Décadas de Luta pela Paz - Porto


O CPPC esteve presente nos passados dias 23 e 24 de Maio nas iniciativas promovidas pela organização belga INTAL e pelo Conselho Mundial da Paz (CMP), em Bruxelas.
As iniciativas realizadas no âmbito da campanha do CMP "Sim à Paz! Não à NATO!", assentaram na importância da defesa da paz e denúncia dos objectivos belicistas da reunião da NATO que se realizou no dia 25 de Maio, também em Bruxelas.

Também no Porto se realizou um acto público da Campanha "Sim à Paz! Não à NATO!" no momento em que se realizava uma reunião da Nato, em Bruxelas.
Culminando uma campanha em defesa da Paz e de denúncia da NATO e dos objectivos belicistas da sua cimeira de Bruxelas, "Sim à Paz! Não à NATO!", subscrita por 28 organizações portuguesas, que contou com uma iniciativa pública no dia anterior em Lisboa, ou a distribuição de milhares de documentos em várias outras cidades do país
A acção, convocada pelo conjunto das organizações e movimentos subscritores, decorreu sob palavras de ordem como "Sim à Paz! Não à NATO", "Defender a Constituição! NATO não!", "Trabalho sim! Guerra Não", entre outras
No final intervieram representantes do Movimento Democrático de Mulheres, da União dos Sindicatos do Porto e do Conselho Português para a Paz e Cooperação. Foram distribuídos documentos da pelas pessoas que passaram ou se juntaram à iniciativa que decorreu na Rua da Santa Catarina, no centro do Porto.

Na sequência da sua visita recente à Arábia Saudita, o presidente dos EUA, Donald Trump, concluiu aquela que foi a «maior venda de armas da história do país», no valor de 110 mil milhões de euros. O negócio envolve, entre outro material, aviões, navios e mísseis. Lembre-se que segundo o SIPRI (Instituto Internacional de Investigação para a Paz de Estocolmo), a Arábia Saudita foi já, em 2016, o terceiro país com maiores gastos militares do planeta.
Para além da constante violação dos direitos humanos no país e da ocupação e agressão ao Iémene, actualmente em curso, a Arábia Saudita é um dos maiores apoiantes do Estado Islâmico e da Al-Qaeda na desestabilização da Síria. As declarações de Trump recuperando a «ameaça iraniana» são igualmente preocupantes e reveladoras do propósito de continuar a desestabilizar a região.