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Educação para a paz "CONSTRUIR A PAZ COM OS VALORES DE ABRIL"

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"CONSTRUIR A PAZ COM OS VALORES DE ABRIL" foi o mote para a conversa com alunos e professores do Agrupamento de Escolas de Miranda do Corvo que acolheu uma exposição do CPPC sobre os valores de Abril.
Na continuação das iniciativas a assinalar o Dia Internacional da Paz e tendo em conta o facto do Município de Miranda do Corvo fazer parte do Movimento dos Municípios pela Paz desde 2021, o Agrupamento de Escolas de Miranda do Corvo foi desafiado a acolher uma exposição sobre os valores de Abril, sendo a Paz um deles. Na inauguração da exposição “CONSTRUIR A PAZ COM OS VALORES DE ABRIL", a qual ocorreu no passado dia 16 de outubro, estiveram presentes a Presidente da Direção Nacional do Conselho Português para a Paz e Cooperação, Ilda Figueiredo, a Vice-Presidente da Câmara Municipal de Miranda do Corvo, Marilene Rodrigues e o Diretor do Agrupamento de Escolas de Miranda do Corvo, José Manuel Simões, bem como professores, alunos e colaboradores da Escola José Falcão.
Durante a reflexão sobre a exposição, foram realizadas algumas abordagens sobre a importância da Paz na Revolução do 25 de Abril e sobre a importância do Princípio da Igualdade, princípio constitucionalmente consagrado no artigo 13º.
A sessão terminou com a declamação de um poema, da conterrânea Rosa Cravo, sobre a Paz. Poema, esse, selecionado para fazer parte da Antologia da Poesia Portuguesa Contemporânea.
Esta iniciativa assinalou, igualmente, a comemoração dos 50 anos do 25 de abril.

Prémio Nobel da Paz dá força à luta pelo desarmamento nuclear

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O Conselho Português para a Paz e Cooperação saúda a atribuição do Prémio Nobel da Paz à associação japonesa Nihon Hidankyo, desobreviventes dos bombardeamentos nucleares norte-americanos sobre as cidades japonesas de Hiroxima e Nagasáqui, em Agosto de 1945. A atribuição do prémio destaca os esforços da organização em alcançar um mundo livre de armas nucleares e a demonstração, através de testemunhos de sobreviventes, que este tipo de armamento nunca mais deve ser utilizado. Esta é a segunda vez em poucos anos que o Prémio Nobel da Paz é entregue a uma entidade que pugna pelo desarmamento nuclear: em 2017 foi a Campanha Mundial pela Proibição de Armas Nucleares (ICAN) a recebê-lo.
O CPPC é herdeiro e continuador do movimento da paz surgido em todo o
mundo no contexto da Segunda Guerra Mundial e dos tenebrosos bombardeamentos de Hiroxima e Nagasáqui. Bombardeamentos nucleares cujos efeitos ainda hoje se fazem sentir nas elevadas taxas de malformações e
doenças oncológicas. A primeira grande campanha desse movimento da paz foi precisamente em torno da proibição das armas nucleares: o Apelo de Estocolmo, lançado em março de 1950, reuniu em todo o mundo centenas de milhões de assinaturas.
Hoje, pela dimensão e poderio dos arsenais nucleares existentes, o desarmamento geral, simultâneo e controlado e a proibição das armas nucleares são exigências fundamentais para o futuro da Humanidade. Uma guerra nuclear, hoje, nunca seria limitada e a utilização de uma pequena parte dos arsenais nucleares existentes seria suficiente para ameaçar a vida na terra.
O CPPC lançou em julho deste ano uma petição pela adesão de Portugal ao
Tratado de Proibição de Armas Nucleares, negociado no âmbito das Nações
Unidas e ratificado já por mais de 70 Estados. Na Constituição da República Portuguesa inscreve-se o compromisso de Portugal com o "desarmamento geral, simultâneo e controlado", pelo que as autoridades portuguesas deveriam agir no seu espírito, aderindo e ratificando este Tratado.
A petição pode ser assinada

