Outras Notícias

FacebookTwitterRSS Feed

Em Beja conversou-se sobre a situação internacional, a Paz, e o trabalho do Conselho Português para a Paz e Cooperação

Na Associação de Reformados de Beja, Ilda Figueiredo e José Baguinho falaram sobre a complexa situação internacional que se vive, afetando os povos, especialmente o ucraniano, mas também todos os povos da Europa.
Foram referidos os vários conflitos que se mantêm por todo o mundo e a importância da sensibilização para estas mesmas situações de forma a reforçar o movimento da paz em Portugal. Entre muitos outros assuntos foram abordados a ameaça nuclear e a importância do esclarecimento sobre os perigos da utilização de armas nucleares, a importância do respeito do direito internacional, dos acordos de Paz, da carta da ONU, e especialmente, em Portugal, do artigo 7º da Constituição da República Portuguesa.
Ilda Figueiredo deu notas sobre o trabalho em defesa da paz que está a ser desenvolvido e programado por outras partes do país e, José Baguinho, após várias intervenções dos presentes, concordou que é determinante intensificar este trabalho pela Paz.

HOMENAGEM A FREDERICO CARVALHO | 2023

CAROS AMIGOS/ AMIGAS:
Nota biográfica na página da Assembleia da República, Comissão de Educação e Ciência, 2018:
«Frederico Gama Carvalho licenciou-se em Engenharia Electrotécnica na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, em 1959. É doutorado em Engenharia Nuclear, pela Universidade de Karlsruhe, Alemanha, e Doutor em Física, pela Universidade de Lisboa. Em 1961, foi admitido no então Laboratório de Física e Engenharia Nucleares (LFEN) da Junta de Energia Nuclear, sito na Bobadela, Sacavém. Foi Adjunto do Director-Geral daquele Laboratório, Director do seu Departamento de Física e Presidente do Conselho Científico do Instituto Tecnológico e Nuclear, sucessor do LFEN. Aposentou-se em 2006, com a categoria de Investigador Coordenador. É co-autor de cerca de uma centena de artigos científicos, nos domínios da dispersão de neutrões térmicos e da concepção e projecto de instrumentação nuclear, designadamente, espectrómetros de neutrões e sondas industriais. Publicou algumas dezenas de artigos sobre Política Científica e Ciência e Paz. É sócio fundador e actual Presidente da Direcção da OTC-Organização dos Trabalhadores Científicos, filiada na Federação Mundial dos Trabalhadores Científicos, (FMTC) com sede em Paris. Desde 2004 é Vice-Presidente do Conselho Executivo da FMTC. É membro do seu Secretariado Internacional.»
O CPPC tem o privilégio de contar com Frederico Gama Carvalho como um dos seus associados e membro da sua Presidência. Investigador, é tanto prestigiado na comunidade científica, quanto militante destacado na causa da responsabilidade social dos trabalhadores científicos.
Assim, vem assumindo e exercendo responsabilidades enquanto dirigente e actual presidente da Organização dos Trabalhadores Científicos, e também dirigente da Federação Mundial dos Trabalhadores Científicos. E, tendo cedo aderido ao CPPC, aqui tem militado em suas causas e actividades, tendo sido eleito para a sua Presidência em 2011. A ele devemos numerosas textos de análise aprofundada e intervenção urgente, comunicados em iniciativas do CPPC ou publicados no Correio da Paz.
Remontando ao pós-guerra mundial, em meados do século passado, a Ciência e a Tecnologia assumiram acelerado protagonismo em todo o mundo, tanto para a Paz como para a Guerra.
Também em Portugal essa foi manifesta afirmação, agudizada pela transição política então em curso. Investigadores e trabalhadores qualificados não podiam ser indiferentes a esse processo mundial e às formas da sua expressão em nosso país. Assim, trabalhadores científicos em diversos domínios e sectores – quadros técnicos na administração pública e empresas, investigadores em laboratórios e estações experimentais do estado, docentes do ensino superior - foram levados a questionar-se e a questionar os processos então em curso. Entre 1969 e 1974, sucederam-se reuniões e iniciativas em locais de trabalho, em sociedades e associações profissionais e cívicas, que conduziram à emergência de novas associações científicas e profissionais. Foi nesse quadro que surgiu a Organização dos Trabalhadores Científicos.
A constituição da OTC suportou-se, também, na articulação com entidades publicas –nomeadamente faculdades, laboratórios do estado, Junta Nacional da Investigação Científica e Tecnológica (JNICT), Instituto Nacional de Investigação Científica (INIC) – e, bem assim, com as associações profissionais e sociedades científicas já existentes.
A constituição da OTC inspirou-se ainda no trabalho e boa colaboração com associações congéneres no plano internacional, com destaque para a Federação Mundial dos Trabalhadores Científicos e as associações nesta filiadas. Uma experiência exigente e empolgante.
