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  • Cogumelo que era rosa

    Cogumelo que era rosa

    A rosa hereditária
    A rosa radioativa
    Estúpida e inválida

    Vinícius de Moraes

    Era uma vez um cogumelo que era uma rosa,
    um poeta chamar-lhe-ia a anti-rosa.
    A raiz era de fogo e negra a sua fecúndia
    como o seu desígnio negro.
    E a raiz caiu do céu.

    Cada uma em seu dia, duas rosas bastaram
    para varrer uns cento e trinta mil amigos
    de crisântemos e flores de cerejeira,
    de chá, caligrafia, minúsculos poemas,
    libelinhas e templos na floresta.

    O cogumelo venenoso era uma rosa sem rosa,
    diria o poeta. Nem de espinhos,
    nem de espinhos essa rosa americana precisou.

    1 de Agosto de 2015

    João Pedro Mésseder

     

  • Encontro transfronteiriço de poetas dedicado à Paz

    No dia 21 de Março, na Biblioteca Municipal Vicente Campinas, em Vila Real de Santo António, um grupo de poetas, em representação de Poetas do Guadiana, Poetas de Ayamonte e Poetas por la Paz, de Huelva, juntou-se para celebrar o Dia Mundial da Poesia, com dedicação especial à paz entre as Nações.
    A sessão foi presidida pela vereadora da cultura Conceição Pires, do município anfitrião de Vila Real de Santo António, ladeada por António Cabrita, de Poetas do Guadiana, e por José Estêvão Cruz, em representação do Conselho Português para a Paz e Cooperação.
    José Estêvão Cruz, na sua intervenção fez referencia aos objetivos do CPPC, tendo por base a Constituição da República Portuguesa, e salientou que daí resulta a defesa da diplomacia para a resolução dos conflitos internacionais e que o progresso e o desenvolvimento da Humanidade só pode ser encontrado na cooperação entre os países, em paz e desenvolvimento.
    Em nome do CPPC saudou o dia Mundial da Poesia e a iniciativa que, sendo transfronteiriça, é também uma nota positiva da cooperação e da paz que devem continuar a existir.