outubro, 18h, Alpiarça, Concentração, Jardim Municipal
⯑ 5 de outubro, 10h, Viseu, Rossio
⯑ 6 de outubro, 15h30, Porto, Desfile, Praça dos Poveiros - Praça General Humberto Delgado
⯑ 7 de outubro, 18h30, Évora, Concentração, Rua João de Deus
⯑ 8 de outubro, 16h, Ação de Esclarecimento, centro da cidade
⯑ 9 de outubro, 18h, Beja, Desfile, Praça da República
⯑ 9 de outubro, 17h, Viana do Castelo, Desfile, Jardim D. Fernando - Estação da CP
⯑ 10 de outubro, 18h, Espinho, Concentração, Largo da Estação de Espinho
⯑ 10 de outubro, Braga, 17h30, Desfile, Início no Largo São Francisco
⯑ 11 de outubro, Castelo Branco, pintura de mural
⯑ 11 de outubro, Faro, 18h00, Concentração, Jardim Manuel Bívar
⯑ 12 de outubro, Lisboa, 15h00, Desfile, Martim Moniz - Praça do Município
Palestina Livre! Paz no Médio Oriente!
Organizações promotoras:
Conselho Português para a Paz e Cooperação
Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional
Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente
Projecto Ruído - Associação Juvenil
Organizações subscritoras até ao momento:
Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa
Associação de Moradores das Antas
Associação Intervenção Democrática – ID
Associação Portuguesa de Deficientes
BOTA - Base Organizada da Toca das Artes
Clube Recreativo do Feijó
Organização dos Trabalhadores Científicos
Sindicato dos Professores da Grande Lisboa
Sindicato dos Professores da Zona Sul
União de Resistentes Antifascistas Portugueses
União dos Sindicatos do Norte Alentejano
Vida Justa
Subscrição de organizações: https://forms.gle/jjPKTWhbygMT37kz8
ou para o email: Este endereço de correio electrónico está protegido contra leitura por robôs. Necessita activar o JavaScript para o visualizar.

Exposição no Seixal - Pela adesão de Portugal ao Tratado de Proibição de Armas Nucleares

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O Município do Seixal está a assinalar o 79.º aniversário dos bombardeamentos dos Estados Unidos da América contra as cidades japonesas de Hiroxima e Nagasáqui, ocorridos em 6 e 9 de agosto de 1945, com a exibição de uma exposição pelo desarmamento nuclear.

A mostra, da responsabilidade do CPPC, promove a adesão de Portugal ao Tratado de Proibição de Armas Nucleares e pode ser visitada no átrio dos Serviços Centrais da Câmara Municipal do Seixal até ao dia 29 de setembro.

Decorre também em paralelo a petição «Não às Armas Nucleares! – Pela Adesão de Portugal ao Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares!, igualmente promovida pelo CPPC.

Defender a Paz! Não às armas nucleares! Pelo desarmamento geral, simultâneo e controlado!

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Há 79 anos, a 6 e a 9 de agosto de 1945, os Estados Unidos da América (EUA) lançaram duas bombas atómicas sobre as populações das cidades de Hiroxima e Nagasáqui, provocando a morte imediata de muitas dezenas de milhares de pessoas e a de muitas outras nos dias, meses e anos seguintes. Os efeitos da radiação fazem-se sentir ainda hoje, como é evidenciado pelas elevadas taxas de malformações e doenças oncológicas que ali se continuam a registar.

Nada justificava tal bombardeamento criminoso. A Segunda Guerra Mundial já tinha terminado na Europa. O Japão estava em vias de capitular incondicionalmente. A guerra iria acabar por completo em pouco tempo. O único propósito desse crime contra a Humanidade foi o de mostrar ao mundo o poder imbatível dos EUA de então, um poder a que todos, em especial a União Soviética (URSS), deviam submeter-se sob pena de passarem por igual tragédia. Foi um crime deliberado, inserido na estratégia dos EUA para a conquista da supremacia mundial no período pós-guerra.

Manter viva a memória desses acontecimentos é de crucial importância para que os povos não permitam que tal horror jamais se repita.

Essa preservação da memória é também parte fundamental da permanente e incansável luta pela paz e pela abolição das armas nucleares, que é tão antiga como a existência dessas mesmas armas. Uma luta ainda mais decisiva em tempos como o nosso, em que a mentira e a propaganda belicista são amplamente difundidas.

Uma explosão nuclear resultaria na morte imediata de todos quantos se encontrassem num raio de vários quilómetros da zona do impacto, ao gerar temperaturas de vários milhares de graus celsius e ventos com velocidades superiores a 1000 km/h: o resultado é a formação de tempestades de fogo de enorme poder destrutivo que varrem tudo à sua passagem.

Na atualidade, uma guerra nuclear, que nunca seria circunscrita a um território específico, além das mortes imediatas que provocaria, teria efeitos duráveis sobre o ambiente, conduzindo a alterações globais catastróficas no plano da meteorologia, que poderiam persistir por vários anos. Como é sublinhado por diversos cientistas, as alterações meteorológicas associadas ao chamado inverno nuclear reduziriam a duração ou eliminariam os períodos férteis de crescimento das plantas durante anos, levando a maior parte dos seres humanos e outras espécies animais a sucumbir à fome.

Pela dimensão e potência dos atuais arsenais nucleares, uma guerra nuclear não se limitaria a repetir o horror de Hiroxima e Nagasáqui, antes o multiplicaria, pondo em risco a própria sobrevivência da Humanidade.

O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) confia que, apesar de toda a desinformação e manipulação, os povos tomarão consciência da séria ameaça que representam as atuais escalada armamentista, incluindo as armas nucleares, e apologia do militarismo e da guerra.

O CPPC confia que a aspiração dos povos à paz prevalecerá sobre os promotores da guerra, sobre os interesses do complexo industrial-militar e de todos quantos são indiferentes e ganham com a morte, o sofrimento, a destruição que a guerra comporta.

O CPPC considera da maior importância o envolvimento de todos os defensores e amantes da paz, dos democratas, independentemente de diferenças políticas, de crença religiosa ou outras, para o sucesso dessa luta.

Neste sentido, relembrando e prestando homenagem a todas as vítimas de Hiroxima e Nagasáqui e honrando a luta daqueles que, em Portugal, foram presos e torturados, durante o fascismo, por defenderem a paz e a abolição das armas nucleares, apelamos a que se juntem a nós neste importante combate, nomeadamente através da assinatura da petição “Não às Armas Nucleares! Pela adesão de Portugal ao Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares!”, para que Portugal assine e ratifique este tratado.

Apenas com o desarmamento geral, simultâneo e controlado – nomeadamente a abolição das armas nucleares – consagrado na Constituição da República Portuguesa, será possível caminhar ativamente para um país e um mundo mais seguro, de paz e cooperação.

A petição pode ser assinada em: https://shorturl.at/BgasT

A Direção Nacional do CPPC
6-09-2024