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Margarida Tengarrinha (1928-2023), uma vida intensamente vivida em prol da liberdade, da democracia e da paz

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O Conselho Português para a Paz e Cooperação lamenta profundamente o falecimento de Margarida Tengarrinha, membro da sua Presidência, presença regular nas suas iniciativas e uma militante de sempre da causa da paz, do desarmamento e da solidariedade com os povos.
Nascida em 1928 na cidade de Portimão, empenhou-se desde muito jovem na resistência ao fascismo e na luta pela liberdade. Enquanto estudante de Belas-Artes, em Lisboa, participou em atividades antifascistas e integrou o Movimento de Unidade Democrática Juvenil, empenhando-se a fundo na luta pela paz.
Passou a funcionária clandestina do Partido Comunista Português em 1954, juntamente com o seu companheiro, José Dias Coelho, que seria assassinado pela PIDE em 1961. Nessa condição viu-se forçada a separar-se das suas filhas, ainda pequenas.
Na clandestinidade assumiu um papel importante na falsificação de documentos e na produção de gravuras para imprensa do Partido. Integrou ainda a redação do jornal Avante! e da Rádio Portugal Livre, que emitia para o país a partir da Roménia, para além de desempenhar tarefas de organização no Norte e em Lisboa.
Após o 25 de Abril, assumiu diversas responsabilidades políticas, entre as quais a de deputada à Assembleia da República, entre 1979 e 1983, e a de membro do Comité Central do PCP.
Militante da paz desde a fundação do movimento, no início da década de 1950, foi expulsa da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa na sequência da intensa luta travada contra a realização em Portugal de uma reunião de ministros da NATO, em 1952. Membro da Presidência do CPPC, era presença regular nas suas atividades, desde logo nas assembleias da paz. Colocou também, desde sempre e até ao fim, o seu imenso talento e sensibilidade artística ao serviço da causa da paz, do desarmamento e da solidariedade com os povos: produziu várias gravuras sobre as agressões do imperialismo norte-americano à Coreia e ao Vietname (algumas publicadas na imprensa clandestina do PCP), participou com trabalhos seus na 3.ª Bienal de Artes Plásticas de Gaia (2019) e colaborou na organização das exposições de artes plásticas promovidas no Algarve sob o lema Artistas Pela Paz, promovidas pelo CPPC em parceria com outras entidades.
É autora de livros sobre pintura e cultura, para além de registos autobiográficos.
Da sua longa e intensa vida, vivida de um modo apaixonado, fica o exemplo de dedicação às causas da liberdade, da solidariedade e da paz, que o CPPC procurará honrar prosseguindo a sua ação, indissociável da participação de Margarida Tengarrinha.
A direcção nacional do CPPC manifesta os seu pêsames e toda a solidariedade à família de Margarida Tengarrinha.

“Pela Paz no Médio Oriente, e pelos direitos do Povo Palestiniano!” - 25 de outubro, Braga

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Em Braga, no dia 25 de outubro, realizou-se uma importante concentração Pela Paz no Médio Oriente e de solidariedade com a Palestina, organizada pelo CPPC e pela União dos Sindicatos de Braga, onde, apesar da chuva, cerca de 150 pessoas defenderam a Palestina, denunciaram a tragédia e o massacre que Israel prossegue em Gaza, manifestaram-se contra os ataques a civis em qualquer local - judeus, árabes, palestinos ou outros- proclamaram Paz sim! Guerra não! E apelaram ao cessar fogo, ao cumprimento das resoluções da ONU e à defesa da Palestina livre e independente.
Esta concentração segue-se a outras em Lisboa, Porto e Évora e terá continuação, hoje, em Coimbra e Porto e no dia 29 novamente em Lisboa, depois do Encontro pela Paz, em Gaia, no dia 28 de outubro. Seguir-se-á um conjunto de iniciativas já marcadas, com destaque para Viana do Castelo em 31 de outubro, contra o massacre em Gaza.
A iniciativa foi apresentada por Raquel Gallego e intervieram Sílvio Sousa, que integrou uma brigada de solidariedade, Carlos Cruz da União dos Sindicatos de Braga e Ilda Figueiredo pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação.