Em Encontro Nacional de Trabalhadores Científicos, realizada na Faculdade de Medicina de Lisboa a 29 de Junho de 1974, foi decidida a constituição e eleita a comissão pro-Organização dos Trabalhadores Científicos, que conduziu alguns meses mais tarde ao registo legal da OTC - Organização dos Trabalhadores Científicos.
Os colegas aí eleitos como comissão Pró-Organização dos Trabalhadores Científicos foram: Eugénio Leitão, Isabel Moita, José Gaspar Teixeira, Zilda Gama Carvalho – a que seriam adicionados representantes das zonas Norte, Centro e Sul, a serem designados depois. Guardo grata memória e recordo esses colegas do núcleo fundador, que já não estão connosco, e que nessa etapa decisiva deram as suas contribuições preciosas.
Antecedendo a era da comunicação digital, a OTC estabeleceu cedo a sua rede de comunicação, que passou por manter a publicação regular do seu boletim “Ciência e Técnica” ao longo dos anos 1976-84.
Logo em 1981, a OTC aderiu formalmente à Federação Mundial dos Trabalhadores Científicos, passando a participar activamente nas respectivas actividades. J. Gaspar Teixeira, J. Hipólito Monteiro, Zilda Carvalho, contam-se entre os primeiros delegados portugueses nos trabalhos de órgãos e comissões da Federação Mundial.
Em 1982, a OTC promoveu o Encontro Nacional de Trabalhadores Científicos sobre Armas Nucleares, com participação internacional, realizado no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, cujo conteúdo foi depois editado no livro “Armas Nucleares e seus efeitos”, CDL, Lisboa 1983.
Em 1988, Zilda Carvalho participou, designada pela OTC, na Comissão das Mulheres Cientistas da Federação Mundial de Trabalhadores Científicos, sendo eleita presidente desse comité em 1990 e passando a integrar o Secretariado e o Conselho Executivo da Federação Mundial.
Ao longo dos anos, a OTC tem mantido continuada contribuição e regular presença nas iniciativas de suas congéneres e da Federação Mundial, incluindo Assembleias Gerais assim como reuniões de órgãos estatutários e comissões da própria Federação.
E tem acolhido semelhantes eventos no nosso país. Como será o caso em Évora, em Julho próximo, a realização da 94.ª reunião do Conselho Executivo da Federação Mundial, uma responsabilidade que a OTC partilha com a Federação Nacional dos Professores e a Associação de Bolseiros de Investigação (ABIC).
Frederico Carvalho esteve entre os sócios fundadores da OTC, a cuja Direcção preside desde então. E, enquanto aderente do CPPC, aqui foi eleito para a respectiva Presidência em 2011. Esta dualidade CPPC-OTC não é acidental, tem antecedente e memorável razão histórica para a nossa geração. Faz dez anos, em intervenção publicada pelo CPPC sob o título “A Federação Mundial dos Trabalhadores Científicos na luta pela Paz” ele próprio recordou-nos esse traço marcante da nossa história recente:
« … Em 1940, Paris sofria a ocupação nazi. Para espanto de muitos, o Professor Frédéric Joliot-Curie galardoado com o Prémio Nobel da Química em 1935, prosseguia os seus trabalhos de investigação no Collège de France, situado em pleno centro da cidade. (…) Joliot-Curie foi o primeiro presidente da Federação Mundial dos Trabalhadores Científicos, fundada em Londres em Julho de 1946.
Quatro anos mais tarde, em 1950, Joliot-Curie era chamado a presidir ao recém-criado Conselho Mundial da Paz, posição que ocupou até à sua morte prematura em 1958. Sucedeu-lhe John Desmond Bernal, outro físico notável de nacionalidade irlandesa. Nas origens da Federação Mundial dos Trabalhadores Científicos, ao lado de Joliot-Curie encontram-se outros nomes prestigiados de cientistas, como Paul Langevin, Patrick Blackett, John Bernal, Cecil Powel e Maurice Wilkins. Bernal redigiu a Carta de princípios que é o texto fundador da Federação Mundial.» … Assinalemos, hoje, como esses produtores de novo saber científico e sua tradução em inovações tecnológicas, foram, eles mesmos, os primeiros a alertar e a assumir a sua responsabilidade social em pugnar pela boa aplicação desse saber para fins pacíficos.
O movimento pela Paz identifica-se com o aperfeiçoamento e a partilha, tanto dos meios e resultados da investigação da realidade material e social, quanto da organização justa e da governação responsável da sociedade global. Numerosos cientistas têm assumido e partilhado essa procura, lutando nessas duas frentes.
Assim foi então, naquele contexto conturbado do pós-guerra mundial, como também depois, e até hoje, enquanto se multiplicam modalidades técnicas de agressão e persistem ameaçadores focos de guerra.
Continuadamente e em múltiplas ocasiões, Frederico Carvalho tem, nos seus textos e comunicações, no país e no espaço internacional, alargado a temática e produzido análises que respondem ao alerta que é título que nos convoca aqui hoje: “Defesa da Paz, Urgência do Nosso Tempo”.
O CPPC tem o privilégio de contar com Frederico Gama Carvalho - distinto cientista, cidadão dedicado e generoso - como um dos seus associados e membro da sua Presidência. As suas contribuições são instrumentos valiosos da nossa intervenção e fonte de inspiração para o nosso trabalho.
Obrigado.
 
