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O belo Concerto pela Paz, em Gondomar

Realizou-se, no passado dia 2 de abril, o belo Concerto pela Paz no Auditório municipal de Gondomar, organizado pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), com apoio da Câmara Municipal de Gondomar e das diversas associações culturais, escolas artísticas e artistas que participaram num espetáculo seguido com entusiasmo pelas pessoas que praticamente esgotaram a sala e que também escutaram as palavras de Ilda Figueiredo que, em nome do CPPC, sublinhou a importância da iniciativa, agradeceu a todos a sua participação e apoio, realçou a generosidade dos participantes e apelou à continuação do seu envolvimento na defesa da paz, tendo-se proclamado, como habitualmente, a muitas vozes, “Paz sim! Guerra Não!”
Com um reportório diversificado, desde a música, ao canto, à poesia e à dança, participaram artistas de várias áreas e idades. Apresentado pelo jovem Diogo Carvalho, o concerto começou
com o Teatro e Marionetas de Mandrágora que, na simbiose de uma linguagem simbólica que conjuga o património e o legado tradicional com o pensamento e a dinâmica da sociedade
contemporânea, usa a marioneta e apresentou um excerto da sua nova criação, o espetáculo "Depois da Chuva", onde a temática está em centrada nas deslocações das populações em situações de crise, conflito, guerra, o drama dos refugiados.
Seguiu-se o coletivo Maduro Maio que encantou a numerosa assistência, com a música e as canções de intervenção, bem conhecidas de todos, incluindo José Afonso, José Mário Branco e
Luís Pastor/ José Saramago.
O Grupo Dança Roda Viva, que pertence à Associação social recreativa e cultural Bem Fazer Vai Avante, de São Pedro da Cova, apresentou três danças contemporâneas, partindo do princípio “quem dança é mais feliz”.
Com a juventude do Clube de Teatro "As três Pancadas" do Agrupamento de Escolas de Gondomar, nº1, foi a poesia sobre a paz que tomou conta do palco numa encenação que envolveu a assistência na defesa da paz.
O Coro Gospel trouxe o seu amor pela liberdade com arranjos musicais próprios, procurando reviver no palco os cânticos contra a escravatura nos campos de algodão norte-americanos.
Por último, os pequenos artistas da escola de música e os músicos do Ensemble da Banda Musical de São Pedro da Cova deliciaram a assistência e terminaram com uma das heroicas de Lopes Graça, a que se seguiu o agradecimento final de Ilda Figueiredo com uma chamada ao palco dos representantes das várias organizações participantes no Concerto pela Paz.

Encontro transfronteiriço de poetas dedicado à Paz

No dia 21 de Março, na Biblioteca Municipal Vicente Campinas, em Vila Real de Santo António, um grupo de poetas, em representação de Poetas do Guadiana, Poetas de Ayamonte e Poetas por la Paz, de Huelva, juntou-se para celebrar o Dia Mundial da Poesia, com dedicação especial à paz entre as Nações.
A sessão foi presidida pela vereadora da cultura Conceição Pires, do município anfitrião de Vila Real de Santo António, ladeada por António Cabrita, de Poetas do Guadiana, e por José Estêvão Cruz, em representação do Conselho Português para a Paz e Cooperação.
José Estêvão Cruz, na sua intervenção fez referencia aos objetivos do CPPC, tendo por base a Constituição da República Portuguesa, e salientou que daí resulta a defesa da diplomacia para a resolução dos conflitos internacionais e que o progresso e o desenvolvimento da Humanidade só pode ser encontrado na cooperação entre os países, em paz e desenvolvimento.
Em nome do CPPC saudou o dia Mundial da Poesia e a iniciativa que, sendo transfronteiriça, é também uma nota positiva da cooperação e da paz que devem continuar a existir.

No 47° aniversário da Constituição da República Portuguesa – a urgência de a cumprir e defender

O Conselho Português para a Paz e Cooperação assinala a aprovação e a promulgação da Constituição da República Portuguesa, a 2 de Abril de 1976, saudando o seu 47º aniversário.

Fruto da luta do povo português e da Revolução de Abril, iniciada a 25 de abril de 1974, que pôs fim ao fascismo e ao colonialismo, a Constituição da República Portuguesa consagrou amplos direitos democráticos – políticos, sociais, económicos e culturais –, garantindo entre muitos outros aspectos, a igualdade de direitos, a responsabilidade pública do acesso de todos à saúde, à educação, à justiça, à segurança social, à habitação, protegendo os direitos de quem trabalha, constituindo uma afirmação da soberania e independência nacional e projetando um programa de desenvolvimento e de profundas transformações sociais para Portugal.

Apontando um novo rumo para a política nacional, a Constituição de Abril consagrou os princípios que devem reger as relações internacionais de Portugal, pautadas pelo respeito da soberania e independência nacionais, de uma política de paz, amizade e cooperação com todos os povos do mundo.

Saudando os anti-fascistas, os democratas que protagonizaram o persistente e heróico combate pela liberdade, a democracia, a soberania, a paz, o CPPC compromete-se a defender e continuar as conquistas da Revolução de Abril, de que a Constituição da República Portuguesa é relevante exemplo.

A defesa da Constituição da República Portuguesa assume ainda maior importância no momento em que está a ter lugar um novo processo de revisão constitucional por proposta de forças retrógradas, algo que deve merecer a maior atenção de todos os democratas, pois algumas das propostas já apresentadas não visam aperfeiçoar o texto constitucional, mas sim subvertê-lo no que ele define e determina.

Um momento em que se exige que as opções do Governo português, nos mais variados campos, sejam consonantes com a Constituição de Abril, defendendo os direitos e a soberania do povo português, o que exige o não alinhamento e seguidismo com as políticas de escalada belicista promovidas pela NATO e a União Europeia, que poderão ter ainda mais graves consequências no plano mundial e são contrários aos princípios de paz e cooperação da Constituição da República Portuguesa.

Reafirmando o seu compromisso com o caminho emancipador apontado pela Constituição de Abril, o CPPC prossegue a sua ação, tendo como uma das grandes linhas norteadoras da sua atividade os princípios de paz consagrados na Constituição da República Portuguesa.

Continuaremos a caminhar e a dar passos para a construção de um País e de um mundo em prol da paz, da segurança e da cooperação internacionais, da amizade e solidariedade entre os povos.

Um caminho que passa pelo fim da corrida armamentista, pela dissolução dos blocos político-militares, do fim das armas nucleares e outras armas de destruição massiva e das bases militares estrangeiras.

É urgente garantir o respeito pela soberania e independência dos Estados e pelo direito dos povos a definirem o seu próprio destino e ao seu desenvolvimento, princípios consagrados na Carta da ONU.

47 anos da Constituição da República Portuguesa (CRP)

No passado dia 1 de abril, o Conselho Português para a Paz e Cooperação, em colaboração com diversas outras organizações, realizaram, no Clube Fenianos Portuenses, uma sessão comemorativa da Constituição da República Portuguesa (CRP), que celebra dia 2 de abril, 47 anos.
A iniciativa contou com diversas intervenções e dois momentos musicais protagonizados por Ana Afonso, Ana Ribeiro, João Loio e Regina Castro; e pelo coro da ESE - Escola Superior de Educação.
Todos os presentes reafirmaram a importância da defesa da CRP e dos valores que esta consagra, desde o direito ao trabalho, à saúde, à habitação e à Paz!