CPPC saúda o acórdão do Tribunal de Justiça da União Europeia | Recursos naturais do Saara Ocidental pertencem ao povo saarauí

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O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) reuniu, no dia 15 de outubro, com o representante da Frente Polisário em Portugal, Omar Mih.
O encontro, que teve lugar na sede do CPPC, realizou-se na sequência da decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) de invalidar o acordo União Europeia-Marrocos.
De acordo com o tribunal, os acordos celebrados em 2019 sobre pesca e agricultura, de que Portugal é parte, foram celebrados em "desrespeito pelos princípios de autodeterminação" do povo saarauí.
Esta deliberação, que foi conhecida no passado dia 4 de outubro, invalida os acordos comerciais entre a União Europeia (UE) e Marrocos relacionados com a pesca e os produtos agrícolas explorados nos territórios ilegalmente ocupados do Saara Ocidental e reconhece a Frente Polisário como a legítima representante do povo saarauí.
Como o CPPC sempre afirmou, apenas cabe à República Árabe Saarauí Democrática (RASD) a exploração e gestão dos recursos que pertencem ao povo saarauí, algo que os acordos celebrados em 2019 entre a UE e Marrocos desrespeitam, branqueando a ilegal ocupação marroquina dos territórios do Saara Ocidental.
O CPPC saúda esta decisão por parte do TJUE por considerar que é um importante passo no respeito pelo direito do povo saarauí a administrar os seus recursos.
Exige-se, agora, do governo português e da União Europeia, o cumprimento desta decisão.
O CPPC expressou e expressa, uma vez mais, a sua solidariedade com a luta do povo saarauí pela descolonização do seu território e pelo seu direito à auto-determinação, como consagrado pelo direito internacional, incluindo diversas resoluções da ONU.

Jornada Nacional de Solidariedade «PALESTINA LIVRE! PAZ NO MÉDIO ORIENTE!»

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Entre os dias 2 e 12 de Outubro realizaram-se, por todo o país, dezanove ações de solidariedade com o povo palestiniano e pela paz no Médio Oriente.

Com expressões diferentes, entre debates, momentos culturais com música, pintura, dança, até concentrações e desfiles, as cores das bandeiras da Palestina, do Líbano, e da Paz, encheram ruas e praças portuguesas das cidades de Coimbra, Setúbal, Portalegre, Alpiarça, Covilhã, Viseu, Porto, Évora, Guarda, Leiria, Beja, Viana do Castelo, Braga, Espinho, Faro, Funchal, Vila Real e Lisboa.

Estas ações foram promovidas pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação, a Confederação Geral de Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional, o Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente e o Projecto Ruído, na sequência de muitas outras iniciativas organizadas pelas quatro organizações, que têm tido lugar desde outubro de 2024

Muitos milhares de pessoas se envolveram nestas poderosas afirmações de solidariedade com o povo palestiniano e os povos do Médio Oriente, contra o massacre, os bombardeamentos, as ocupações perpetradas por Israel com o apoio dos EUA e das principais potências da UE.

Bandeiras da Palestina e do Líbano davam expressão à solidariedade e nas palavras de ordem entoadas ou inscritas em faixas ou cartazes exigiu-se o fim da escalada de guerra e a criação do Estado da Palestina nas fronteiras anteriores a junho de 1967.

O desfile em Lisboa, que encerrou a grande Jornada, terminou na Praça do Município onde, para além de Noor Tibi, palestiniana a viver em Portugal e Alan Stoleroff, membro do coletivo Judeus Pela Paz e Justiça, intervieram os representantes das organizações promotoras, Ilda Figueiredo, do CPPC, Carlos Almeida, do MPPM, Tiago Oliveira, da CGTP-IN e Inês Reis, do Projeto Ruído.

Aluta pela paz e a solidariedade com os povos do Médio Oriente prossegue, ainda mais forte!

No próximo dia 26 de outubro, já há um Concerto de Solidariedade.

Palestina Vencerá!

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