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Tertúlias n'Arcada

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No próximo dia 2 de fevereiro, em Cacilhas!
Com a participação de José Goulão para uma conversa sobre a situação internacional e a Palestina.
Participa!

Educar para a Paz Dia Escolar da Não Violência e da Paz

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O Conselho Português para a Paz e Cooperação sublinha, quando se assinala o Dia Escolar da Não Violência e da Paz, a grande importância da Educação para a Paz.
A criação deste dia teve como principal objetivo sensibilizar os governos, os pais, os educadores, os professores, os jovens e as populações em geral, para a necessidade de uma educação permanente pela não-violência e pela paz.
A sua comemoração vai ao encontro do espírito do Preâmbulo da Constituição da UNESCO, que consagra a necessidade de educar para a solidariedade, para o respeito pelos outros, para a paz, e que declara o seu «propósito de fazer avançar, através das relações educacionais, científicas e culturais entre os povos do mundo, os objetivos da paz internacional, e do bem-estar comum da humanidade, para os quais foi estabelecida a Organização das Nações Unidas, e que são proclamados na sua Carta».
Vivemos um contexto internacional complexo, incerto e perigoso, marcado pelo acentuar de tensões, pela promoção do militarismo e da guerra – escalando e prolongando conflitos – com consequências dramáticas para os povos.
Neste dia, e pela sua gravidade, não podemos deixar de denunciar o massacre do povo palestino levado a cabo por Israel, que há 115 dias bombardeia a Faixa de Gaza, tendo provocado já cerca de 100 mil vítimas, na sua maioria crianças e mulheres, e cerca de 2 milhões de desalojados, que sobrevivem em condições sub-humanas, em consequência do cruel bloqueio imposto pelas autoridades israelitas. Uma inaceitável realidade que levou à apresentação de uma queixa por parte da África do Sul contra Israel no Tribunal Internacional de Justiça, acusando Israel de violar a Convenção sobre a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio.
Torna-se cada vez mais urgente educar e sensibilizar para a necessidade da resolução pacífica dos conflitos internacionais, do respeito dos direitos dos povos, nomeadamente do seu direito a viver em paz, do cumprimento dos princípios inscritos na Carta da ONU e no direito internacional, com vista à paz e ao desarmamento, à amizade e à cooperação entre todos os povos do mundo.
No ano em que se comemoram 50 anos da Revolução do 25 de Abril, a Revolução da paz, da amizade e da solidariedade, cabe a todos nós - amantes e defensores da paz – exigir o respeito e cumprimento da Constituição da República Portuguesa, nomeadamente do seu artigo 7º relativamente aos princípios a adotar por Portugal nas suas relações internacionais.
O Conselho Português para a Paz e Cooperação assinala este dia reafirmando a atualidade da luta pelo direito a viver em paz e o seu compromisso de trabalhar, como tem vindo a fazer, com todos aqueles que estejam disponíveis, em torno da Educação para a Paz.
A Direção Nacional do CPPC
30 de janeiro de 2024

Parar a agressão ao Iémen! Travar a escalada de guerra! Paz e liberdade na Palestina!

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O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) repudia os recentes e contínuos bombardeamentos dos EUA e do Reino Unido contra o Iémen, que não só agravam as condições do já tão martirizado povo iemenita, como representam um novo e perigoso passo na escalada de guerra no Médio Oriente.
Por mais que os EUA o procurem escamotear, esta agressão constitui uma retaliação face aos ataques de forças iemenitas contra a circulação de navios associados aos interesses de Israel no Mar Vermelho, como forma de pressão para que as forças israelitas parem o massacre que levam a cabo contra o povo palestiniano na Faixa de Gaza e para que Israel respeite e cumpra o direito internacional, nomeadamente as resoluções da ONU quanto à questão da Palestina.
Não se tratando de um ato de "defesa do comércio internacional", como os EUA e os seus aliados procuram justificar os seus bombardeamentos contra o Iémen – nomeadamente utilizando as grandes cadeias de comunicação social –, na verdade estes representam um inequívoco ato em defesa da política de ocupação e colonização levada a cabo por Israel e de cumplicidade com os seus crimes.
Os ataques dos EUA e do Reino Unido ao Iémen sucedem-se a uma década de guerra naquele país, que segundo a Cruz Vermelha e as Nações Unidas era, até à recente agressão a Gaza, a "maior crise humanitária do mundo". Em todos esses anos de guerra, a Arábia Saudita assumiu-se como testa-de-ponte dos interesses norte-americanos e britânicos naquela região, os mesmos que, agora, assumem diretamente a autoria dos ataques.
O CPPC condena a participação de Portugal nesta agressão levada pelos EUA e seus aliados – a que a União Europeia agora se associa –, anunciada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, salientando que a mesma não serve os interesses da paz, do povo português e dos povos do Médio Oriente, e que é contrária aos princípios da Constituição da República Portuguesa, que no seu artigo 7.º consagra a "solução pacífica dos conflitos internacionais".
É urgente que o Governo português ao invés de contribuir para o agravamento da situação, contribua para travar de imediato a agressão ao Iémen e alargar o campo daqueles que, por todo o mundo, exigem paz no Médio Oriente e o cumprimento do direito do povo palestiniano ao seu Estado soberano, independente e viável, nas fronteiras anteriores a junho de 1967, com capital em Jerusalém Oriental e assegurando o direito ao regresso dos refugiados, como consagrado em diversas resoluções das Nações Unidas.
A Direção Nacional do CPPC
29-01-2024

Almoço da Paz no Porto - 27 de janeiro de 2024

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O habitual almoço da Paz no Porto organizado pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação decorreu no dia 27 de janeiro nas instalações do Orfeão do Porto, Foi um almoço animado, com a poesia de poetas portugueses e palestinos pelas vozes de Henrique Borges e Rui Vaz Pinto, a música e canções por José da Silva, as palavras de denúncia das guerras e da defesa da paz e da solidariedade pelos dirigentes do CPPC, designadamente João Rouxinol, Manuela Branco e Ilda Figueiredo.
Ali foram anunciadas novas iniciativas, designadamente: o cordão humano, em Viana do Castelo, a 16 de fevereiro e no Porto a 19 de fevereiro. Foi também anunciado o Concerto pela Paz, em Matosinhos, no próximo dia 25 de fevereiro.
No final, depois de proclamarem a uma só voz, Paz sim! Guerra Não!, muitos ativistas da paz juntaram-se na Praça da Batalha à manifestação Pelo direito à Habitação, que percorreu o centro da cidade do Porto.