Lisboa 25 Março 2023
 
Rui Namorado Rosa

A juventude reclama Paz e uma vida melhor – Saudação ao Dia Nacional da Juventude

O Conselho Português para a Paz e Cooperação saúda o Dia Nacional da Juventude, que se celebra a 28 de Março, data de importância histórica para a juventude portuguesa, que recorda os dias 23 e 28 de Março de 1947, em que se realizaram dois acampamentos organizados pelo MUD-Juvenil, respetivamente, em Olhão e na Marinha Grande, que foram violentamente reprimidos pelo regime fascista.
A luta da juventude portuguesa por um país livre e democrático, pelos valores da paz, da solidariedade e da amizade, constituiu um importante contributo para a resistência antifascista durante os anos da ditadura. Hoje, num contexto diferente, a força e presença dos jovens na defesa desses mesmos valores, mantém-se atual e determinante.
É urgente a luta pela concretização de um caminho de paz, oposto ao de militarismo e de confrontação que hoje verificamos no plano internacional, que têm vindo a afetar diariamente a vida dos jovens, incluindo dos jovens portugueses.
Em diversos países, a juventude é vítima de agressões e guerras, quer seja pela força das armas, quer seja através da imposição de bloqueios que a privam, do seu presente e futuro, dos seus direitos, do acesso à educação, ao trabalho, ao lazer, à cultura, ao desporto, à saúde, à habitação, à família.
O caminho da instigação da guerra e o negócio das armas não serve aos povos, não serve à juventude, que reclamou, reclama e reclamará por um mundo de paz, democrático, de direitos, de solidariedade, de cooperação.
Neste sentido, o CPPC saúda as manifestações da Interjovem, onde os jovens sairão à rua exigindo a paz, uma vida melhor, e um caminho que vise a justiça e progresso social, que se vão realizar amanhã, dia 28, às 15h, em Lisboa e no Porto!
 
A Direção Nacional do CPPC
27 de março de 2023

CPPC realiza assembleia, sessão pública e homenageia Frederico de Carvalho

 

O CPPC promoveu no dia 25, no auditório da Voz do Operário, em Lisboa, uma sessão pública com o lema «Defender a Paz, Urgência do nosso tempo», que contou com as intervenções de Ilda Figueiredo, presidente da direção nacional do CPPC, José Baptista Alves, militar de abril e presidente da mesa da Assembleia da Paz, e os membros da Presidência Rui Namorado Rosa, professor universitário jubilado, e Frederico de Carvalho, investigador em Física.
 
Nas várias intervenções traçou-se o panorama da situação mundial, marcada pela coexistência de riscos de guerra generalizada e por possibilidades que se abrem para o surgimento de uma ordem mundial mais justa e pacífica, fundada nos princípios da Carta das Nações Unidas e do direito internacional consagrados após a Segunda Guerra Mundial e nas últimas décadas abertamente desrespeitados.
Ler mais...