É preciso impedir uma ainda maior e terrível tragédia na Faixa de Gaza.

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A brutal agressão de Israel na Faixa de Gaza, acompanhada por acções violentas e ataques de colonos armados na Cisjordânia, já provocou muitos milhares de mortos e os feridos são quase 15.000
Gaza está sem luz elétrica, sem água, sem comida, sem medicamentos.
Ambulâncias, pessoal médico, instalações médicas, hospitais, caravanas de refugiados, bairros residenciais são alvo de ataques e de bombardeamentos.
Dezenas de trabalhadores de apoio humanitário e da ONU foram mortos pelos ataques israelitas.
É preciso parar de imediato os bombardeamentos e impedir qualquer invasão terrestre, que, a acontecer, configuraria, à luz das Convenções Internacionais, um genocídio e provocaria uma guerra generalizada no Médio Oriente, com consequências imprevisíveis no plano regional e internacional, mas sempre dramáticas.
Denunciamos a profunda hipocrisia dos EUA, da União Europeia e de vários governos europeus, incluindo o português, que com a retórica do ”direito de resposta de Israel” alimentam o conflito e dão cobertura a crimes de guerra como os castigos colectivos sobre populações civis e a deslocações forçadas.
Todas as vidas contam, todas as vidas têm o mesmo valor, todas as acções que visem populações civis são censuráveis e merecem a nossa condenação.
É por isso que a paz tem de imperar. É urgente um cessar-fogo imediato, para pôr fim às mortes, à violência e ao sofrimento.
É preciso restabelecer o abastecimento de água, alimentos, energia e combustíveis na Faixa de Gaza e permitir a entrada urgente da ajuda humanitária. É preciso calar as armas e trilhar os caminhos da solução política para a questão palestiniana e para a paz no Médio Oriente.
Essa paz só será possível com o fim da ocupação, dos colonatos, da opressão e repressão israelitas e com a garantia dos direitos nacionais do povo palestiniano como estipulam inúmeras resoluções da ONU.
É necessário prosseguir a luta pela paz no Médio Oriente e pelos direitos do povo da Palestina! Apelamos à sua participação na manifestação convocada para o dia 29 de Outubro, às 15:30, com início no Martim Moniz.
As Organizações Promotoras:
- Movimento Pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM);
- Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses/Intersindical Nacional (CGTP-IN);
- Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC)
Apoiam a Convocatória desta Manifestação as seguintes Organizações:
- Associação Conquistas da Revolução
- Associação de Amizade Portugal-Cuba
- Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa
- Associação de Estudantes da Faculdade de Letras de Lisboa
- Associação José Afonso
- Associação Portuguesa de Amizade e Cooperação Iúri Gagárin
- Associação Projeto Ruído
- BOTA - Base Organizada da Toca das Artes
- Coletivo MUMIA Abu Jamal
- Confederação Nacional De Reformados Pensionistas E Idosos
- Estuário Colectivo
- Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações
- Frente Anti-Racista
- Fundação Saramago
- Intervenção Democrática
- Movimento “Vida Justa”
- Movimento Democrático de Mulheres
- Movimento Sempre os Mesmos a Pagar
- Nucleo do PT Lisboa
- PORTA A PORTA – Casa para todos, Movimento pelo Direito à Habitação
- Sindicato de Hotelaria do Sul
- Sindicato dos Professores da Grande Lisboa
- Sindicato dos Professores da Região Açores
- Sindicato dos Professores da Região Centro
- Sindicato dos Professores da Zona Sul
- Sindicato dos Professores no Estrangeiro
- Sindicato dos Trabalhadores Civis das Forças Armadas,
Estabelecimentos Fabris e Empresas de Defesa
- Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal
- Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa
- Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional ,Empresas Públicas, Concessionárias e Afins
- Teatro Extremo
- União de Resistentes Antifascistas Portugueses
- União de Sindicatos de Aveiro
- União de Sindicatos de Lisboa
- União de Sindicatos de Setúbal
- União de Sindicatos no Norte Alentejano
- União Sindical de Torres Vedras, Cadaval, Lourinhã, Mafra e Sobral de Monte Agraço
- União Sindicatos do Algarve